Os Pneus para 2013

É de conhecimento geral que os pneus são parte muito importante no que diz respeito aos carros de competição. Entender o seu funcionamento, a sua duração o seu nível de aderência pode tornar-se muito complicado. E pelos vistos, na F1, este ano parece não fugir a regra com muita gente a queixar-se.

A Pirelli, fornecedora exclusiva de pneus para a F1 desde 2011, desde cedo anunciou (e cumpriu) com uma abordagem agressiva, fornecendo pneus que, embora menos duradouros, fossem capazes de ter um nível de aderência superior. A verdade é que, embora isso tenha sido conseguido, muitas foram as equipas a terem dificuldades a entender o seu funcionamento.
Para este ano a Pirelli anunciou mudanças nos pneus, especialmente no que diz respeito aos compostos usados e a sua construção, tendo como objectivo um aquecimento dos pneus mais rápido e homogéneo e um nível de degradação elevado, diminuindo o intervalo de performance entre os composto mais duros e os mais suaves, de forma a que possa haver mais espectáculo pois as estratégias das equipas serão obviamente afectadas com a duração dos pneus.
Na última corrida da época passada em Interlagos a Pirelli forneceu já os novos pneus mas a temperatura de pista não permitiu uma análise aprofundada do seu comportamento ficando essa tarefa adiada para os testes de inverno.
Acabados os testes a que conclusões se chegaram? Não se ouviram críticas positivas ao “novo calçado” dos monolugares. Degradação extrema é a principal causa das queixas. Segundo Sérgio Perez, que se mostrou muito surpreendido, embora estivesse à espera de níveis de degradação mais elevados que o normal devido as condições atmosféricas, não estava a espera de tanto. Referiu que é difícil fazer mais que 3 voltas, pois começam a formar-se as bolas de borracha que usualmente se vêem em pneus muito degradados e os níveis de aderência baixam significativamente. Jean-Eric Vergne disse mesmo que os pneus se parecem com couve-flor depois de uma volta. Button por seu lado afirmou que este conjunto é mais fácil de entender, pois como sobem mais facilmente em temperatura os níveis de aderência são maiores e mais imediatos, embora reconhecendo que a degradação é elevada. Vettel admitiu que ainda é uma incógnita como os Pirelli se vão comportar em Melburne e que as equipas passarão por algumas dificuldades.
Paul Hembery director desportivo da Pirelli mostrou-se confiante que não haverá quaisquer problemas. De acordo com Hembery as condições que tiveram em Barcelona estão longe de ser típico do resto da temporada, com ambiente muito mais frio e temperaturas da pista mais baixas do que normalmente acontece em corrida, e até mesmo um pouco de chuva no final do dia. Isso colocou os pneus fora das condições normais de trabalho, o que levou a problemas como a granulação.
Temos de esperar então por Melburne para perceber até que ponto estas alterações poderão ter implicações na performance dos carros.

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