"Checo” Mate? Terá sido Perez a melhor opção?


Depois do 3º GP, começam a surgir as primeiras dúvidas sobre Sérgio Perez e a sua valia.
Perez foi contratado pela McLaren no ano passado, pouco tempo depois de ter feito um brilharete em Monza. Com uma corrida irrepreensível, o Mexicano conseguia acabar em 2º lugar, com o seu Sauber. Meses antes, na Malásia, tinha feito igual numa corrida marcada por muita chuva. Passou a ser visto com outros olhos. Sabia gerir muito bem os pneus, sendo muito competitivo e rápido em corrida. Faltava-lhe mais velocidade nas qualificações. 
Com o piloto em alta e com Hamilton de saída, a equipa de Woking tinha de fazer uma escolha. Falou-se em Di Resta como candidato, estando Hulkenberg também em equação. Mas a escolha recaiu no homem de quem todos falavam. Perez seria o sucessor de Hamilton.
Depois de ter assinado o novo contrato, o rendimento caiu um pouco, mas todos esperavam que quando se sentasse ao volante do McLaren as coisas mudariam de figura.
Acontece que, ao contrário do que todos esperavam, a McLaren apresentou um carro fraco. Muito pouco estável, com problemas ao nível da aerodinâmica, o novo MP4/28 não é o melhor carro para Perez brilhar. Temos de ter em conta que a pressão mediática é muito superior e que, aliado a essa nova pressão, o mexicano teve (e tem) de se adaptar a novos métodos de trabalho, novas pessoas a sua volta.

Além disso tudo, o seu rendimento tem como termo de comparação o do seu companheiro de equipa, Button, que é “apenas” campeão do mundo e o piloto mais experiente do paddock, com muitos Km´s já percorridos, tendo já enfrentado várias vezes suspeitas ( tal como o seu colega de equipa agora enfrenta) e tendo já conduzido carros francamente fracos. Comparar o rendimento de um jovem que acaba de chegar com um piloto titulado, que está desde 2000 a competir, tendo já passado por quase tudo que há para passar na F1 é injusto.

Neste caso, e como uma análise objectiva necessita da frieza dos números, vamos recorrer a eles, comparando Perez com Di Resta e Hulkenberg, que estiveram em equação para a McLaren e que estão no mesmo patamar neste momento.
 
Perez:
23 anos
Inicio em 2011 ( 3 épocas)
40GP
82Pontos
3 pódios ( 2º lugar Malásia e Monza, 3º em Montreal tudo em 2012)
Melhor qualificação : 4º lugar
Vamos ver os números de Di Resta, um dos pilotos que estava na calhar para o lugar agora ocupado pelo mexicano.
Di Resta :
27 anos
Inicio em 2011( 4 épocas)
42 GP
81 pontos
Melhor qualificação: 6º
Melhor resultado: 4º ( Singapura 2012)
Como vemos, a escolha entre os dois seria óbvia. Perez embora tenha começado no mesmo ano, tem menos uma época de F1 e já conseguiu 3 pódios. Ao nível de consistência de resultados a balança pende ligeiramente para o mexicano também. 
Vamos agora fazer a comparação com o piloto que Brundle diz, deveria ter sido o escolhido.
Hulkenberg:
25 anos
Inicio em 2010 (4 épocas) ficou de fora em 2011 por causa de Maldonado. Foi 3º piloto da Force India nesse ano por ter perdido o lugar para Di Resta.
41 GP
90 pontos
1 pole position
Melhor resultado: 4º lugar
Ao nível da consistência de resultados, não há diferenças significativas entre o alemão e o mexicano.
A escolha neste caso torna-se mais complicada. Mas tendo em conta que o Perez já tinha 3 pódios no seu registo, tornava-se lógico escolhe-lo em detrimento de Hulkenberg, embora o alemão mostre qualidade e consistência.
A nossa opinião é que Perez ainda vai dar muito que falar. É bom piloto em corrida e no ano passado proporcionou dos melhores momentos que se viram, com ultrapassagens de grande qualidade.
 O que acontece é que o director da McLaren ao dizer que ele precisa de ser mais duro em pista, serve apenas para o espicaçar e para lhe dar autorização de defender mais ferozmente o seu espaço, não tendo medo das críticas que lhe foram feitas por Hamilton por exemplo que o acusou de ter sido demasiado agressivo. Quando a McLaren lhe der um carro mais competitivo e quando o jovem piloto assentar de vez irá lutar por vitórias.
Admitimos que Hulkenberg neste momento é mais completo e está acima de Perez, merecendo inclusive uma equipa melhor que a Sauber para mostrar o seu talento. Mas o potencial de “Checo” é grande e se ele tiver força mental para o mostrar, poderá ter o seu espaço na história da F1. Se conseguir passar por esta fase menos boa, tem tudo para ser o homem certo no lugar certo. O tempo nos dirá. 

Fábio Mendes

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