F1 – Ponto de situação a meio da temporada. Parte 2

Force India (Nota7) :

Uma das agradáveis surpresas da época. Desde início que conseguiram bons desempenhos, arrecadando bons pontos e estão nesta altura em 5º lugar do campeonato à frente de equipas como McLaren, Sauber e Williams. O patrão Vijay Mallya já admitiu publicamente que o VJM06 é o melhor carro que a equipa já construiu e os resultados comprovam isso. Sempre achamos que o andamento que o carro tinha era suficiente, com um pouco de astúcia, para chegar ao tão desejado pódio. Mas a verdade é que os carros também têm sofrido muitos problemas a nível mecânico e a nível de decisões. Di Resta foi prejudicado 2 vezes, ficando-se pela Q1 quando podia facilmente passar a Q3 e sendo obrigado assim a fazer uma corrida de trás para a frente com hipóteses muito menores de lutar por um lugar de pódio. A mudança de compostos nos pneus foi uma machadada nas aspirações da equipa. Na Hungria andaram aos papéis e o rendimento do carro baixou dramaticamente. Di Resta já admitiu publicamente que o carro está pior e perdeu o andamento que tinha. É sabido que as equipas pequenas têm de ter muito cuidado com os gastos e como tal, chegada esta altura, é necessário pensar se continuam a investir no carro deste ano ou se começam desde já a canalizar recursos para o carro do ano passado. É pena pois acreditávamos que o carro deste ano podia fazer historia e permitir a Force India subir pela primeira vez ao pódio, mas com as alterações radicais para o próximo ano se calhar o potencial do carro não será atingido.
Sutil: um regresso positivo do germânico que teve um ano de sabática forçada. O desempenho em pista tem sido regular e tem permitido à equipa marcar pontos importantes. Esteve brilhante em Mónaco e muitas outras corridas a sorte não esteve do seu lado. Ainda assim Sutil sem deslumbrar tem cumprido a sua missão de forma muito positiva. ( Nota 7)

Di Resta: Pensou que seria ele o chamado para ocupar a vaga de Hamilton mas viu Perez passar-lhe à frente. O britânico não se deixou ir abaixo e continuou a mostrar bom rendimento. A equipa tem prejudicado a sua tarefa com decisões horríveis mas mesmo assim o piloto tem conseguido dar nas vistas, fazendo recuperações notáveis. O seu descontentamento é visível já há algum tempo e a vontade de dar o salto para uma equipa mais competitiva é clara. Fala-se na Ferrari e na Lotus. Seja como for é muito improvável que continue ao volante de um Force India no próximo ano. Di Resta tem talento, é rápido e merece uma oportunidade para mostrar o que vale num carro melhor. Se depois consegue traduzir o potencial em resultado já é outra história. ( Nota 8)
McLaren (Nota 5): 
Seria suposto a equipa de Woking estar na primeira parte desta análise, mas os desempenhos fracos da equipa apenas permitem um 6º lugar até agora. A McLaren era uma das favoritas no início da época. O carro do ano passado era excelente e apenas a fiabilidade era um entrave a outros voos. As últimas duas corridas de 2012 foram dominadas pelos McLaren e toda a gente esperava que esses desempenhos se mantivessem em 2013. A equipa resolveu arriscar e fazer um carro diferente e revolucionário… E quem arrisca pode dar-se mal. Muito mal. É uma das piores épocas de sempre e muito por culpa do carro. Pouco apoio aerodinâmico, fora do ritmo dos carros da frente. A evolução para um rendimento melhor tem sido um pesadelo. Na Hungria já se vislumbraram mais algumas melhorias mas uma equipa com os pergaminhos e investimento da McLaren não se pode dar ao luxo de andar a arrastar-se pelas pistas. As agulhas já estão claramente apontadas ao carro de 2014 e os avanços no carro deste ano serão certamente para estudar peças a usar no próximo ano. É uma pena pois com melhorias mínimas do carro do ano passado estariam a vontade na luta pelo título, uma vez que a nível da fiabilidade as coisas melhoraram relativamente à época anterior. Os problemas hidráulicos deixaram de existir e a mecânica no geral tem funcionado bem. A velocidade do ano passado e a fiabilidade deste ano seriam armas muito poderosas, mas de forma algo arrogante, a equipa quis dar um passo desnecessário perdendo hipóteses de brilhar.
Button: Aquele que mais perdeu com a revolução operada no carro. Era claramente candidato com o carro do ano passado, ele que tinha conseguido excelentes resultados em 2012 (mais seriam se não fossem as falhas mecânicas e da equipa). Encontra-se este ano num carro sem andamento e muito difícil de guiar. Tem usado a sua experiencia e inteligência pra fazer face as limitações mais ainda assim não é suficiente para brilhar. O seu colega de equipa também já não é o mesmo e a convivência em pista não tem sido fácil. Ainda assim, à sua maneira o britânico tem feito o que pode e tem levado o carro a bom porto dentro dos possíveis. Veremos se as melhorias permitirão lutar por algo mais mas dificilmente isso acontecerá. Um ano para esquecer a nível de resultados, mas que ao nível do desempenho não é mau de todo. ( Nota 7 )
Perez: o primeiro ano na McLaren está longe de ser fácil. Equipa nova, carro novo e, incrivelmente, mais fraco que o Sauber do ano passado. O início foi tímido e nem dávamos por Checo em pista. Mas quando lhe foi pedido para ser mais agressivo e defender-se, respondeu com isso mesmo. Não olhou a nomes e atacou. Isso valeu lhe muitas criticas, mas valeu também as partes mais excitantes dos GP desta primeira metade do ano. É verdade que não sabe dosear bem ainda a agressividade e por vezes isso sai lhe caro (Mónaco é um exemplo claro disso. A manobra que fez, levou a que tivesse de desistir, e com isso ganhou um novo “amigo”… Kimi). Mas também é novo e com uma larga margem de progressão. Ainda não nos parece que tenha melhorado o aspecto das qualificações onde não se dá tão bem quanto devia (o carro também não ajuda). Esta últimas corridas o mexicano tem andado outra vez escondido, mas esperamos que mantenha a sua atitude corajosa em pista e que continue a pressionar como faz, usando mais inteligência. Foram injustas algumas comparações que foram feitas entre ele e Grosjean e Maldonado por exemplo. Continuamos a achar que Checo tem tudo para brilhar ao mais alto nível e quando tiver um carro que corresponda o seu talento irá ser um caso sério de sucesso. ( Nota 6)

Toro Rosso ( Nota 8)

Uma boa surpresa deste ano, com a “equipa satélite” da Red Bull a mostrar-se em bom plano. A verdade é que a equipa vive essencialmente do talento dos seus dois pilotos e a luta por um lugar na Red Bull elevou ainda mais o rendimento da equipa. A Toro Rosso tem feito um campeonato tranquilo com bons resultados. Não é pedido nada mais a esta equipa. Manter-se no meio da tabela tentando subir sempre e dando hipóteses aos pilotos para evoluírem em ambiente de competição, para assim serem usados na equipa principal. E essa tarefa tem sido cumprida. Os carros estão bem e recomendam-se e tem possibilitado aso pilotos mostrarem serviço.
Ricciardo: O australiano é um dos favoritos para suceder a Webber na Red Bull. E isso tem feito com que cresça cada vez mais. Os desempenhos do piloto têm sido francamente positivos e tem feito por merecer a vaga na equipa principal. Começou pior que o seu companheiro de equipa mas o seu rendimento tem melhorado ao longo da época e agora esta numa forma muito boa. Pode sonhar com o volante da Red Bull, e tem trabalhado para isso mas será difícil que isso venha a acontecer. ( Nota 8 )
Vergne: Sempre pensamos que o francês teria mais hipóteses de subir à Red Bull e os desempenhos do início da época eram um indicador positivo, mas estranhamente tem caído de produção ao longo da época. Não falta talento ao francês, que em condições difíceis consegue sempre fazer melhor que o companheiro de equipa e é sabido que as condições difíceis ajudam a mostrar os verdadeiros talentos. Mas tem faltado regularidade e isso hoje em dia é muito importante. De momento somos obrigados a admitir que Ricciardo está melhor que Vergne mas não estamos convencidos que Ricciardo seja melhor que Vergne. Mas isso, o francês terá de o provar em pista e não o tem feito. ( Nota 6)
Brevemente, a ultima parte da análise a equipas e pilotos.

Fábio Mendes 

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