50 anos da McLaren. Uma vida medida em conquistas.

A McLaren é uma das mais carismáticas e mais bem-sucedidas equipas da F1
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O sonho de criança de Bruce Mclaren de andar cada vez mais depressa deu origem a um legado que ainda hoje perdura e que provavelmente continuará por muitos anos.
Tendo começado desde tenra idade a trabalhar com automóveis, Bruce cedo se interessou pela velocidade e dai para a competição foi um pequeno salto. Mudou se da Nova Zelândia para a Grã Bretanha e ai começou a trabalhar para a Cooper. Participou na Australian Tasman Series com a Cooper, mas como a equipa não lhe dava o material que ele achava necessário para vencer, fundou a sua própria equipa em 63, participando na Can-Am Formula 1 na Indianapolis 500.
A primeira vitória na F1 ocorreu em 68 na Bélgica com o M7, dois anos depois de se ter estreado no Mónaco.
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A equipa foi subindo a pulso, com altos e baixos até que em 1974 surge o primeiro titulo na F1 com Emerson Fittipaldi a sagrar-se campeão do mundo e a McLaren a conquistar o seu primeiro titulo de construtores com o M23. Bruce McLaren já não viu este momento de gloria, pois morreu em 1970 quando testava um carro para uma prova da Can-Am. Mas a sua dedicação, o seu caracter e a sua sede de vencer contagiou todos em seu redor e a equipa continuou como seria seu desejo.
Em 76 deu se a luta entre James Hunt e Niki Lauda , numa das mais ferozes lutas pela vitoria em que o britânico venceu beneficiando também de um acidente que Lauda sofre em Nurburgring e que lhe ia custando a vida. Foi um dos capítulos mais fascinantes da F1 e a McLaren estava no epicentro.
Seguiu-se um tempo de menor fulgor da equipa, que foi decrescendo de rendimento até 1980 onde fez apenas 9º lugar no campeonato de construtores.
Foi nessa altura que a McLaren, se viu pressionada pelos patrocinadores para começar a melhorar o rendimento. Isso levou a entrada de Ron Dennis e da sua equipa de Formula 2 “Project Four Formula 2” que tinha planos para usar fibra de carbono nos carros de F1 mas que não tinha verbas suficientes para avançar a solo. Com a fusão com a McLaren já seria possível tentar implementar essa nova e revolucionaria ideia. Surgiu assim a parceria que daria origem em 81 ao MP4/1 o primeiro carro construído na totalidade com fibra de carbono.
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Em 84 os primeiros resultados dessa revolução com o titulo de Niki Lauda no campeonato com o Mp4/2 e o titulo no campeonato de construtores. Em 85 nova vitoria em construtores e em pilotos desta vez para Alain Prost.
Depois de um período em que a McLaren não conseguia fazer frente aos Williams, surge então em 88 a famosa parceira com a Honda e a contratação de Ayrton Senna, a conselho de Prost. A McLaren dominou os 4 anos seguintes com Senna a vencer em 88,90,91 e Prost a vencer em 89. Foi a época de ouro da McLaren. O melhor carro, juntamente com os melhores pilotos deram a hegemonia incontestada da equipa no grande circo.
Entretanto a Williams ressurgiu e voltou a dominar com a concorrência da Benetton e do jovem Schumacher. Foi um período difícil para a equipa em que não conseguiu encontrar um fornecedor de motores fiável e competitivo para permitir a luta pela vitória.
Finalmente em 95 surge a parceira com a Mercedes e a entrada de Newey que com as mudanças nos regulamentos em 98 conseguiu ficar em vantagem em relação às outras equipas vencendo assim o campeonato de construtores em 98 e o de pilotos em 98 e 99 com Hakkinen. Seguiu-se então o domínio da Ferrari e de Schumacher que de 99 a 2004 não deu hipóteses a ninguém.
A Renault conseguiu intrometer-se no domínio da Scuderia em 2005 e 2006, muito graças ao talento de Alonso mas a Ferrari voltou as vitórias em 2007 e 2008, embora em 2008 Hamilton tenha vencido o campeonato de pilotos. 2009 traria a inesperada vitoria da Brawn GP e a partir de 2010 surge a Red Bull em força, vencendo tudo desde então.
Desde 1998 que a McLaren não vence um campeonato de construtores e desde 2008 que não vence o campeonato de pilotos. Ainda assim a marca não perdeu valor e continua a ser das maiores equipas do grande circo, com um dos maiores orçamentos, conseguindo ficar quase sempre no top 3 de construtores.
Mas resumir a McLaren a números é demasiado redutor. Pela equipa passaram os melhores pilotos do mundo como Lauda, Fittipaldi, Piquet, Rosberg, Mansell, Prost, Senna, Hamilton e Alonso. A equipa esteve sempre envolvida nos grandes momentos da F1 e mesmo apesar das dificuldades nunca perdeu fulgor. Além disso a equipa sempre respondeu aos momentos menos bons com trabalho e dedicação que levaram a grandes conquistas. É normal ver a McLaren ganhar durante 2 ou 3 anos seguidos depois de um período menos bom.
O legado de Bruce McLaren é enorme. A forma como inspirou os que o rodeavam ainda hoje é visível. Mas há outro nome importante na história da equipa. Ron Dennis. Foi ele com o seu projecto inovador que em 1980 fez ressurgir a McLaren das cinzas, proporcionando a melhor época de sempre da equipa. Ron Dennis continuou a fazer crescer a marca no mercado de supercarros.

 

 É provável que a equipa se mantenha por mais 50 anos, mas mesmo que isso não aconteça o seu lugar na história estará para sempre reservado como uma das maiores equipas e aquela que mais influenciou a Formula 1. Tal como o Bruce McLaren dizia, a vida não é medida em anos, mas sim em conquistas. 
Fábio Mendes

Um pensamento sobre “50 anos da McLaren. Uma vida medida em conquistas.

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