O ano do Formiga

António Félix da Costa é neste momento o único português a ter hipótese de entrar na Fórmula 1 num futuro próximo. O próprio já admitiu que ou entra na época de 2014 ou então nunca mais entra. A realidade é que, embora seja o piloto da Red Bull Junior Team em “linha de sucessão”, pode não ser tão fácil a entrada na F1, se tivermos em conta as inúmeras hipóteses que já foram conjecturadas para a Toro Rosso.

No inicio do ano, Félix era o candidato mais forte ao título pelo papel que teve em 2012. Em quase metade da temporada passada conseguiu pressionar quem ia à frente, com corridas muito bem conseguidas.

Monza abriu o ano de 2013 e dizia-se que para o piloto português nem sequer era exigido, pela Red Bull, o título mas sim que estivesse sempre no topo da tabela. Um sinal de confiança por parte dos “patrões”. A primeira corrida em solo italiano, da Costa esteve bem, recuperando alguns lugares que tinha perdido, até chegar a 1º, quando o carro sofreu um furo lento e teve que abandonar a corrida. No dia a seguir, na 2ª corrida, “Formiga” fez aquilo que gosta: ganhou a corrida, com Magnussen em segundo. Nada mau para a primeira jornada.

Seguiu-se o Motorland, em Espanha, onde um barco a remos seria mais rápido que os carros da Fórmula
3.5, porque o circuito estava encharcado. Com esta configuração Félix conseguiu acabar as duas corridas, a primeira em 13º lugar e a segunda em 7º. Não foram corridas tão boas como as primeiras mas as condições climatéricas não deixavam margem para uma condução agressiva.

A terceira jornada correu-se no mítico circuito do Mónaco, apenas para uma corrida, onde o WSR se juntou à F1. Era uma hipótese para o português se mostrar aos patrões e patrocinadores. Félix acabou a corrida em 5º, com Carlos Sainz Jr., outro piloto no programa de jovens da Red Bull, logo atrás. Já se notava que o carro não ajudava o piloto.

Depois do Mónaco, chegava Spa. E da Costa deu-se bem na primeira corrida, tendo sido 2º, atrás de Magnussen. Félix da Costa esteve sempre muito bem na corrida, tendo pressionado Magnussen, mas o ritmo sempre foi muito alto e no final da corrida, o português não tinha mais DRS para utilizar no assalto final pelo lugar cimeiro. Na segunda corrida acabou em 4º lugar, novamente atrás de Magnussen. Não conseguia ir ao pódio, mas ainda estava em alta o piloto português.

Moscovo era o destino seguinte e não foi de boa memória para o “Formiga”, embora tivesse acabado em 2º na primeira corrida, atrás de Vandoorne, onde o belga dominou, ainda que o português tivesse tentado pressionar mas o escape do Arden partiu e o piloto teve que abrandar. Na segunda corrida, da Costa abandonou devido a um toque que danificou a suspensão do Arden.

A seguir veio o circuito de Red Bull Ring, na Áustria, casa dos patrões de Félix, mas onde o português não trouxe boas recordações. Acabou em 7º, numa corrida com muitos abandonos e na segunda corrida nem sequer começou, porque o Arden não deu resposta na largada, tendo ficado parado em pista. Um fim de semana muito mau a terminar uma semana em que Félix da Costa esteve nos treinos de jovens pilotos da F1 em Silverstone.

Na Hungria as condições climatéricas, para a primeira corrida, estavam idênticas ao Motorland: pista encharcada. O Safety Car esteve muitas voltas em pista no inicio da corrida e quando saiu, o português calculou mal uma ultrapassagem e bateu no piloto da frente o que o fez desistir. Na segunda corrida, tivemos o melhor de Félix da Costa, vencendo a corrida à frente de Magnussen e Vandoorne, tendo conseguido um bom pit stop e uma condução excelente, numa altura que a moral da equipa estava muito em baixo.

A seguinte jornada era no circuito de Paul Ricard e na primeira corrida o português ficou atrás de Magnussen em 2º lugar, numa altura em que ninguém acreditava que o título escapava a Kevin Magnussen, ficando a incerteza quanto ao segundo lugar do campeonato, numa luta entre Félix da Costa e Vandoorne. Na segunda corrida, o português sobe novamente ao pódio, agora em 3º.

Chegavam as últimas duas corridas do campeonato, em Barcelona. Na primeira corrida, Magnussen ficou em 1º, vencendo o campeonato, enquanto da Costa ficou em 4º atrás de Vandoorne. Na segunda corrida e depois de uma má qualificação, o português não fez mais do que lutar pelo 13º lugar. Ainda esteve em 17º, devido a uma má largada e conseguiu subir na classificação, mas nunca mordeu os calcanhares a Vandoorne, que assim ficou na segunda posição da classificação geral, com mais 10 pontos do que António Félix da Costa.

Chegou ao fim a World Series by Renault, Fórmula 3.5 e Félix da Costa conseguiu, na nossa opinião, alcançar o objectivo que lhe fora pedido: estar na luta pelo título. Não nos cabe a nós fazer avaliação da época do português, cabe ao piloto e à Red Bull Junior Team, mas a nossa opinião é que “Formiga” tem capacidades para conduzir um F1.

Mas nós também não somos imparciais!

Existem alguns rumores acerca do lugar disponível na Toro Rosso, esperamos que o piloto português esteja à espera calmamente, fazendo todos os possíveis para ter o lugar no Grande Circo, porque é aí que merece correr em 2014.

Fotos:
tsf.pt
autoviva.sapo.pt 
autosport.pt
carthrottle.com

Pedro Mendes

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