F1 – GP da Austrália: A nova era começa com Rosberg na frente. Ricciardo com um fim de semana de sonho e Magnussen a mostrar que pode ser enorme.

Foi uma corrida interessante de seguir, não tão emocionante como a qualificação, algo que era previsivel dadas as muitas novidades. O ritmo dos carros ainda não é o melhor, mas tudo aponta para que venham a ser mais rápidos que os da geração passada. A expectativa era grande e muitas dúvidas havia se a maioria dos carros iria conseguir chegar ao fim da prova.
Na largada, ficou claro que o carro de Hamilton tinha problemas, pois foi passado por Rosberg e Ricciardo, ficando pressionado por Magnussen. Na entrada para a primeira curva, Kobayashi com um enorme erro, saiu de pista e levou com ele Felipe Massa. O japonês foi demasiado guloso e travou muito tarde, levando ao abandono dos dois pilotos. Hulkenberg também teve uma largada muito boa, levando-o facilmente até ao 4º lugar, uma vez que Hamilton não se conseguia defender. Vettel também se queixava de falta de potência no seu Red Bull, perdendo muitos lugares.
Na volta 5 Hamilton foi obrigado a desistir. Um problema no motor levou a estar a operar só com 5 cilindros, originando uma perda de potência que não permitira ao piloto continuar. Segundos mais tarde seria Vettel a regressar mais cedo à boxe e desistir.
Na pista, Bottas dava espectáculo, proporcionando excelentes manobras ( ultrapassagem a Kimi foi um dos momentos altos), mas levou o seu esforço demasiado longe, ao embater num muro com a roda traseira direita. O resultado foi uma roda partida, o regresso as boxes para trocar de pneus e um suspiro de alivio por não ter danificado mais o carro. Em consequência do acidente, o Safety Car entrou para que os pedaços da roda do Williams fossem recolhidos.
Na frente Rosberg não tinha concorrência à altura, ganhando segundo atrás de segundo. Alonso ocupava a 5ª posição, atacando Hulkenberg, mas sem argumentos para passar o Force India e Button, que recuperou muitas posições na largada, seguia em 6º, sendo o grupo que mais interesse suscitava.
Na volta 29, Ericsson parava o seu Caterham fora de pista, também com problemas, levando a mais uma desistência.
Na volta 34 e numa jogada estratégica brilhante, a McLaren faz entrar Button nas boxes, apanhando a Force India e a Ferrari de surpresa e ficando o britânico virtualmente na frente dos dois carros, algo que se confirmou voltas mais tarde, quando Alonso e “Hulk” foram trocar de pneus.
Bottas recuperava o tempo perdido, fazendo mais um par de boas ultrapassagens e subindo para a 8ª posição.
Maldonado abandonou a corrida, com problemas na unidade de recuperação de energia, algo que sucedeu ao seu companheiro de equipa mais tarde. Ainda assim quem viu a Lotus ontem nunca pensaria que conseguiriam fazer um máximo de 45 voltas.
Os Toro Rosso seguiam no top 10, para espanto de toda a gente com Vergne muito bem até o final, (onde começou a perder a calma e em consequência disso vários lugares) e Kvyat, que seguia mais atrás, mas que ainda assim, ia fazendo a corrida necessária para conquistar pontos no final.
Com Rosberg a 20 segundos do 2º, a batalha final seria entre Ricciardo e Magnussen, com Button a aproximar-se rapidamente. O dinamarquês ainda tentou atacar Ricciardo, mas foi obrigado a abrandar, para poupar algum combustível. Nas últimas duas voltas teve luz verde para atacar novamente, mas já era tarde.
Vitória para Rosberg e 2 estreias no pódio com Ricciardo a fazer segundo em frente ao seu público e Magnussen a estrear-se de forma soberba com um mais que merecido 3º lugar.

Nota Final:

Daniel Ricciardo foi desclassificado. A FIA diz que o seu carro não cumpriu a regra que obriga que o fluxo máximo de 100kg de combustível por hora, não possa ser ultrapassado. Pelos vistos a Red Bull usou de forma não autorizada um modelo de medição do fluxo, em vez de usar o dispositivo da FIA. Os comissários avaliaram o fluxo de combustível e avisaram a Red Bull na corrida que este era demasiado elevado, mas a equipa não quis saber da recomendação e continuou alegando que segundo os seus cálculos o fluxo era legal.

A Red Bull já recorreu da sentença e provavelmente irá alegar que o dispositivo fornecido pela FIA não é fiável, pois nas sessões de treino as leituras foram diferentes. A equipa notou que as leituras na FP3 eram diferentes da FP2 e FP1, o que levou a trocas sucessivas do dispositivo. Como a equipa não confiou no dispositivo, usou a sua própria forma de calcular o fluxo de combustível, sem no entanto pedir autorização à FIA violando as regras impostas. Veremos qual será o verdicto final mas por enquanto a classificação final é a seguinte:

Classificação:


Fonte:
racecar-engineering.com
autosport.com
autosport.pt
f1today.net

fotos:
retiradas de google.pt

Fábio Mendes

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