Críticas e mais críticas. Serão elas fundamentadas?

A Fórmula 1 de 2014 tem sido alvo de criticas pela grande maioria dos fãs, dos jornalistas envolvidos no Grande Circo, de ex-pilotos, de ex-donos de equipas e mesmo por alguns pilotos do actual paddock. São os novos motores, são as dietas extremas dos pilotos, é o som dos carros, os narizes nada convencionais, as guerras económicas no seio da FIA, os processos de Bernie Ecclestone, tudo é alvo de critica e sejamos sinceros, o mundo da F1, sempre foi digno de controvérsias. Vejamos alguns exemplos:

– Prost foi (supostamente) beneficiado por Jean Marie Balestre, presidente da FISA (que deu origem à actual FIA), nas decisões que aquele, ou outro qualquer órgão de supervisão da competição, que tomou. Todos nos lembramos o que aconteceu com Ayrton Senna no Japão em 1989, que foi desclassificado, e assim Prost venceu o título mundial, após ter cortado através da chicane devido ao toque (propositado?) do francês;
– A chegada de Max Mosley à presidência da FIA não foi totalmente clara, tendo havido fortes pressões de Ecclestone para que o seu ex-sócio, tomasse o lugar do “inconveniente” Balestre;

– Ayrton Senna, cotado por muitos (por exemplo este vosso escriba) como o melhor piloto de sempre da F1, vetou a entrada de Derek Warwick na Lotus no ano de 1986. O inglês, que tinha a a fama de futura estrela, nunca chegou ao topo da modalidade;

– Existiram sempre muitas dúvidas se a Benneton, em 1994, não tinha algum tipo de apoio à condução, quando foram banidas da modalidade esse tipo de ajuda ao piloto. Senna sempre torceu o nariz ao carro conduzido por Michael Schumacher;
– Na temporada de 2013, as mesmas dúvidas foram levantadas em relação ao RB9, carro que levou Sebastien Vettel à conquista do 4º título consecutivo na modalidade.

Basicamente fica demonstrado que as controvérsias são parte integrante do espectáculo e que este ano não deixa de ser diferente e ainda bem!

Afirmo isso, porque está visto que a temporada não vai ser marcada pela competição pelo título. Nesse aspecto a Mercedes preparou-se melhor que a concorrência, mas para trás, sim, vai haver luta e muito feia. É isso que estamos à espera, por isso as controvérsias são uma espécie de aperitivo. Deixar passar rumores de que Raikkonen está descontente é também uma forma de espicaçar o Iceman e Alonso, enquanto a Red Bull, consegue juntar forças e dizer aos seus pilotos: “Estão a ver a grande Ferrari com problemas? Vamos fazer melhor?”. Mind games!

Depois de ter algumas discussões com os colegas do blog, cheguei a uma conclusão, quanto às criticas que não existe concorrência para a Mercedes: há pouca luta pela vitória? Em 1988, apenas 3 pilotos venceram corridas. Dos 16 GP´s realizados, Ayrton Senna venceu 8 e conseguiu 13 Pole Positions, Alain Prost venceu 7 GP´s e Berger teve apenas 1 vitória. Alain Prost e Ayrton Senna eram colegas de equipa, na Mclaren. 

Sabiam que Ayrton Senna é por muitos considerado o melhor piloto de sempre da F1? Inclusive por mim?Será mesmo que esta época não tem interesse? Mesmo não concordando com algumas mudanças nas regras do campeonato, não posso deixar de escrever que possivelmente, das últimas 5 temporadas, esta é, para já, a melhor delas. E não é por Vettel estar a ser batido pelo Ricciardo!

Fotos:
google.pt

Pedro Mendes

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