DTM: Corrida dramática com vencedor "improvável"

Se estivéssemos à espera de uma corrida monótona em Spielberg, teríamos ficado surpreendidos, mas isto é DTM, todas as corridas são improváveis. Tal como os vencedores.
Marco Wittmann venceu a prova austríaca e está bastante feliz, por seu lado, Robert Wickens, o piloto que largou da pole, deverá estar frustrado e bastante zangado.
Augusto Farfus lutou bastante pela vitória, mas no final conseguiu o segundo lugar da classificação.

A corrida foi emotiva, muito por causa da luta entre Farfus e Wickens. O piloto canadiano da Mercedes largou de primeiro da grelha e defendeu bastante bem a sua posição nas primeiras voltas, mesmo não podendo utilizar o DRS, quando o seu perseguidor, o brasileiro Augusto Farfus, podia. Atrás dos dois pilotos da frente, seguia Timo Glock. A BMW encetava uma verdadeira perseguição à Mercedes, enquanto a Audi, pela mão de Jamie Green, seguia um pouco mais atrás, mais ou menos a meio do top 10.

Farfus tentou mais do uma vez ultrapassar Wickens, mas o canadiano mostrava-se relutante em deixar passar fosse quem fosse. Na volta 10, António Félix da Costa encostou o seu BMW, com as cores da Red Bull e saiu. Era o abandono para o piloto português, que não tem tido um ano muito favorável neste competitivo campeonato.

Quando abriu a janela de pit stop, Farfus foi o primeiro a entrar, dos pilotos que rodavam na frente. Foi uma decisão acertada por parte da sua equipa. Robert Wickens mantinha-se na frente, agora com Glock atrás. Marco Wittmann seguia no grupo da frente, não perdendo contacto com os primeiros.

A cerca de metade da corrida, o líder entra para o seu pit stop, seguido de Timo Glock e de mais 4 pilotos, entre eles, Marco Wittmann. Era a vez das equipas de mecânicos entrarem em jogo. Na saída, Glock teve uma paragem mais rápida e saiu primeiro, mas quando estava a passar pela box de Wickens, este saiu da paragem e por pouco não bateu em Glock. Foi uma medida de recurso para o canadiano, que não iria deixar passar um dos seus rivais de corrida.

Na entrada em pista, Wickens vê Farfus ao seu lado. O brasileiro fez uma notável recuperação e conseguiu ficar ao lado do canadiano quando este reentrava em pista. Foi uma verdadeira “drag race” entre os dois, pelas rectas do circuito. Com alguns toques à mistura, Farfus conseguiu ficar à frente, passando um lutador (e que utilizou de tudo para não ser ultrapassado) Wickens. Atrás seguia Glock. Pouco voltas mais à frente, soube-se que o canadiano da Mercedes, era penalizado, com um drive through por sair do pit stop de forma não segura, mas a verdade é que se Wickens não saísse naquele momento em que passava Glock, teria de esperar que passassem todos os pilotos que estavam naquela altura no pit lane, perdendo várias posições.

O, ainda, mais dramático para o piloto canadiano, foi que por ordem da equipa, não se dirigiu ao pit lane, como exigia a penalização, durante as 3 voltas que o colégio de comissários lhe deu. Depois de não ter entrado para o drive through, Robert Wickens viu a bandeira preta, a bandeira que significa que o piloto está suspenso da corrida. O piloto canadiano quando saiu do carro na sua box, foi directamente ao pit wall da equipa, pedir explicações. Foi uma má decisão da equipa que custou um bom resultado a um piloto que não merecia sair de corrida desta maneira.

Depois da saída de Wickens, Farfus ficou em 1º, seguido de Glock e com Wittmann em 3º. Jamie Green,
que também sofreu uma penalização, o mesmo problema de Wickens, mas o britânico cumpriu a penalização, baixou para 7º da tabela.

A partir do momento em que a BMW ficou com 3 carros nos 3 primeiros lugares, Glock e  Farfus abriram as suas portas e deixaram passar Wittmann (cheira bastante a ordens de equipa), que assim ficou mais próximo do título.

No final os pilotos da BMW estavam bastante contentes, ao contrário dos homens da Mercedes, que tiveram uma oportunidade para vencerem a prova.

Classificação geral da prova austríaca:

Pos. 
Piloto
Equipa
Tempo
Dif.
1. 
 M. Wittmann
BMW RMG
1:08:23.185
2. 
 A. Farfus
BMW RBM
+3.298
3. 
 T. Glock
BMW MTEK
+5.391
+2.093
4. 
 M. Tomczyk
BMW Schnitzer
+6.237
+0.846
5. 
 T. Scheider
Audi Phoenix
+6.666
+0.429
6. 
 A. Tambay
Audi Abt
+12.213
+5.547
7. 
 M. Ekström
Audi Abt
+14.046
+1.833
8. 
 J. Green
Audi Rosberg
+14.456
+0.410
9. 
 C. Vietoris
Mercedes HWA
+15.224
+0.768
10. 
 B. Spengler
BMW Schnitzer
+15.782
+0.558
11. 
 M. Molina
Audi Abt
+16.192
+0.410
12. 
 J. Hand
BMW RBM
+16.214
+0.022
13. 
 M. Rockenfeller
Audi Phoenix
+17.717
+1.503
14. 
 M. Martin
BMW RMG
+30.235
+12.518
15. 
 D. Juncadella
Mercedes Mücke
+34.836
+4.601
16. 
 E. Mortara
Audi Abt
+35.420
+0.584
17. 
 G. Paffett
Mercedes HWA
+40.852
+5.432
18. 
 P. di Resta
Mercedes HWA
+44.107
+3.255
19. 
 N. Müller
Audi Rosberg
+45.827
+1.720
20. 
 V. Petrov
Mercedes Mücke
+45.971
+0.144
Não terminaram
21. 
 R. Wickens
Mercedes HWA
22. 
 P. Wehrlein
Mercedes HWA
23. 
 A. Felix da Costa
BMW MTEK

foto:
rodrigomattardotcom.wordpress.com

Pedro Mendes

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