Amigos, amigos, título a parte!

A história da Mercedes tinha tudo para dar certo; Melhor monolugar da grid, muito superior a qualquer outro esta época e com dois pilotos com grande qualidade e com provas mais que dadas na F1. Para além de ser dois pilotos extremamente rápidos, Hamilton e Rosberg já se conhecem há muito tempo, desde os tempos em que ambos davam os primeiros passos nas suas respectivas carreiras, nos karts, onde eram inclusive companheiros de equipa. São amigos de longa data e de certeza que a cumplicidade entre os dois pilotos também não deve ser pouca.
Porém, quando ambos os pilotos da mesma equipa lutam pelo campeonato mundial, nem tudo é um mar de rosas e se olharmos para trás vemos vários exemplos disso mesmo. Na Mercedes, a dupla Hamilton e Rosberg não foge à regra e já deram sinais que a sua relação já não é o que era. Ambos os pilotos já se atacaram publicamente, embora o alemão fosse sempre mais sensato nas suas palavras que o seu companheiro de equipa, Lewis Hamilton. 
Hamilton que nestes últimos anos tem se mostrado bastante conflituoso. Logo no início da sua carreira na F1, Lewis Hamilton esteve envolvido na célebre polémica com Fernando Alonso, onde o espanhol se queixou de não ter o apoio necessário da McLaren. Anos mais tarde foi a altura de Massa ser confrontado pelo Hamilton, levando a inúmeros acidentes em pista e toques entre os dois pilotos durante varias corridas.
Hamilton mostra outra faceta dele próprio, o do mau perdedor, o do piloto que se acha necessário criticar o seu colega de equipa, critica e se ainda achar necessário criticar a sua equipa, critica! Seja isto estratégia ou não, talvez até para pressionar Rosberg que embora tenha experiência na F1 não está de todo habituado a estas andanças (disputar um titulo mundial), não é algo que seja muito elegante quer para os adeptos da F1, quer até para Nico Rosberg que é confrontado com um “Não somos amigos”, quer para a Mercedes que depois do GP do Mónaco teve de ouvir da boca de Hamilton “Se fosse na McLaren…”.
Uma coisa é certa, a amizade de infância entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg não conseguiu resistir ao ambiente de competitividade dentro da Mercedes este ano. Quando ambos os pilotos lutam para serem campeões, ambos exigem ser o número um, ambos exigem ter o melhor carro, ambos exigem ter as melhores estratégias e se isso prejudicar o seu colega de equipa, melhor! E se tiverem de ignorar ordens de equipa para o seu próprio benefício, ignoram.
A outra face da moeda desta “novela” toda é que acreditar numa F1 romântica é cada vez mais uma miragem, acreditar que ambos os pilotos de uma determinada equipa tem o mesmo peso na mesma equipa parece-me ser cada vez mais distante. A Mercedes tentou aplicar essa forma romântica, um pouco como a RedBull tentou, sem resultado. Aliás, Toto Wolff já veio dizer que vai repensar a sua forma de lidar com esta situação e vai implementar código de conduta para controlar a situação entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg.

Por outro lado, quem é que não gosta de um pouco de rivalidade? A rivalidade por vezes é o que faz alimentar a paixão por um desporto, excita o público e os meios de comunicação, alimenta a tensão entre os pilotos, o que por vezes torna o espectáculo muito mais agradável de se ver.

Fotos:
google.pt
Daniel Leites

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