MotoGP: Análise aos pilotos e a Miguel Oliveira

foto in: motogp.com
Já tivemos a oportunidade de escrever, que a corrida de ontem do MotoGP, esteve entre o estranho e o dramático, pois hoje dissecamos mais esta ideia. 
Quem apostou nos favoritos à vitória ou ao pódio, quase de certeza que perdeu dinheiro, mas isto é MotoGP.
Valentino Rossi caiu e foi parar ao hospital, tendo sido o susto do dia, mas o que importa é que fique bem e regresse em pleno, porque mesmo sendo um dos mais velhos, a competição precisa dele!

Jorge Lorenzo (1º)

foto in: motogp.com

Apanhou a Honda de surpresa. Ninguém estava à espera de ver uma Yamaha a lutar toda a corrida com as duas Honda. Lorenzo tinha largado de 7º, depois de uma qualificação francamente má e mesmo no warm up, os seus tempos não foram nada bons, mas em corrida a história foi outra. Largou muito bom, colocando-se logo na frente da corrida, junto a Pól Espargaró, Pedrosa e Márquez, fazendo uma boa gestão da corrida, com um ritmo bem alto e depois foi acompanhado pela sorte. Os erros dos seus adversários directos foram aproveitados porque ele esteve sempre a pressionar. Se não estivesse em 3º quando decidiu mudar de moto, se calhar Márquez e Pedrosa teriam ido eles próprios à box mudar de motos e não teriam caído. O “se” é tramado!
A verdade é que Lorenzo venceu a corrida e ganhou bem, pela primeira vez em Aragão para a Yamaha e a primeira vitória do ano para si.
Aleix Espargaró (2º)

foto in:motogp.com

Na minha opinião não foi o melhor dos irmãos Espargaró, mas conseguiu recuperar desde o 10º lugar da grelha até ao 2º. Claro que o deve muito à chuva nas últimas voltas da corrida, mas a ida às boxes correu-lhe bem, soube quando devia ir, já que coube aos pilotos escolherem quando entravam no pit lane. Com 7 voltas para o fim, Aleix era 6º, na volta a seguir já era 14º, terminando a corrida em 2º. As voltas que o mundo dá!
Aleix agradeceu ainda as quedas dos pilotos Honda, de Dovizioso , a ida às boxes tardia do seu irmão, ainda assim, impôs um grande ritmo com os pneus de chuva, conseguindo a certa altura  ser o piloto mais rápido da corrida.
Cal Crutchlow (3º)

foto in: motogp.com

O que dizer do piloto da única Ducati que não recebeu as actualizações para esta corrida? Até nisso, Aragão foi uma corrida estranha. Iannone da Pramac foi o primeiro piloto Ducati a cair, ainda sem a chuva e Dovizioso, que procurou atrasar a sua entrada na box, caiu quando faltavam 5 voltas para o fim. Quem aproveitou foi Crutchlow, mas o piloto britânico vinha já a dar alguns sinais de bom rendimento, claro que no meio do pelotão. Sem muito mais para acrescentar: soube quando deveria trocar a moto, para não perder terreno e aproveitou as falhas dos outros.
Repsol Honda Team (Pedrosa e Márquez)

foto in: motogp.com

Os dois pilotos da Honda oficial arriscaram em demasia… claro que é fácil de afirmar tal, depois da corrida. Os comentadores da transmissão para o site do MotoGP, diziam na altura que eles eram os dois melhores pilotos do mundo e que só eles saberiam se os slicks estavam a aguentar. Eu discordo! Se fossem os dois melhores pilotos do mundo, teriam entrado nas boxes e trocado as motos. Foram ambiciosos (claro que é normal, são pilotos) e acredito que Pedrosa não entrou na box porque Márquez não entrou e vice-versa, mas não se preocuparam com Lorenzo, que tinha ido trocar a moto uma volta antes e pôde, descansado, vencer a corrida. 
Márquez caiu pela segunda vez consecutiva, mas a sua liderança não parece estar em perigo, já que Pedrosa segue em 2º no campeonato e campeão em título não perdeu pontos para nenhum adversário directo, uma vez que tanto Pedrosa como Rossi, não pontuaram e Lorenzo, já não tem muitas hipóteses de lá chegar!
Miguel Oliveira (moto3, 7º lugar)

foto in: facebook.com/migueloliveira44/photos

O português teve uma qualificação muito difícil e largar de 20º foi fatal para a corrida. Ainda chegou ao 7º posto, ultrapassando Binder (também com uma Mahindra) quase a terminar a prova, mas mais era impossível. Aproveitou as muitas desistências e impôs um bom ritmo em piso molhado, o que é de muito bom piloto. Soube atacar e defender, utilizando as trajetórias muito bem, deixando Masbou e Viñales, por exemplo, para trás.
Na tabela do campeonato, está empatado com Danny Kent, com 93 pontos, mas quanto a isso, nada pôde fazer, já que o britânico da Husqvarna foi um dos melhores este fim-de-semana, terminando em 3º, tendo passado pela liderança da prova.

Oliveira conseguiu, ainda assim, estar melhor em corrida que em qualificação, sofrendo desde o início do ano, do mesmo mal.
Pedro Mendes

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