Ferrari: Epílogo e prólogo

Foto: XPB Images
Foto: XPB Images

A Scuderia Ferrari é a equipa mais antiga da Fórmula 1. Já sofreu muito mas também já festejou bastante, no entanto, ficar atrás da Mercedes, Red Bull e Williams e não vencer nenhum campeonato com uma das duplas de sonho do grid em 2014, faz com que os italianos quase se tornem uma equipa banal. Apetece perguntar o que fizeram com os milhões de Euros investidos? Essa mesma pergunta deve ter feito Sergio Marchionne, o agora CEO da FIAT e Ferrari, quando chamou o “lendário” Luca di Montezemolo (ex-CEO da Ferrari) e o despediu. Foi mais ou menos assim!

Uma nova época na F1 trazia boas hipóteses para a Ferrari conseguir atingir os objectivos, tanto colectiva como individualmente (mais para Alonso, que para Räikkönen), tendo em conta, que como construtor de unidades motrizes e chassis, os italianos, estariam no mesmo patamar para lutar com a Mercedes. Apresentavam o seu motor, o seu chassis, dois pilotos ex-campeões do Mundo com provas dadas e uma equipa técnica com melhorias significativas, com a entrada por exemplo de James Allison vindo da Lotus.

Correu tudo mal! O motor estava a séculos  da unidade motriz produzida pela Mercedes (pior ainda que o da Renault durante o ano), o chassis vinha na senda dos anteriores, ou seja, mediano e os pilotos sentiram muitas dificuldades em conseguir atingir boas posições. A situação de Kimi Räikkönen, nas primeiras provas, não foi gerida da melhor maneira e surgiu o rumor que o finlandês, conhecido por ser de poucas palavras, esteve para sair da Scuderia. Para Alonso talvez fosse normal fazer muito com muito pouco e, talvez, Kimi tivesse sido apanhado desprevenido. A verdade é que o despedimento de Stefano Domenicali e a troca deste por um homem que percebia zero de F1, Marco Mattiaci, não provou ser dinamizador de mudanças na equipa… quer dizer, Luca di Montezemolo acabou por ser despedido também, mas ainda assim, apenas deu para se escrever noticias nada boas acerca da equipa, não para os pilotos vencerem.

Como, na nossa opinião, os sábios da Ferrari não souberam dar à volta às circunstâncias, têm direito a uma nota baixa: Nota 4.

 

GP MONACO F1/2014

Fernando Alonso: um dos pilotos mais experientes do Grande Circo não teve, mais uma vez, um carro que fizesse jus à capacidade demonstrada mais que uma vez. Foi sem sombra de dúvidas melhor que o seu colega de equipa, mas se tivermos de resumir a época de Alonso em 2014, a imagem dele a desistir da corrida em Monza é com certeza a melhor expressão para o que se passou o ano passado. Por ter tentado fazer melhor do que o carro deixava e ter terminado acima de um piloto Williams, neste caso Felipe Massa merece nota positiva: Nota 6.

 

 

Foto: XPB Images
Foto: XPB Images

Kimi Räikkönen: Prometia tanto e terminou a temporada em 12º, com os mesmos pontos do rookie, Magnussen. Apenas abandonou em Silverstone, onde teve um acidente aparatoso, mas fora essa corrida, não pontuou em 5 corridas. É caso para perguntar: Onde esteve o Iceman? Em todos os aspectos, não parecia o mesmo piloto de 2013, mesmo nas poucas corridas que esteve mais em evidência. O carro também não permitia mais. Como já escrevemos, muito se falou da sua possível desistência quase no inicio da época e ficou muitos furos abaixo que o seu colega de equipa. Sabe-se que Fernando Alonso tenta ser o foco das atenções das equipas por onde passa e sabe-se que Kimi não ajuda lá muito nos desenvolvimentos dos carros, no entanto, 12º no final da temporada é muito pouco. Nota 4.

2015

O novo ano não promete, à primeira vista, melhores resultados do que no ano transacto, sendo expectável uma melhoria na unidade motriz, mas também se espera isso da Renault. O investimento de 40 milhões de Euros num novo simulador promete tornar o novo modelo, designado por Projecto 666 (conhecido por número da Besta!), um concorrente dos rivais. Não querendo substituir a Maya, mas parece-nos que será difícil para a Ferrari ser competitiva, mesmo contando nas fileiras com Vettel, quatro vezes campeão do Mundo de F1.

Saíram Pat Fry, Marco Mattiaci (entretanto substituído por Maurizio Arrivabene), Luca Marmorini (Chefe do Departamento de Motor e Electrónica) e Nikolas Tombazis (Designer chefe). Será que os demónios já foram todos exorcizados?

Imagem por Daniel Leites
Imagem por Daniel Leites

Pedro Mendes

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