WRC 2015 – Que comece o espectáculo!

10349199_731431756953604_4862310112373635930_nÉ já nesta semana que começa mais uma temporada do mundial de ralis, estando de volta também ao nosso espaço a modalidade, que por norma abre também as hostilidades dos campeonatos mundiais da FIA. Está de regresso o WRC!

A temporada de 2015 começa sem grandes alterações na estrutura do campeonato, bem como na estrutura das equipas oficiais, com as poucas mexidas a existirem a deverem-se essencialmente à retirada de Mikko Hirvonen, e com a entrada “lógica” de O. Tanak para o seu lugar, mantendo a M-Sport E. Evans como piloto oficial. Em todos os restantes construtores as mudanças são praticamente nulas, somente a Hyundai a “oferecer”, e justamente diga-se, a temporada praticamente completa a D. Sordo que mostrou na temporada passada, em que apenas realizou 6 provas, ter ainda andamento para ser competitivo, assim o I20 WRC corresponda em termos de fiabilidade. Tem esta temporada mais uma oportunidade de mostrar a sua qualidade, rapidez e consistência o que o torna um dos pilotos mais experiente do mundial de ralis.

A nível de mudanças nos regulamentos do campeonato, existem duas que chamam mais à atenção. A primeira com a introdução de caixa de velocidades operada com patilhas no volante, algo que já não é pioneiro na modalidade. Somente a Hyundai não vai aderir já neste início de temporada a este sistema, visto que a equipa confirmou que aproveitou “as ferias” para trabalhar outros aspectos prioritários na evolução do I20 WRC, deixando a mudança para este sistema de patilhas provavelmente para o meio da temporada.

10888392_730494900380623_6178170585477808762_nOutra das mudanças para 2015, é relativa à ordem de partida para os troços, sendo que nos dois primeiros dias de prova será o líder do campeonato a abrir a estrada, e nos dias seguintes a ordem de partida é inversa a da classificação do rally entres os pilotos prioritários. As mudanças não são muitas, e veremos quem se adapta melhor a elas. Continuamos a achar, e pessoalmente, que a luta pelo título continuará a ser no braço e não nos regulamentos. Adiante.

O calendário tem algumas alterações também, com o rally de Portugal a ser este ano a 5ª prova do mundial, cedendo logicamente o lugar à Argentina, que este ano se realiza depois do rally do México, evitando assim duas viagens ao continente sul-americano da comitiva do WRC.

Depois de tanta polémica, a prova portuguesa vai mesmo para o norte do país, tendo já o programa definido, abrangendo 12 municípios todos a norte do rio Douro, com sede em Matosinhos (Exponor). O tiro de partida será no Castelo de Guimarães, e os primeiros quilómetros contra o cronómetro na mítica pista de Lousada. O segundo dia de prova será em Ponte de Lima, Caminha e Viana do Castelo. Sábado será na zona da Serra do Marão com três troços (Baião, Marão, e Amarante) para o ultimo dia de prova é na zona de Fafe e Vieira do Minho que se decidirá o rally, sendo o troço Fafe-Lameirinha o último da prova (power satge).

10898119_726818947414885_1178962321829660237_nDai em diante as alterações no calendário são poucas, mantendo-se aliás todo o calendário idêntico ao da temporada transacta, terminando como habitual em “terras de sua Majestade” em Novembro.

Quanto a caras novas, esta temporada apresenta algumas boas novidades, e um bom leque de pilotos privados ou semi-privados. Robert Kubica mantém-se no mundial de ralis ao volante do Fiesta RS WRC, esperando que a temporada passada tenha servido para o piloto polaco ganhar alguma experiência e consistência, esperando assim mais alguns pontos do que na época passada.

Também ao volante de um Ford, o habitual M. Prokop,de quem não se espera mais do que aproveitar os erros alheios para aqui e ali amealhar alguns pontinhos. Um piloto claramente sem andamento para outros voos.

10917075_730462347050545_4151031744697564992_nQuem inicia a carreira a tempo inteiro no WRC é Yuriy Protasov, que depois de alguns anos no WRC2 ao volante de um Fiesta R5, e de alguns ralis na temporada passada de Fiesta WRC, esta temporada ascende à categoria máxima, mas ao volante de um Citroen Ds3 WRC.

Lorenzo Bertelli é outro piloto a ascender do WRC2 ao WRC. Mantendo a mesma estrutura e a mesma marca, o excêntrico piloto italiano promete animar o campeonato, não só pela parte desportiva, (não sendo um piloto de topo admite-se alguma evolução neste caso), mas essencialmente pela figura emblemática que já se tornou aos olhos dos adeptos. O seu carro não passa despercebido e o italiano promete espectáculo, com os resultados talvez para segundo plano.

De regresso está também S. Loeb, pelo menos na prova de abertura. Certamente será um dos candidatos à vitória em Monte Carlo. Nós por cá não acreditamos que seja aparição única nesta temporada do WRC. A verdade é que nada foi ainda confirmado nem pelo piloto nem pela equipa. A nossa convicção é ver o francês algumas vezes ainda esta época no WRC, e na verdade o homem faz mesmo falta.

Começa assim também a temporada do WRC para nos aqui no Chicane Motores, com as análises aos pilotos, às equipas, a antevisão do rally de Monte Carlo e todas as informações sobre o maior espectáculo dos ralis, o WRC.

Fiquem atentos á nossa página do facebook e ao nosso endereço da internet https://chicanemotores.wordpress.com/. O rally voltou.

Até lá…mesmo com neve…if in doubt flat out!

 

Carlos Mota

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