WTCC – Para a Citroen foi chegar, ver e arrasar.

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foto: @workd

Não é fácil chegar a uma competição nova e dominar por completo. Mas a Citroen conseguiu isso de forma incontestável. Um projecto bem montado, com as pessoas certas, o investimento necessário e com pilotos de top. Uma receita que raramente falha, mas que tão poucas vezes deu resultados de forma tão rápida.

 

A equipa foi criada em Junho de 2013, para entrar na época de 2014, já com os novos regulamentos em vigor, que ditavam que os carros pudessem ter mais potência e mais apoio aerodinâmico, tornando-os obviamente mais rápidos. A Citroen escolheu o modelo C-Elyseé (um dos modelos menos conhecidos da marca), justificando a escolha com o facto de ser o carro com a melhor estrutura para receber as alterações necessárias para se tornar num carro para o WTCC.

Logo na apresentação da equipa se ficou a conhecer um piloto. Um tal de Sebastien Loeb, que no currículo trazia 9 títulos de WRC e um record de Pikes Peak acabado de conquistar. As aventuras de Loeb pelo mundo do automobilismo continuavam com um novo capítulo. Depois de correr no Blancpain Series (sendo colega de equipa do nosso Álvaro Parente), Loeb resolveu dar a mão à sua equipa de sempre e aceitou o desafio de mostrar a sua qualidade numa categoria completamente diferente do que estava habituado. Para seu colega escolheram o vencedor do campeonato de 2013 e tri-campeão de WTCC Yvan Muller. Uma dupla de peso. Loeb, para além de um excelente piloto de ralis, já tinha mostrado a sua valia nas pista (claramente um dos mais versáteis pilotos da actualidade). E com a entrada do multi-campeão de ralis a marca ganhava uma notoriedade que ofuscava as demais. E ao juntar dois campeões, a equipa mostrava que não vinha para brincar. O 3º piloto escolhido era José Maria Lopez, que se tinha estreado em 2013 no WTCC de forma bem positiva, vencendo a prova do seu país natal (Argentina). Mais tarde, ao longo da época, entraria Ma Qing Hua para participar principalmente nas rondas asiáticas, em mais um golpe de marketing por parte dos franceses.

 

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foto: @workd

Se tudo isto prometia muito, a primeira corrida deixou claro que a Citroen tinha jogado bem todas as cartas e estava um passo a frente de todos. A equipa venceu nas duas primeiras corridas em Marrocos e logo na primeira corrida conseguiu um pódio exclusivamente Citroen. Uma entrada de rompante que continuou na 2ª ronda em França com mais 2 vitórias. Não houve uma ronda onde falhassem o pódio. Foram 17 vitórias em 23 provas com 300 pontos de diferença para a 2ª classificada, Honda. Um ano perfeito para a marca francesa, sem concorrência à altura.

 

Yvan Muller assumia-se no início como o nº1 da equipa. Loeb precisava de tempo para se adaptar e de Lopez esperava-se um papel mais secundário. Mas foi exactamente ao contrário que aconteceu. Lopez passou a ser a estrela da companhia, enquanto Muller acumulava erros e azares. O campeão em titulo teve um ano difícil e no final notava-se o desanimo do piloto, que definitivamente não gosta de perder. Loeb fez o seu primeiro ano de aprendizagem. Ele que nada tem a provar, trouxe bons resultados para a equipa e fez o seu “estágio” de forma bem positiva. José Maria Lopez teve um ano em cheio. Chegou a uma equipa ultracompetitiva, superou dois grandes nomes do desporto motorizado e foi campeão do mundo de WTCC. Um prémio mais que justo para o argentino que mostrou muita qualidade ao longo de todo o ano. Foi claramente o melhor.

 

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foto: @workd

Para 2015 espera-se mais do mesmo. A Citroen é neste momento uma estrutura muito forte e as adversárias terão de dar um salto grande para alcançar as performances dos franceses. E não nos parece que Lopez é cia. fiquem a dormir sobre os louros do passado. A competição automóvel não perdoa quem facilita e como tal também os franceses quererão melhorar. O grande interesse estará na luta interna. Lopez quererá defender o ceptro de campeão, Muller quer mostrar que 2014 foi um ano menos bom e que tem ainda o que é preciso para vencer e Loeb com certeza que quer juntar um titulo de campeão de WTCC à sua já bem recheada prateleira.  E se no ano passado era tudo novo, este ano os pilotos já tem mais experiência, já conhecem melhor o carro e a equipa e saberão o que melhorar para vencer. Será uma luta a 3 bem interessante de seguir. Quem levará a melhor? Essa é a grande dúvida, mas parece que o campeão de 2015 será encontrado na box da equipa francesa.

 

 

Fábio Mendes

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