F1 – GP de Espanha: Olé Rosberg! Análise às equipas (parte II)

Depois da análise ao top 5. é agora tempo de analisar o desempenho das restantes equipas no GP de Espanha.

 

Lotus – Grosjean frio como o gelo e o 13 do costume.

foto: Lotus
foto: Lotus

Foi uma corrida complicada para Grosjean.  Teve um toque com Maldonado no inicio da corrida, a caixa resolveu complicar-lhe a vida e quase que “passava a ferro” o seu mecânico na boxe. Já vimos Grosjean perder a compostura e errar por menos, mas já longe vão os tempos das paragens cerebrais do francês. Manteve-se frio e conseguiu mais 3 pontos importantes para a equipa. Já Maldonado… continua acompanhado de perto pelo azar. Podia ter sido mais esperto, dando mais espaço a Grosjean mas confiou demasiado e o toque levou a que a sua asa traseira partisse. Ainda tentou continuar mas não tinha condições de segurança para isso. Continua sem pontuar este ano. Mas desta vez viu-se um Maldonado aguerrido, rápido e sem erros… Faltou-lhe sorte. Tem de pensar em mudar de número.

Grosjean: nota 7

Maldonado: nota 6

Lotus: nota 7

 

Toro Rosso – Os miúdos continuam a não se dar mal.

foto: Toro Rosso
foto: Toro Rosso

Depois de uma qualificação espectacular esperava-se que os Toro Rosso brilhassem mais em corrida. Mas a afinação dos carros não foi a melhor e os pilotos sentiram dificuldades, especialmente em recta. Sainz parecia que ia ter uma tarde para esquecer, mas a correr em casa, arregaçou as mangas e subiu até aos pontos. Uma boa corrida do espanhol que voltou a ser melhor que o seu colega de equipa. Verstappen mostrou os seus dotes defensivos por várias ocasiões e não se atemorizou, mas ainda assim não esteve ao nível do seu colega. Mas estes rapazes têm futuro na F1.

 Sainz: nota 7

Verstappen: nota 6

Toro Rosso: nota 5

Sauber – O retrocesso esperado.

foto: Sauber
foto: Sauber

Ninguém esperava que o bom inicio da Sauber fosse para manter. Afinal o dinheiro é curto e não dá para grandes melhorias. Nasr assumiu-se como o nº1 da equipa. Ericsson teve de ceder o seu lugar nos treinos livres a Marciello, piloto Ferrari ( também porque o patrocínio do sueco não é tão forte) e na corrida não teve ordem para passar o brasileiro. Nasr é melhor e tem mais dinheiro. A sentença de Ericsson está feita. Terá de se contentar com isto ou mostrar mais… esta ultima parece mais difícil. A partir de agora serão poucas as corridas que a Sauber poderá tentar pontuar e cada ponto será uma vitória.  Terem sobrevivido ao Inverno já foi muito bom e estão de parabéns por isso.

Nasr: nota 6

Ericsson: nota 5

Sauber: nota 5

Force India – Muita “Force” nos pilotos, menos nos carros

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foto: Force India

O line up da Force India é excelente disso ninguém duvida. E mais uma vez ficou provado que os rapazes se não merecem mais dinheiro pelo andamento, merecem pela dedicação. O carro não é minimamente competitivo e mesmo assim terem de se motivar para tentar fazer o melhor, não é fácil. Hulkenberg começa a mostrar alguns sinais de impaciência. Depois de ter corrido no WEC com um carro que luta por vitórias, “descer de nível” para tentar um pontinho custa. Ainda assim ambos recuperaram de posições menos favoráveis, depois de uma qualificação onde não arriscam nada para poderem poupar pneus para a corrida. Pérez voltou a ser melhor que “Hulk” e está num momento de forma mais positivo que o alemão ( desconfiamos que Hulkenberg está para se despedir da F1 e assumir de vez o WEC e como tal a motivação é menor).

Pérez: nota 7

Hulkenberg: nota 6

Force India: nota 4

McLaren – É impressão nossa ou aquilo parece assombrado?

foto: McLaren
foto: McLaren

Nada parece correr bem nesta reedição da dupla McLaren-Honda. Primeiro o acidente de Alonso, depois os inúmeros problemas de motor, o chassis que afinal não é tão bom quanto se dizia. Os sorrisos começam a desvanecer. Alonso ia levando um mecânico à frente com uma falha nos travões, provocada por uma protecção da viseira de um capacete que bloqueou a entrada de ar nos travões ( versão oficial mas que parece desculpa) e Button viveu as “30 voltas iniciais mais assustadoras” da sua carreira, com o carro a querer fugir de traseira cada que pensava em acelerar. Quando confrontado com a questão dos pontos em 2015, a resposta do britanico foi sintomática…Não espera que isso vá acontecer. São demasiados problemas e demasiados azares. E o fim de semana prometeu tanto com melhorias ao nível do andamento e com a passagem dos dois carros à Q2.

Alonso: nota 7

Button: nota 8

McLaren: nota 3

Manor – Nada a dizer.

foto: Manor
foto: Manor

Carro 5seg fora do ritmo competitivo, melhorias apenas esperadas para a Áustria, e pouco mais. Mehri mostrou mais uma vez que é mais lento que Stevens. Não há muito a dizer .

Sem nota

 

 

Fábio Mendes

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