F1 – GP da Áustria: Baralhar e voltar a dar? Parte II

Depois da primeira parte da análise às equipas, seguem as restantes análises e mais um reparo para a FIA, eles que nos seguem atentamente.

Toro Rosso: Verstappen não é fácil de ultrapassar.

foto: facebook Toro Rosso
foto: facebook Toro Rosso

O miúdo tem feito correr muita tinta e mostra a cada prova que tem unhas para isto da F1. ora pelas capacidades de ultrapassagem, ora pela forma como defende. E na Áustria teve oportunidade de mostrar isso tudo. Bottas e Maldonado suaram para o passar, mesmo com carros superiores e quando foi preciso ultrapassar, Max conseguiu fazer o truque do costume… travar um nada depois dos outros e ficar na frente. Um bom resultado, dentro dos possíveis para o holandês.  Já Sainz com problemas no carro não teve oportunidade de brilhar tanto mas a qualidade do espanhol pode ser equiparada à do seu colega de equipa. Num fim de semana que se previa mau para a Toro Rosso, 2 pontos são motivos para sorrir.

 

Red Bull: Vergonha em casa.

foto. facebook Red Bull
foto. facebook Red Bull

Já se sabia que não eram esperados milagres na Red Bull. Mas não fosse o esforço de Ricciardo e nem um ponto conseguiriam. O australiano geriu perfeitamente a sua corrida, de forma a poder atacar um pouco mais no final e assim chegar aos pontos. Não é este tipo de corrida que mais favorece o estilo do “Sr. Sorrisos” mas lutou até ao fim pelo melhor lugar possível. Já Kvyat, com um toque no inicio com Perez ficou com a corrida estragada, pois os danos no carro afectavam a performance. Não foi mais que um alvo fácil para quem se chegou à sua traseira. Depois da publicidade negativa feita em torno do GP da Áustria, onde disseram que Hamilton iria vencer esta e todas as outras corridas do ano, a Red Bull continua com uma atitude pouco construtiva, denegrindo muito a imagem de um desporto que não faz nada para se proteger. Mas isto das equipas grandes da F1 são como bebés a quem quando se tira a chupeta desatam a chorar sem fim. Em vez de se encontrar soluções rapidamente atiram-se pedras para o ar à espera que caiam no sitio certo.

 

Sauber: Nasr outra vez

foto: facebook Sauber
foto: facebook Sauber

Depois de um GP do Canadá fraco, Nasr voltou a mostrar qualidade. Não chegou aos pontos mas tentou e andou  por lá perto toda a corrida. Não tem carro para mais e isso dificulta a vida do brasileiro. Mas parece claro que já conquistou um lugar na F1 e que tem qualidade para tal. Já Ericsson… falsa partida no inicio da corrida e uma prova onde nunca teve andamento para se chegar à frente. A sorte foi ter havido tantas desistências. Podem trocar de piloto se faz favor?

 

Manor: devagar se vai indo

foto: facebook Manor
foto: facebook Manor

Nada a dizer. O carro novo afinal só vem para 2016, se calhar com um motor Honda (se este não anda muito, vai ser bonito com um Honda, dirão alguns). Até lá, o papel de chicane móvel foi cumprido na perfeição e Mehri a voltou a ser melhor que Stevens. Nós, que dizíamos que o britânico era melhor, continuamos a afirmar isso até prova em contrário. Mas foi Mehri a fazer o melhor resultado final do ano.

 

McLaren: com as mão na cabeça

foto: facebook McLaren
foto: facebook McLaren

O desastre começa a assumir proporções gigantescas. Mais uma dupla desistência para a equipa. Alonso fez questão de mostrar que quando quer pode ficar por cima da Ferrari, mesmo que isso implique métodos pouco ortodoxos, e Button foi pedido para regressar mais cedo, pois a máquina não estava bem de saúde e a tendência era piorar. Sem ritmo, sem fiabilidade e com cada vez menos respostas para dar. A McLaren está num beco escuro e a Honda não encontra a luz para melhorar a situação. Já se fala na saída de Ron Dennis da estrutura da equipa, ele que está de costas voltadas com o outro accionista principal, Mansour Ojjeh. Mas se Ron sai… o barco vai ao fundo. E nós nem queremos pensar nisso. Se há pessoa que pode colocar a equipa no rumo certo é ele. Mas é preciso repensar tudo. E depressa.

 

FIA: deixem-se de tantas regras ok?

CIB6y5UWgAAdQdtNo grid de 20 carro, penalizar um carro em 25 lugares é de loucos. Tentar atrair novas marcas e castrar todas as tentativas de desenvolvimento é… parvo. A F1 tem demasiadas regras. Demasiados “ses”. Não se quer nem pode ser um desporto demasiado simples, mas complicar assim tanto é suicídio para quem quer atrair novos públicos.  É como uma mulher que, de tão difícil que se faz, perde todo o interesse pois por mais que se faça vai arranjar sempre uma desculpa para não aparecer ao encontro. Mas alguém no seu perfeito juízo quer entrar na F1, se não deixarem desenvolver o carro como quiserem ou, em caso de desgraça, como a Renault e a Honda, não serem ajudados pelos organizadores? Estas duas equipas precisavam de 2 ou 3 semanas de permissão para desenvolvimento livre para assim se poderem juntar a Ferrari  e Mercedes. Mais a Honda, pois entrou este ano e merecia tratamento diferenciado. Mas pelo bem do desporto a Renault devia ser incluída. Lembram-se do que fizeram à Mercedes no DTM ( A Audi e a BMW permitiram que a equipa desenvolvesse o carro mesmo depois da fase de homologação para se tornarem mais competitivos e animar o campeonato)? Pois era isso mesmo. Mas para isso é preciso que as outras equipas permitam. E lembram-se da teoria dos bebés e das chupetas que falamos na Red Bull. O que acontece a um menino invejoso quando se dá mais mimo aos outros? Pois o problema é mesmo esse. Mas se nada for feito… atrair novas equipas para a F1 não será nada mais que utópico.

 

 

Fábio Mendes

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