F1 – GP da Bélgica: Análise (Parte II)

Depois da análise ao top 5, concluímos a revisão do GP da Bélgica

 

Ferrari: quando a borracha não aguenta, os problemas são sempre complicados

foto: Ferrari
foto: Ferrari

O fim de semana não começou nada bem para a Ferrari. O ritmo nos treinos não foi o melhor e na qualificação a Scuderia também não brilhou. Para quem queria levar a luta com os Mercedes para outro nível, as coisas não começavam da melhor forma. No entanto a corrida foi aos poucos trazendo esperança. Kimi não conseguiu mais uma vez dar nas vistas, embora com a tarefa dificultada pela penalização, mas o 7º lugar soube a pouco para um piloto que já este ano mostrou que sabe fazer remontadas significativas. Mas Vettel fez tudo que estava ao seu alcance. A Ferrari apostou forte e tentou uma estratégia arrojada de apenas uma paragens e a ideia resultou. A 2 voltas do fim, parecia muito complicado que Grosjean passasse  Vettel. Mas o rebentamento súbito do pneu do Ferrari deitou tudo por terra e um pódio que parecia certo esfumou-se.  Vettel estava claramente agastado e se o pneu tem rebentado em Eau Rouge a história poderia ter um final pior. Mas no geral ficou uma imagem pálida da Ferrari que teve de recorrer a estratégias extremas para ter uma hipótese. Precisam de melhorar para fazer boa figura em casa.

Sebastian Vettel: nota8

Kimi Raikkonen: nota6

Ferrari: nota 7

 

Toro Rosso: Max outra vez a dar nas vistas

foto: Toro Rosso
foto: Toro Rosso

O miúdo continua a dar nas vistas. Tem um dom fenomenal. Conduzir assim aos 17 anos não é normal. Teve de recuperar de uma penalização por troca de motor, e usou uma estratégia de 3 paragens para conseguir subir… ou seja sempre pé na tabua.  E o jovem holandês fez um excelente 8º lugar. Foi um dos animadores da tarde. O rapaz não é tímido e tenta sempre a ultrapassagens, as vezes exagera um pouco, mas é fruto da idade. Aquela maldade que ele fez a Nasr, por fora a 300 km/h é de piloto. Alguns poderão dizer que foi arriscado. Nós aplaudimos. Foi corajoso e soube manter as distâncias. Mais uma boa corrida para Verstappen que é claramente uma pérola. Sainz teve o azar do seu lado e o carro resolveu deixar o espanhol apeado na box. Podia também ter brilhado em Spa mas ficou adiado para o próximo ano. A Toro Rosso não entrou tão forte quanto o seu chefe de equipa o fez prever mas mantém uma prestação agradável. Se inicialmente desconfiávamos muito deste line up, aos poucos vamos gostando cada vez mais.

Max Verstappen: nota 8

Carlos Sainz: sem nota

Toro Rosso: nota 7

 

Sauber: Ericsson a salvar mais uma vez.

Foto: Sauber
Foto: Sauber

Quem nos segue, sabe que não somos fãs do sueco, mas Ericsson tem sido o melhor piloto da equipa nos últimos tempos. Nasr é claramente melhor piloto, mas não tem conseguido demonstrar todo o seu potencial em pista. E Ericsson tem aproveitado sendo a 3ª corrida consecutiva em que fez melhor que o brasileiro, tanto em  qualificação, como em corrida. Nasr tem obrigação de fazer melhor. Mais um pontinho amealhado pela Sauber que ainda não mostrou evoluções no carro. Ainda assim tem aproveitado o melhor que podem o desperdício dos outros. Quem dá o que tem…

 

Felipe Nasr: nota 5

Marcus Ericsson: nota 7

Sauber: nota 7

 

McLaren: Vergonha

foto: McLaren
foto: McLaren

Foi o termo que Button usou para definir o fim de semana e não encontraríamos um melhor. Depois do record de penalizações acumuladas (105 lugares de penalização no total, o que é anedótico para a equipa e para a FIA) por dupla troca de motores, a Honda ainda não conseguiu mostrar um motor digno desse nome. Depois de Arai ter afirmado que estariam ao nível da Ferrari, foi ridícula a forma como os japoneses se apresentaram em Spa. Num mundo competitivo como a F1, não se podem dar ao luxo de dizer o que lhe apetece e não apresentar resultados. A Honda tem uma filosofia muito própria, que se calhar resultou nos anos 80, mas que na era seguinte não deu resultados e agora tarda em mostrar frutos. Não admitem quem ninguém de fora lhes digam como fazer as coisas. Uma atitude respeitável, se estivessem a fazer bem o que lhes é pedido. Mas assim vemos dois campeões do mundo a desperdiçar o seu talento aos comandos de um carro que não é minimamente competitivo. A Manor ficou a “apenas” 38 seg. dos Mclaren. E nem vamos comparar orçamentos. Alonso já foi visto nas instalações da Red Bull que ao que tudo indica irá receber motores Mercedes no futuro. Estará o espanhol farto? No lugar dele estaria por certo. Não estiveram nem perto da Ferrari que teve um desempenho menos bom e ficaram a milhas da Lotus e da Force India. A parceria tarda em dar resultados decentes.Em relação aos pilotos, Button esteve melhor na qualificação mas um problema no motor impediu-o de mostrar mais na corrida e Alonso ainda se divertiu um pouco com Nasr mas foi sol de pouca dura. Destaque para a sua excelente largada.

Jenson Button & Fernando Alonso: sem nota. É injusto avalia-los assim

McLaren/Honda: nota1

 

 

Manor: Novidades? Nem por isso

Foto: Manor
Foto: Manor

Mais do mesmo. Algumas melhorias em relação ao andamento mas nada de mais. Mehri continua a “dar na pá” a Stevens, que inicialmente parecia melhor mas agora começa a levantar algumas dúvidas.  O espanhol acalmou e agora mostra alguma qualidade. Pelo menos o suficiente para dar 11 segundos de avanço ao colega de equipa. Esperavamos mais de Stevens nesta altura.

 

 

Fábio Mendes

 

 

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