F1: Pit Lane – Grosjean e Hulkenberg

 

Pit Lane é um espaço exclusivo de opinião, onde irei falar brevemente sobre a actualidade da F1 e onde darei a minha visão. No Chicane, sempre fizemos questão de colocar a nossa opinião em todos os textos, mas aqui pretende-se que seja um espaço que possa levar ao diálogo e que possa haver troca de ideias. Tentarei fazer os Pit Lanes sempre que possível ou sempre que se justificar.

 

Romain Grosjean: O Kamikaze que virou ninja.

 

foto: Lotus
foto: Lotus

A largada do GP de Spa de 2012 poderia ter sido uma página negra da F1. A curva 1, sempre difícil, foi palco de um dos maiores acidentes desse ano, em que apenas por sorte ninguém ficou ferido. Alonso teve oportunidade de cheirar, literalmente, o Lotus que lhe passou à frente do nariz. Um acidente arrepiante, que teve com culpado…Romain Grosjean. O francês voltava a errar e a provocar um acidente. Nesse ano foram muitos e a fama de “Kamikaze” começou a persegui-lo. O incidente de Spa foi o culminar de uma série negra e que levou a FIA a exclui-lo por uma corrida. Parecia o princípio do fim para o francês, que mostrava qualidade mas que insistia em dar toques evitáveis e provocar acidentes. No entanto esse incidente levou a que o comportamento de Grosjean sofresse uma volta de 180 graus.

Procurou ajuda de um psicólogo desportivo e alterou radicalmente a sua forma de estar na pista. Deixou de forçar a ultrapassagem, começou a dar o espaço suficiente aos adversários. E com isso o seu talento começou a sobressair. Se em 2012 já tinha conseguido 3 pódios antes do incidente de Spa, depois disso acumulou mais 7 pódios. Em 2013 apenas, conseguiu 6, numa altura que a Lotus tinha um bom carro e dava luta a toda poderosa Red Bull. Serve isto para dizer que desde o incidente de Spa que Grosjean mostrou que é um dos melhores pilotos do grid. E o único defeito que tinha, não é mais que um passado já distante. Desde então que não me lembro de Grosjean ter cometido um erro que o comprometesse ou comprometesse um adversário.

É então tempo de esquecer a fama de Kamikaze do francês e assumir definitavemte que Grosjean é um excelente piloto. E que merece mais que a actual Lotus. Em 2013 soube dar luta a Red Bull e a um tal de Kimi Raikkonen no auge das suas capacidades. Mas as hipóteses de ir para uma equipa mais competitiva esfumaram-se com a queda no rendimento da Lotus nesta nova era dos V6. Para bem de Grosjean, era bom que a Renault comprasse a Lotus e ajudasse a fazer um carro de topo. Se assim acontecesse, o francês teria novamente oportunidade de brilhar. E acredito que não desiludirá caso isso aconteça.

 

 

Nico Hulkenberg: Um futuro brilhante constantemente adiado.

 

foto: Force India
foto: Force India

Há pilotos que não enganam. Pela sua postura, pela forma como se apresentam em pista. A qualidade cheira-se até pela tv. Nico Hulkneberg é um desses casos. Um excelente piloto e muito rápido. No entanto parece ser daqueles casos em que o destino insiste em complicar o que parece tão simples. Hulkenberg está na F1 desde 2010 e o melhor resultado que conseguiu foi um 4º lugar. Um piloto de qualidade reconhecida que ainda não conseguiu chegar ao pódio. O alemão tem passado a sua carreira entre a Force India, a Sauber e Williams, mas nenhuma destas equipas foi capaz de lhe dar um carro que o fizesse voar.

Em 2013, a segunda metade de época de Hulkenberg na Sauber foi excelente e ai mostrou todo o seu potencial, fazendo grandes resultados com um carro bom mas que não era um espanto. Neste caso o piloto fez a diferença. Mas depois disso, quando se pensava que a vaga da Ferrari era sua, eis que Raikkonen se chateou com a Lotus e a Scuderia voltou-se então para o finlandês. Não restou outra opção senão regressar a Force India, que não lhe permite ambicionar mais que um top 5 neste momento. Hulkenberg é muito bom e a prova está nas 24H de LeMans, onde venceu no seu ano de estreia. Não é uma prova nada fácil e o alemão teve de se adaptar a um carro totalmente diferente mas mesmo assim conseguiu vencer.

As equipas de topo parecem já ter os lugares preenchidos para 2016. E o futuro da McLaren passa pelos seus jovens de enorme talento, assim com o da Red Bull, a Mercedes não pensa em mudar os seus pilotos e a Ferrari deverá virar-se para Bottas depois de 2016. Parece assim que Hulkneberg falhou em dar o salto para uma equipa grande e que na F1 dificilmente terá a glória que o seu talento merece. O WEC poderá ser uma boa opção para voltar às vitórias mas ficará um amargo de boca se não virmos este excelente piloto no pódio. Merecia mais.

 

E vocês, o que acham destes dois pilotos? Deixem-nos a vossa opinião.

 

 

 

Fábio Mendes

 

2 pensamentos sobre “F1: Pit Lane – Grosjean e Hulkenberg

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