F1 – Breves

Manor poderá ter motores Mercedes

 

Foto: Manor
Foto: Manor

A época 2016 começa a ganhar forma e com a mais que provável compra da Lotus por parte da Renault, os alemães ficam com uma vaga para o fornecimento de unidades motrizes. Os rumores são cada vez mais fortes e dão conta de que a Red Bull estará na linha da frente para ficar com essa vaga. No entanto Toto Wolf não se mostra muito receptivo à ideia e teme que a parceira seja difícil, dado o historial com a Renault (por outras palavras, não quer fornecer o maior trunfo da Mercedes à equipa que melhor chassis constrói).

Enquanto este impasse não se resolve há outra equipa interessada…a Manor. A equipa enfrenta grandes dificuldades mas está a tentar um acordo como o que fez com a Ferrari em 2013, em que a Scuderia forneceu os motores à equipa a troco de um lugar para o seu jovem talento…Jules Bianchi. Neste caso, a Mercedes está interessada em colocar a rodar no grande circo Pascal Wehrlein, jovem talento que milita no DTM.

Tendo em conta que Bernie está a orquestrar toda esta mudança, é provável que a Red Bull consiga o tão desejado motor Mercedes. Estará a Mercedes interessada em fornecer mais uma equipa e dar o material à Manor? Eis é a questão.

 

 

PDVSA suspende os pagamentos à Lotus

 

Foto: Lotus
Foto: Lotus

Ainda não é oficial (deverá ser neste fim de semana) mas a compra da Lotus pela Renault está a fazer correr muita tinta. Agora é o maior patrocinador da Lotus, a PDVSA, que suspendeu o pagamento do patrocínio até que a situação do seu piloto seja clarificada. E falamos claro de Pastor Maldonado. A Renault vem com vontade de mostrar serviço e tudo será repensado, incluído o line up. Se Grosjean deve ter o lugar assegurado (bom piloto e ainda por cima francês), já Maldonado poderá ter o lugar em risco. E como tal a PDVSA só dará o dinheiro quando a situação ficar clarificada, que é como quem diz, quando Pastor tiver o lugar assegurado. Quem se lixa é a Lotus que já tem pouco dinheiro e estava a contar com o pagamento dos venezuelanos para resolver alguns problemas. Mais um caso para seguir nas próximas semanas.

 

 

Hulkenberg renova com a Force India

 

foto: Force India
foto: Force India

Para a Force India são excelentes noticias. Nico Hulkenberg renovou contrato com a equipa de Vijay Mallya até 2017 ficando assim mais 2 anos na F1. Já para o piloto é um mal menor. O alemão de 28 anos foi apontado até para a Haas, que se estreará em 2016, mas assinou contrato com a sua actual equipa. Já conhece os cantos à casa e era a única opção minimamente competitiva que lhe restava, uma vez que não são esperadas grandes movimentações no mercado de pilotos.  Se poderá continuar a fazer as 24h de LeMans é ainda uma incógnita, mas se o bom senso prevalecer, o alemão deverá ter autorização para isso. Já falamos anteriormente sobre o piloto e da sua valia, mas ficamos contentes com a permanência na Force. Pérez também deverá manter-se na equipa e como tal esta forte dupla de pilotos vai manter-se por mais 2 anos. Se Vijay conseguisse arranjar mais dinheiro e dotar a equipa de mais meios, talvez o talento de Hulk e Pérez fosse melhor aproveitado. Esperemos que o futuro seja risonho para todas as partes.

 

 

Honda afirma que o motor é mais potente que o Renault.

 

foto: McLaren
foto: McLaren

Depois de mais uma desilusão na Bélgica, o chefe da Honda, Yasuhisa Arai, reafirmou que o motor japonês está a evoluir bem e que neste momento é melhor que o motor Renault, Segundo Arai, o motor Honda está com menos 40 a 50 cv do que o motor Mercedes, mas que tem mais 25cv que o motor francês. Além disso, o japonês afirmou que o motor Honda é o melhor do grid por ser mais revolucionário. Dada a vontade da Mclaren em fazer um carro o mais estreito possível na traseira, os japoneses tiveram de diminuir ao máximo o tamanho dos componentes, o que no caso do turbo se verificou complicado pois o turbo da Honda roda a 125000rpm enquanto que o Mercedes “apenas” a 100000rpm. Por causa disso e das dificuldades de refrigeração, a fiabilidade da unidade motriz ficou a desejar no inicio do ano. Agora, os japoneses dizem que ultrapassaram essa fase e que o seu motor está no caminho certo. Infelizmente na pista isso não se verifica.

Com isto Arai está a atirar as culpas para a McLaren e para o seu chassis, tão elogiado no inicio do ano.  Se o motor é melhor que o Renault, a McLaren deveria estar a fazer melhor que a Toro Rosso e a Red Bull, o que não acontece. Assim começa a desenhar-se uma “guerra” de palavras à moda da “Renault/Red Bull” o que não é indicado no inicio de uma parceria. A nosso ver a Honda está a disfarçar o problema e não acreditamos que a McLaren tivesse feito um chassis assim tão mau. Mas só eles o saberão.

 

O futuro dos pilotos McLaren

 

Untitled designOutra grande indefinição no grid da F1 prende-se com o line up da McLaren para 2016. Se Alonso está mais que garantido para o próximo ano, a escolha do seu colega de equipa levanta mais uma vez grandes dúvidas. Os candidatos são 3: Jenson Button, Kevin Magnussen e Stoffel Vandoorne.

Para Button ficar, terá de baixar o salário. Devido à péssima época que a McLaren está a fazer, o dinheiro que receberão dos prémios será também substancialmente menor. Assim, os contabilistas da equipa têm de começar a puxar pelas calculadoras e o salário de Button não agrada. Se o britânico quiser ficar e baixar o ordenado então ai terá fortes hipóteses de ficar. Mas quererá JB ficar numa equipa que ainda não deu garantias de sucesso e ver o seu pé de meia ser diminuído? Mais ainda quando com certeza que haverá equipas do WEC que lhe vão piscar o olho? Caso complicado.

Para Magnussen é o tudo ou nada.  O jovem dinamarquês tem um enorme talento mas ficou sem lugar na equipa com a entrada de Alonso.  O piloto já disse que não fica mais um ano sem correr. Ou arranja um lugar na F1 ou sai para outra categoria. E neste momento se não ficar na McLaren, os lugares disponíveis limitam-se à Haas, que procura um piloto, uma vez que um dos lugares deverá ser ocupado por um piloto Ferrari (Vergne ou Gutierrez), mas há também Alex Rossi que tem experiência de GP2 e é americano. A Lotus tem Esteban Ocon, caso Maldonado saia e a Sauber vai manter a mesma dupla de pilotos (que dá muito dinheiro). Então deverá ser ou McLaren, ou Haas, ou algo fora da F1. Esperemos que não fique no grande circo.

 

foto: facebook McLaren
foto: facebook McLaren

Vandoorne tem tempo. O líder do GP2 e que tem dominado a categoria com classe é um jovem talento que tem de entrar na F1. Mas como ainda só tem um ano de GP2 (embora já tenha brilhado no WSR), poderá ficar um ano na categoria, sem que perca muito. Ou até subir para piloto de reserva. Mas é claro que o futuro da McLaren passa por este jovem. As grandes exibições de Vandoorne levaram a que se dissesse que seria ele o colega de equipa de Alonso em 2016, algo já desmentido pela McLaren. Mas Vandoorne é mais um excelente piloto que virá animar a F1.

Como será o futuro line up da equipa? Difícil de prever. Button é bom, tem experiência para dar e vender, e tem muitos fãs. Magnussen e Vandoorne são jovens cheios de talento e velocidade e o futuro da equipa está em boas mãos com eles. Esperemos que a McLaren não faça como no ano passado, em que deixou tudo para a última e quem ficou a perder foi Magnussen.

 

Fábio Mendes

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