F1 – GP da Itália: Análise

COORlvEUEAAUBsPComo já passaram alguns dias e infelizmente nem sempre conseguimos fazer o trabalho que gostaríamos, fruto das limitações do amadorismo e da falta de apoio em certos casos, vamos fazer a análise do GP da Itália, versão telegráfica.

O GP não teve o colorido do ano passado e a emoção não foi a que esperaríamos. No entanto, foi uma corrida interessante de seguir até ao fim, pois foi mesmo aí que as coisas se tornaram interessante.

A Mercedes usou a sua nova unidade motriz, mas o sucesso do uso dos novos tokens foi relativo. Se para Hamilton as coisas correram bem, Rosberg teve problemas no seu motor antes da qualificação e foi obrigado a usar uma unidade antiga para a corrida. E como se isso não bastasse, teve o azar de ver essa mesma unidade, entregar a alma ao criador nas ultimas voltas da corrida. O motor desfez-se em fumo, assim como muitas das esperanças na conquista do título. A distância para Hamilton é cada vez maior e vendo os desempenhos do alemão, a tendência é para aumentar.

foto: Ferrari
foto: Ferrari

A Ferrari brilhou em casa, mas uma vez mais graças a Vettel. Raikkonen voltou a desiludir, desta feita na corrida e não na qualificação, onde até fez melhor que o seu colega de equipa. Mas um problema na largada impediu que lutasse pelo pódio. E com dois Ferraris na frente, as probabilidades de vencerem era maiores, mas infelizmente perderam a hipótese logo no primeiro segundo de corrida. Raikkonen recuperou muito bem mas não foi o suficiente, enquanto que Vettel tentou como pôde pressionar Hamilton, só que o britânico está muito forte e o Mercedes não tem rival. Mas a Scuderia conseguiu colocar um piloto no pódio que era esse o objectivo principal.

A Williams teve a sorte da corrida com a desistência de Rosberg , mas finalmente os erros acabaram. Estratégia adequada, pneus certos e pilotos em forma, uma conjugação que deu um pódio a Massa e mais uma boa remessa de pontos para a equipa. Massa aguentou muito bem a pressão de Bottas e conseguiu o 2º pódio consecutivo em Monza.

foto: S/F
foto: S/F

Force India esteve bem e conseguiu subir uma posição. Corrida boa da equipa, aproveitando o andamento mostrado em Spa. Pérez voltou a estar melhor que Hulkenberg e o alemão teve alguns problemas com os seus pneus mas aguentou a posição até ao final. São quintos no campeonato de construtores e parecem estar no bom caminho.

A Lotus teve mais uma vez azar e viu ambos os carros desistirem na primeira volta, num fim de semana onde poderiam ter acumulado mais uns bons pontos. Toro Rosso esteve ao seu nível e a Red Bull conseguiu tirar o máximo possível do carro numa pista nada favorável (em 2016 não usará motores Renault e fala-se já que será a Ferrari a fornecer os motores…está tudo em aberto).

McLaren teve mais um fim de semana horrível e já é notória a falta de sintonia dos ingleses com os japoneses. Para bem de todos seria bom que esta época acabasse já e que a Honda mostrasse o prometido novo motor que está a ser preparado para 2016. Vai ser um ano muito longo e poderão “rolar cabeças”.

Na Sauber, Ericsson esteve outra vez melhor que Nasr e está-nos a deixar desconfortáveis, pois sempre defendemos que o brasileiro é superior ao sueco, mas ultimamente tem sido exactamente o contrario.

 

Fábio Mendes

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