F1 – Breves

 

Nevoeiro em Singapura

Foto: John Sertori
Foto: John Sertori

Singapura foi ‘atacada’ por um nevoeiro denso que pode por em causa o calendário definido para este fim-de-semana. Segundo as autoridades locais, o nevoeiro é consequência do procedimento comum seguido pelos agricultores indonésios ao efectuarem queimadas nos seus terrenos.

Não tendo impacto só na visibilidade, são também invocadas razões de saúde pública, devido à má qualidade do ar. Este nevoeiro ‘tóxico’ é discussão comum entre os governos de Singapura e Indonésia, estando a organização do GP prevenida e definiu medidas adequadas no seu plano de contingência.

É bom recordar que no GP da India em 2013 houve uma situação idêntica, tendo sido atrasada em vinte minutos a sessão de treinos livres, devido à fraca visibilidade. Nestas situações o helicóptero médico não pode descolar.

Esperemos que este nevoeiro se dissipe até sexta-feira e tudo corra pelo melhor.

 

Button espera que o seu futuro seja decidido nas próximas semanas

foto: XPB Images
foto: XPB Images

O piloto inglês de 35 anos tem contrato até 2016, mas pretende saber se a McLaren vai ou não exercer o seu direito de opção para o manter mais um ano.

Button diz que a decisão de continuar ao lado de Alonso em 2016 está nas mãos da equipa. Da perspetiva de Eric Boullier, chefe de equipa da McLaren-Honda, “as nossas fileiras possuem dois campeões do mundo e pretendemos manter-nos assim”, sendo habitual comunicar a decisão no final do mês de Setembro de cada ano. Portanto, logo saberemos se o caminho da experiência se manterá ou se é tempo duma aposta nos prodígios em ascensão: Kevin Magnussen e Stoffel Vandoorne.

Vozes no seio da equipa indicam que caso fique em 2016, Button irá reaver a fatia de 4.45M€ que foi retirada no ano passado, quando passou a auferir 8.91M€/ano. A situação financeira não estava fácil e foi a única maneira de manter o inglês nos quadros. Esquecendo o episódio de esquizofrenia financeira com a exorbitância paga a Alonso, com 35.67M€/ano (com a ajuda de patrocinadores claro…), os valores anuais de Button podem ser postos em causa, visto o atual declínio da McLaren levar alguns patrocinadores a retirarem o seu apoio.

É sabido que Button está em fase final de carreira e já teve os seus momentos de glória. Certamente já mediu a magnitude do projecto que está envolvido e saberá que os bons resultados da McLaren só irão aparecer dentro de dois ou mais anos. De qualquer forma, sempre mostrou ser genuíno em apoiar a equipa e a desenvolver da melhor forma o monolugar.

Projectos fora da F1 não lhe faltariam, seja a dedicação a tempo inteiro aos triatlos, ou como co-apresentador do Top Gear. Resta saber se a equipa ainda vê nele uma mais-valia para abordar 2016.

 

Melbourne garante GP da Austrália até 2023

Melbourne_Albert_ParkJá a fazer história desde 1993, o circuito de Albert Park renovou a sua permanência no topo do desporto motorizado até 2023. Sendo actualmente o GP responsável pela abertura do Mundial, é com agrado que vemos a manutenção de um circuito divertido de conduzir (para os pilotos) e bonito de se ver (para os fãs), rodeando o imponente lago artificial.

Depois de alguns rumores em que poderia ser migrado para Sidney, a organização do GP acabou com a especulação no passado domingo. “Os habitantes do estado de Vitoria podem estar descansados, Daniel Ricciardo não vai competir na ponte de Sydney”, disse Daniel Andrews, governador em funções no estado.

 

McLaren: O problema não é do chassis.

 

foto: McLaren
foto: McLaren

É um problema já muito falado mas interessa referir mais alguns pormenores hoje revelados. Segundo foi publicado hoje na motorsport.com, a McLaren chega a ter um defice de 240 cv em relação às concorrentes. Isto porquê? Porque para além da menor potencia debitada pelo motor de combustão, que é cerca de 80 cv menos potente que o da Mercedes existe o grande problema da unidade japonesa que é a parte electrica. O ERS ou sistema de recuperação de energia não consegue ser tão eficaz como as restantes unidades electricas e como tal os McLaren perdem em potencia. Numa recta longa como é o caso das rectas de Spa viam-se os McLaren ficarem para trás pois a unidade electrica não era capaz de fornecer a energia suficiente. Ou seja se aos constantes 80cv a menos do motor de combustão juntarmos os 160cv da componente electrica da um total de… 240cv. E isso é visível.

Os Japoneses referiram que o chassis da McLaren também tem deficiências. Ora a mesma publicação acima citada refere que analisando os dados que uma equipa de F1 forneceu ( equipa não revelada), é possivel verificar que o McLaren terá o 4º chassis mais rápido do grid, logo atrás do Mercedes, Red Bull e Toro Rosso. Esta conclusão surge comparando os tempos da Mercedes com a McLaren numa volta rápida. Os McLaren perderam cerca de 2.3 segundos para a Mercedes nas rectas. Sabem quanto perderam nas secções sinuosas?  À volta de 0.5 seg. Como tal o problema não está no chassis como os japoneses quiseram fazer parecer. E mais uma vez fica provado que a Honda não sabe lidar com a situação que vive neste momento e tem de rever tudo.

As melhorias no motor de combustão já foram feitas mas é preciso melhorar a componente do ERS. Só assim poderão ter um motor competitivo. E a McLaren já ofereceu a ajuda que podia, já tentou convencer os japoneses a contratarem pessoas que entendam os sistemas melhores. A renitência da Honda em aceitar ajuda apenas os faz perder tempo e crédito perante a McLaren e os fãs.

 

Marcos Gonçalves

Fábio Mendes

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.