F1 – Breves

Eurosport transmite F1 em Portugal até 2018

Foto: Force India
Foto: Force India

Caiu como uma bomba: a SportTV perdeu os direitos de transmissão televisiva do grande circo, tendo o Eurosport acordado com a FOM o regime de exclusividade para todas as corridas até 2018. A cobertura vai englobar os normais fins-de-semana, com treinos livres, qualificação e corrida. A transmissão irá manter os padrões que estamos habituados, acompanhados de onboards e outras transmissões aéreas. O acompanhamento em estúdio será feito antes e após os GPs, com comentários e opiniões de jornalistas especializados.

Petter Hutton, CEO do Eurosport, referiu a importância de adquirir o ex-libris do desporto motorizado, de forma a amplificar a presença do Eurosport a nível local e pan-regional. Salientou também que não é uma aposta recente, mas algo que já vinha a ser estudado, de modo a fomentar a cultura de desporto motorizado do canal, que já conta com grandes estrelas como as 24h Le Mans e o WTCC.

Para o adepto português é uma óptima notícia. Apesar de não voltar ao canal publico, o Eurosport pode-se considerar “aberto” pois esta englobado no pacote base da maioria das operadoras que oferece TV por cabo. No entanto ainda não houve qualquer esclarecimento por parte das operadoras se têm ou não legitimidade para colocar o Eurosport num pacote premium, visto ter conteúdos mais apelativos. De uma coisa existe certeza: a SportTV continua o seu declínio, já tendo perdido os jogos em casa do Sport Lisboa e Benfica, Liga Inglesa, Liga Francesa, Liga Italiana, UFC e agora a Fórmula 1. Com tantas derrotas em tão pouco tempo, é caricato como continuam a cobrar uma mensalidade igual à praticada quando tinham as modalidades anteriormente referidas.

 

Verstappen já tem a carta condução

6fdbf-max_verstappen_3023312b“Max, podes acelerar o teu Toro Rosso a 300 km/h e produzir ultrapassagens fantásticas nas mais difíceis pistas do planeta?” 

– “Sim, posso!”

 

“Max, podes pegar no carro e ir ao supermercado comprar batatas?” 

– “Não…”

E pronto, acabaram estes problemas! O “menino” já é “homem” e já tem carta de condução! Max Verstappen fez ontem 18 anos e conseguiu (mais) uma licença para conduzir. Apesar de ter menos 800cv que o seu Toro Rosso, o jovem afirmou que estava nervoso antes de entrar para o carro, pois temia cometer algum erro. Mas tudo correu bem e “Mad Max” já tem autonomia para usar um veículo próprio e fazer o que todos os outros jovens de 18 anos fazem.

 

Pirelli analisa futuro se a Red Bull abandonar

57f6b-20131231257853pirelli2013ii-384eMais uma entidade com peso a forçar a mão da Ferrari. Depois das críticas internas da Red Bull e dos desabafos de Ecclestone, temos agora a Pirelli a equacionar o seu futuro no grande circo, caso as duas equipas do touro vermelho abandonem em 2016. Depois da Mercedes fechar a porta e a Red Bull não ter interesse no projecto da Honda, a Ferrari continua a ser a única alternativa viável. E como o entre italianos e austríacos não se desenrola, vem agora a Pirelli equacionar a sua presença na modalidade.

Se a Red Bull e a Toro Rosso abandonarem, vamos ter de pensar seriamente no nosso futuro na F1. São equipas de topo bem financiadas, responsáveis pelo aparecimento de novos talentos e capazes de gerar interesse na F1 em qualquer pais onde realizem os seus eventos”, disse Paul Hembery, director da Pirelli. Apesar da entrada da Haas F1 Team, a perca de 4 monolugares simultaneamente tem um grande peso comercial, traduzindo-se em menores receitas a curto prazo. Numa altura em que os compostos de borracha italianos estão debaixo de fogo, o prolongar da relação com a F1 pode não trazer os resultados desejados, principalmente quando a publicidade actual já é tão má.

 

Equipas de topo puxam pela Michelin

michelin-tiresDepois da apresentação de algumas ideias interessantes para o futuro da modalidade, as equipas de topo estão inclinadas para que a Michelin se torne fornecedora a partir de 2016. Da perspetiva técnica e legal, a FIA deu o seu aval ao projecto apresentado pelos franceses, pelo que a decisão final está nas mãos de Bernie Ecclestone.

A Pirelli tem estado debaixo de fogo nos últimos tempos, não conseguindo apresentar um composto do agrado de pilotos e equipas. Depois dos furos de Rosberg e Vettel no GP belga terem originado vários episódios públicos de descontentamento, a reputação dos italianos tem vindo a cair. No entanto Paul Hembery não viu estes problemas como seus, afirmando que a culpa estava nas superfícies irregulares e nas pressões incorrectas usadas nos pneus. Saindo da esfera destes dois casos, os pilotos também acusam a Pirelli de produzir compostos de degradação muito rápida que não permitem uma condução no limite, o que acaba por afectar a espectacularidade da corrida.

No entanto Ecclestone já disse que o contrato escolhido será o da oferta mais alta. O magnata inglês já mostrou por diversas vezes que o factor comercial contará mais do que qualquer ideia revolucionaria para melhorar a modalidade.

 

Button confirmado na McLaren-Honda em 2016

foto: XPB Images
foto: XPB Images

Jenson Button acaba com os rumores e confirma a sua permanência na McLaren-Honda em 2016. “Como o Ron [Dennis] indicou, tenho contrato por mais um ano e vou cumpri-lo”, revelou o britânico em entrevista ontem à noite. E até foi mais além, revelando estar empolgado com as novas regras a introduzir em 2017, podendo manter-se mais um par de anos na Fórmula 1.

É uma boa notícia para a modalidade em geral e em especial para a McLaren-Honda. O projecto japonês de 2016 vai revolucionar por completo a arquitectura do atual motor e o único caminho para quem já bateu no fundo, é a subir. Com um piloto de classe mundial como o britânico, estará garantido um feedback superior para engenheiros e mecânicos, aumentando assim as probabilidades de sucesso. Para além disso perder um piloto destes numa fase em que ainda tem tanto para dar ao automobilismo, seria um duro golpe no espectáculo.

 

Ecclestone justifica o tempo de antena da Mercedes

Foto: Mercedes
Foto: Mercedes

Apesar de no início da semana ter referido que tinha sido decidido em reunião da FOM que as equipas de meio do pelotão iriam ter mais tempo de antena, Ecclestone veio agora emendar a mão e afirmar que o pouco tempo de antena da Mercedes foi exagerado. Durante os 90 minutos de corrida em Suzuka, os dois Mercedes tiveram direito a apenas… 5 minutos. Toto Wolf mostrou-se algo espirituoso com o sucedido e indicou que “houve períodos que pedimos a Hamilton para gerir o ritmo e evitar o sobreaquecimento do motor, mas as pessoas nem deram conta, pois só víamos Sauber e Toro Rosso na TV!”.

As teorias da conspiração apontaram esta táctica como uma forma de Ecclestone pressionar a Mercedes, depois dos mesmos recusarem fornecer motores à Red Bull (NR: o que faz algum sentido e não seria a primeira vez que o Chefe Supremo usa destas artimanhas). Mas Bernie veio logo a publico desmentir tal facto, de forma a não piorar ainda mais o clima de tensão vivido entre as equipas de topo. Bernie revelou que “os directores da transmissão foram um pouco longe demais no Japão, mas eu não tive influência na decisão”. No entanto, esta versão não bate 100% certo com a de Nikki Lauda, que mal acabou o GP japonês, viajou para Londres para confrontar Bernie. “Queria perceber as suas razões para termos tão pouco tempo de antena… E ele disse-me que a culpa é nossa, pois ganhamos sempre por uma margem tão grande que torna as corridas aborrecidas! Mas acabou por confessar que tinha ido longe demais…”, revelou Nikki.

 

Manor com Mercedes e Williams

Foto: Manor
Foto: Manor

Já tínhamos dado conta desta possibilidade várias vezes, mas agora está confirmado. A Manor irá receber  motores Mercedes para 2016. Com a mais que certa compra da Lotus por parte da Renault a Mercedes tinha uma vaga para uma equipa. A Red Bull era vista como a principal candidata mas ou por falta de vontade da Mercedes ou da própria Red Bull (os rumores são muitos mas Lauda afirmou peremptoriamente que a Red Bull não avançou com uma proposta concreta) o negócio não avançou. Quem lucrou foi a Manor que recebe assim o melhor motor do grid e provavelmente um excelente piloto. Pascal Wehrlein, favorito ao titulo de DTM terá assim uma equipa para iniciar o seu percurso na F1. Além disso, a Manor fechou um acordo com a Williams que os torna parceiros técnicos da equipa. A Williams irá fornecer, suspensões e transmissões para o carro de 2016. A Manor já mudou de fábrica e começa agora uma nova era depois de ter estado à beira da falência. Realmente esta equipa não é fácil de deitar abaixo e ultrapassou mais um gigantesco obstáculo.

 

 

 

Marcos Gonçalves

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