F1 – GP do México: Análise às equipas (Parte II)

Depois da análise ao top4, passamos em revista o desempenho das restantes equipas no GP do México.

 

Toro Rosso: Os miúdos não gostaram das “tortillas”

Foto: Facebook Toro Rosso
Foto: Facebook Toro Rosso

Já vimos ambos os pilotos da Toro Rosso fazer melhor. É verdade que são rookies e têm muito a aprender mas habituaram-nos mal agora têm de aguentar. Se o fim de semana até começou de forma positiva com o melhor tempo da FP1 para Max Verstappen, a partir daí o rendimento baixou e na corrida foi notório que tanto carro como pilotos não se deram bem com o traçado. Verstappen ainda se aguentou nos pontos mas Sainz voltou a errar e desta vez ficou fora do top 10. Não foram desempenhos catastróficos pois o talento que possuem não o permite mas desta vez não fizeram magia.  Mas continuam a ser os dois pilotos mais cobiçados do paddock neste momento.

 

Max Verstappen: Nota  7

Carlos Sainz: Nota 6

Toro Rosso: Nota 6

 

Lotus: Um ponto para animar a malta

Foto: Facebook Lotus
Foto: Facebook Lotus

Um carro com pouco apoio aerodinâmico nunca iria dar-se bem com o ar rarefeito da Cidade do México. Dominaram na velocidade de ponta mas faltou tudo o resto e com isso Grosjean e Maldonado sofreram até ao final.  Grosjean conseguiu um ponto e foi novamente melhor que Maldonado. Se Maldonado continuar com este nível para 2016, será um fraco líder de equipa. Palmer precisa de tempo para ser ambientar à F1 e tem de ser Maldonado a garantir os pontos necessários. Para já começa se a antecipar um erro de casting na dupla de pilotos. Parece que o exemplo que a Force India dá não é suficiente para convencer as equipas.

Romain Grosjean: Nota6

Pastor Maldonado: Nota 5

Lotus: Nota 6

 

Sauber: Onde anda Nasr?

Foto: Facebook Sauber
Foto: Facebook Sauber

Se Marcus Ericsson nunca nos convenceu desde o ano passado, temos de admitir que dentro do que lhe foi possível, fez uma boa corrida. Levou o carro a um bom 12º final, embora fora dos pontos. O sueco fez o que pôde e a equipa só pode ficar contente com o resultado que obteve. Mas a grande interrogação neste momento é Nasr. Depois de um inicio prometedor, o brasileiro tem desiludido. Esperávamos mais dele e tem qualidade para fazer melhor. É certo que se mantém na frente do campeonato em relação a Ericsson, mas esta ponta final não está a ser muito positiva. É que Nasr já mostrou que pode ser um bom piloto na F1. E esperamos isso dele. Mas os últimos desempenhos podem levantar dúvidas.

Marcus Ericsson: Nota 6

Felipe Nasr: Nota 5

Sauber: Nota 5

 

McLaren: Button continua os testes e Alonso com pouca paciência.

Foto: Mclaren
Foto: Mclaren

Mais um passo… foi pequeno mas foi mais um passo em frente dado pela equipa. As melhorias introduzidas no carro começam a notar-se… ligeiramente. Alonso teve de desistir logo no inicio da corrida com problemas técnicos (outra vez) e Button seguiu a luta colocando mais uns 300Km no carro.  Nas secções sinuosas notou-se que Button conseguia dar luta, mas nas rectas a diferença continua a ser gigantesca. A forma corajosa com que vai enfrentando a situação merece uma condecoração. Já Alonso está com uma postura pouco positiva. É frustrante para ele ver a Ferrari a crescer e ele quase parado. Que 2016 seja melhor, senão Alonso vai se tornar difícil de gerir.

 

Jenson Button: 8 pelo esforço e pela dedicação

Fernando Alonso: sem nota

McLaren: Nota 4

 

Manor: Rossi complica a vida a Stevens

Foto: Facebook Manor
Foto: Facebook Manor

Na luta a dois para fugir ao último lugar, Stevens levou outra vez “na boca” de Rossi. De cada vez que Rossi foi colega de Stevens, o americano foi melhor que o britânico. Foram só 4 vezes, mas foi so suficiente para que Stevens começasse a ficar mal na foto. O lugar da Manor poderá ser dele mas também poderá ser de Rossi. Esta luta pode decidir muito do futuro. Agora Stevens ficar a 10 segundos de Rossi é feio.

Não damos nota à Manor

 

Ferrari: Pior era impossível

Foto: Ferrari
Foto: Ferrari

Duas desistências. Algo há muito que não se via por aqueles lados. Mas como se isso não bastasse foi a forma como as desistências aconteceram. Kimi mostrou que entre finlandeses as coisas as vezes tornam-se complicadas. Não deixar o espaço a Bottas foi falta de bom senso por parte do piloto que não é conhecido por facilitar as ultrapassagens (e ainda bem). Deitou por terra o bom esforço que estava a fazer até aquele momento. Já Vettel… que tarde para esquecer! Depois de um toque com Ricciardo, ficou muito para trás e de cada vez que tentou  acelarar o ritmo acabou fora de pista. Finalizou com uma saída definitiva e uma auto-avaliação contundente “ desculpem, hoje fiz um trabalho de mer…”. Vettel já fez coisas boas este ano. Muito boas. Não deverá ser julgado por um dia mau.

 

Kimi Raikkonen: Nota 5

Sebastian Vettel: Nota 3

Ferrari: Nota 4

 

 

Fábio Mendes

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