#4 GRID

gridbanbvlog

O sempre mítico GP de Interlagos fez bocejar muita gente, onde apenas o meio do pelotão fez questão de animar um pouco a corrida. A Mercedes voltou a dominar a fazer 1 e dois no Brasil e Rosberg voltou a demonstrar estar num momento de forma quase imbatível ao bater de novo Lewis Hamilton. O terceiro posto foi para a Ferrari mais propriamente para Sebastian Vettel, o 13º da época.

Se a corrida não foi das mais animadas, fora dela não faltou tema de conversa, desde a infeliz frase de Jean Told, as declarações de Paddy Lowe e a falta de patrocínios da McLaren. Tudo isto para ler e reler no GRID desta semana.

chicanegrig Daniel Leites: Foi uma corrida monótona com a Mercedes a voltar a fazer 1 e 2, mas nem por isso o Rosberg deixou de estar em bom plano, voltou a superiorizar-se ao seu companheiro de equipa e voltou a ser superior em todos os aspectos ao Lewis?

mercedesgridAndré Moreira: Sim e sim. Foi de facto uma corrida monótona, confesso que não vi o GP em directo por compromissos pessoais, e depois à noite quando fui rever o mesmo, adormeci a meio, e tive de voltar a ver novamente de onde tinha ficado. E sim, o Nico está a fazer um final de época tremendo, batendo novamente o Lewis em todos as sessões, culminando com mais uma vitória consecutiva. Parece e é a reacção desejada, tendo em conta todas as criticas que lhe foram feitas, de não ser um piloto capaz de ombrear com o Lewis.

Tal como disse, uma corrida monótona, a expectativa que tinha de um GP à chuva não ocorreu, o que iria dar um andamento mais equilibrado entre os vários carros, e teria uma outra dinâmica à corrida. Foi o esperado pela parte da Mercedes, assegurar novamente as duas primeiras posições da corrida, gerindo com uma boa margem relativamente ao grupo perseguidor, nomeadamente Ferrari. Nota para o Max que é sem duvida o Rookie do ano, e fez mais uma boa corrida, e nota para o Alonso que apesar de todos os inconvenientes que teve na Qualificação, conseguiu terminar a corrida. Nota que apenas 4 carros neste GP concluíram as 71 voltas estipuladas, ficando os restantes a mais de 1 volta. Quando se fala de melhorar a competitividade da F1, sobre qual a direcção a tomar para haver mais competição e equiparação nos diferentes carros, em 2015, e assistimos a isto, significa que precisa urgentemente de mudança, caso contrário, o interesse na F1, que de uma forma geral se vem a perder, será mais acentuado brevemente.

chicanegrigDaniel Leites: Novamente a Scuderia foi a melhor equipa das “restantes”, fazendo a dobradinha com um 3º por parte do Vettel e um 4º pelo Kimi. Foi uma boa resposta da Scuderia face ao GP completamente desastroso no México?

ferrarigridRicardo Ribeiro: Voltamos a ver a Scuderia a bom nível, logo atrás dos superpoderosos Mercedes. Em comparação com o México foi uma corrida muito melhor, tanto a nivel estratégico, como de erros por parte dos pilotos. Tanto Vettel como Kimi, estiveram isentos de erros, muito constantes e precisos, fazendo esquecer os fãs da Scuderia do desastroso Grande Prémio do México. Embora tenha sido uma corrida um pouco “aborrecida” foi agradável ver os dois bólides da marca do cavalinho em boa forma “tentado” bater o pé aos Mercedes. Melhor que isto só mesmo talvez para o ano.

chicanegrigDaniel Leites: Achas que a Ferrari deveria ter adoptado por uma estratégia diferente com um dos dois Ferraris, talvez com o Kimi por estar mais distante, de forma a poder intrometer-se no 1º e 2º lugar? Ou qualquer que fosse a estratégia seria extremamente difícil de alcançar os dois Mercedes?

ferrarigridRicardo Ribeiro: Acho que independentemente da estratégia adoptada pela Scuderia, o resultado não poderia ser muito melhor, mesmo tendo em conta a performance que os Ferrari já demonstram, mas que ainda assim não está a par dos estratosféricos Mercedes. No meu ponto de vista a equipa terá optado por uma estratégia similar para os dois pilotos, sendo esta o mais limpa possível, e que lhes garantisse os dois carros bem colocados na classificação final da corrida. México foi para esquecer, esta foi uma corrida que demonstrou que a corrida no México foi só um “buraco no caminho”.

chicanegrigDaniel Leites: O que destacar de positivo da McLaren este fim de semana? Talvez o bom humor?

mclarengridCarlos Ferreira: Sim, realmente a única razão que a McLaren deu aos seus adeptos para sorrir este fim-de-semana foi aquele espectáculo humorístico que vimos crescer nas redes sociais, estimulado pelos pilotos. Como qualquer outra pessoa, não resisti a soltar umas boas gargalhadas com alguns deles mas em retrospectiva (e este é o ponto mais importante neste fim-de-semana) é mais uma humilhação pública para esta equipa neste ano, desta vez parcialmente auto-inflingida. Compreendo o frustrante que esta temporada esteja a ser para dois campeões do mundo, a quem foram feitas muitas promessas que tardam em ser pagas, e que o humor seja uma forma de escape da gravidade da situação. No entanto, não consigo acreditar que alguém na equipa tenha ficado com este circo mediático que se regenerou à custa do fracasso. Tenho receio em pensar sequer no que terá vindo à cabeça de Ron Dennis ou dos principais homens da Honda naqueles momentos…

Quanto à corrida em si, não há, infelizmente, muito assinalar. Uma das piores corridas da temporada, tanto do ponto de vista da McLaren como do espectáculo em si. De salientar mais uma fenomenal largado do Alonso, um pouco camuflada pela saída de pista na curva seguinte.

chicanegrigDaniel Leites: O Lewis andou numa fase da corrida muito perto do Rosberg sempre a menos de 1 segundo do mesmo e os seus pneus sofreram um enorme desgaste por isso mesmo. O Britânico chegou a pedir a equipa uma nova estratégia de corria para ultrapassar o Rosberg, era o mais sensato a fazer naquele momento por parte da Mercedes?

mercedesgridAndré Moreira: O Lewis conseguiu andar atrás do Rosberg, sendo por norma mais rápido no 3º sector, no entanto nos outros, nunca teve a possibilidade de tentar a manobra para ultrapassar o colega, que com carro igual, sempre controlou pois sabia que o Lewis assim iria destruir os pneus rapidamente, por falta de carga aerodinâmica no carro dada a proximidade com a traseira do Nico. A única hipótese seria de facto uma alteração de estratégia para num Pit Stop conseguir saltar para a primeira posição, mas tal não foi permitido pela equipa. Anteriormente disse, e mantenho, que a as ordens da equipa, os interesses da mesma, são os que de facto prevalecem sempre, com ou sem a concordância dos pilotos. Pessoalmente, nesta altura em que temos tudo definido, não havia nada a perder, e quando supostamente dizem que os pilotos tem a liberdade para fazerem as suas corridas, desde que não se prejudiquem, esperava e desejava maior sensatez da parte da Mercedes.

chicanegrigDaniel Leites: Paddy Lowe comparou Hamilton-Rosberg com Senna-Prost, é comparável?

mercedesgridAndré Moreira: Respondo tão somente com um grande NÃO! Senna e Prost ao lado destes 2 talentosos pilotos, continuam a ser de um campeonato acima, em tudo, desde o talento, à rivalidade entre ambos.

chicanegrigDaniel Leites: Falando do Kimi, já eram algumas corridas que não o víamos cometer um erro, foi claramente uma má fase do piloto?

ferrarigridRicardo Ribeiro: Claramente. Claro que longe já vão os tempos áureos do Iceman, das disputas com Schumacher, da sua velocidade, e da sua “agressividade” em pista. Mas como já disse noutra rubrica, Kimi é sempre um piloto a ter em conta, muito pela sua experiência, e pela sua forma constante que apresenta GP atrás de GP. É um piloto importante na Scuderia, identifica-se com a Equipa e tem uma relação muito boa com Vettel.

Durante este ano o que teremos visto foi uma mistura de azar com mau timming, Kimi não é um piloto de erros, muito pelo contrario. Para o ano olhando para os resultados deste ano, e esperando um ainda melhor carro, vamos ver como se comportará. Dêem a Kimi um carro top e verão do que ele é capaz….

chicanegrigDaniel Leites: O Vettel pelo seu lado somou o 13º pódio, certamente satisfeito pela estreia do alemão na Scuderia?

ferrarigridRicardo Ribeiro: Bastante satisfeito. Vettel mostrou este ano ser claramente o melhor dos 2 pilotos da Scuderia. Foi o piloto que mais prontos trouxe para casa, o que cometeu menos erros e o único que se mostrou com capacidades de se intrometer entre os Mercedes. Mesmo com um  carro inferior fez “milagres”, chegando a ganhar um GP (Malásia), coisa que no inicio da temporada não me parece-se que fosse possível face ao ritmo infernal dos Mercedes.

Foi claramente uma aposta ganha pela Scuderia, quando optou pela sua contratação. Vai ser engraçado para a próxima temporada ver que resultados este conseguira obter com um carro expectavelmente melhor.

chicanegrigDaniel Leites: Ficou outra vez bem assente que o McLaren nos sectores com curvas até consegue competir com os monolugares do meio da tabela, quando pede um bocado mais de motor os McLaren são dos piores do pelotão, somente a frente da Manor?

mclarengridCarlos Ferreira: As causas do sub-rendimento já foram por várias vezes aqui referenciadas. No entanto, e porque só foi essencialmente mencionado o défice proveniente da “power unit” e os motivos do mesmo, convém reflectir na evolução do pacote aerodinâmico deste ano. Este ano seria sempre difícil a este nível, estivesse a “power unit” ao seu expoente máximo ou não. A McLaren operou uma grande mudança na sua filosofia para com o chassis este ano com a chegada do Prodromou e começou a procurar coisas diferentes do que havia procurado em anos anteriores.

Assim, e tendo em que em conta que é praticamente consensual que o chassis da McLaren seja o 4/5º melhor do grid, acho que a nível aerodinâmico a McLaren cumpriu os serviços mínimos para esta temporada. De todos os chassis que estão à sua frente na hierarquia, todos são uma evolução do desenho da época anterior e, por tal razão, estou convencido que o próximo MP4/31 será, no mínimo, top3 do grid.

chicanegrigDaniel Leites: Embora com um resultado fraco e uma prestação bastante modesta da McLaren, Alonso achou um GP positivo para a equipa, porque os dois McLaren terminaram a corrida e conseguiram recolher dados para o próximo ano. É realmente positivo ou é apenas algo positivo num cenário negro?

mclarengridCarlos Ferreira: Na minha opinião, que os dois carros terminem a corrida deve ser um dado adquirido, uma regra e não uma excepção. Obviamente, que isso aconteça é sempre bom, por mostrar alguma fiabilidade e pela recolha de novos dados de telemetria com vista ao próximo ano. Estou certo é que qualquer adepto da McLaren trocava os dois carros a terminarem a corrida sem problemas por um cenário em que só um terminasse mas que o outro terminasse quinto ou sexto.

chicanegrigDaniel Leites: Rosberg tem se demonstrado muito forte e superior aos restantes neste últimas semana, Lauda afirmou que o alemão mudou de mentalidade e como tal é natural que obtenha os resultados que tem vindo a obter. É realmente uma mudança de mentalidade e de atitude ou o Lewis desmotivou e desligou um bocado desde que se tornou campeão?

mercedesgridAndré Moreira: Acredito que um pouco de ambas. Para mim não faz sentido alguém acordar quando perdeu tudo, como não vejo o Lewis como um piloto conformado com segundos lugares. Aliás, é visível no Lewis um desconforto com esta situação, apesar de ele já ter a sua parte feita por assim dizer, mas creio que a partir do momento que o Lewis foi campeão, o interesse da Mercedes passou por garantir ao Rosberg o segundo lugar no Mundial. Agora que tal foi atingido, acredito que irão ter “carta branca” da equipa para fazerem eles mesmos a sua estratégia em Abu Dhabi. Isto é a minha maneira de ver as coisas tendo em conta os últimos GP, e tendo em conta as “negas” que o Lewis teve por parte da equipa para alterar a sua estratégia, tanto no Brasil como no México.

chicanegrigDaniel Leites: Algo que se nota na equipa, desde a equipa mais técnica, a de corrida e os pilotos é que referem que querem ganhar o titulo no próxima temporada, acredito que com tanta confiança por parte da própria Scuderia, os seus adeptos também estejam bastante confiantes para o próximo ano, ou nem por isso?

ferrarigridRicardo Ribeiro: Olhando para trás, a próxima época só inspira confiança. Com a introdução dos novos motores e regras a Scuderia não conseguiu entregar a equipa um carro competitivo, chegando mesmo a ser ridícula a performance dos Ferrari. A equipa chegou a ser fortemente criticada pelo seu ridículo desempenho em pista, até Alonso (piloto que bastante admiro) se fartou e abandonou o “barco”. Houve mudanças na equipa, na própria estrutura da Marca, os problemas começaram a ser resolvidos, e a performance começou a melhorar. Considero que a chegada do Arrivabene tenha sido factor crucial, pois a sua chegada foi ponto de viragem.

Face aos resultados obtidos este ano, e embora ainda não sejam resultados para a Scuderia (augura sempre ao 1º lugar), o futuro só nos inspira confiança, sinal que a tempestade já passou e a bonança vem a caminho.

chicanegrigDaniel Leites: Os dias da McLaren são cada vez mais sombrios e a nível desportivo tem sido completamente desastroso. Para além disse a McLaren tem sofrido duros golpes na sua estrutura, com patrocinadores históricos a saírem para outras equipas, como a Johnnie Walker que vai patrocinar a Force Índia e agora a TAG Heuer que anunciou esta semana que deixará de patrocinar a McLaren para assinar pela RedBull. Como ve a situação da McLaren? É realmente preocupante?

mclarengridCarlos Ferreira: Não quero ser hipócrita e dizer que perder desde 2012 Vodafone, Hugo Boss, Santander, Johnnie Walker e agora a TAG Heuer não seja causa de alguma consternação. No entanto, creio que a imagem que de cenário apocalíptico da McLaren é precipitado e injustificado. A McLaren tem na Honda um parceiro para os próximos 10 anos, com estatuto de equipa principal, numa relação que conta com o enorme apoio financeiro dos japoneses. O grupo McLaren tem prosperado nas vendas dos automóveis desportivos de forma bastante assinalável. É também muito complicado arranjar argumentos que desvalorizem a importância e mais-valia de uma estrutura como é o MTC.

Tudo isto são aspectos que me parecem garantir a competitividade da equipa no plano de médio-longo prazo. O facto de o carro estar mais despido do que nos habituou não é normal e é consequência dos últimos anos de não-excelência da equipa.

O futuro da McLaren só poderá começar a ser realmente questionado em Fevereiro, se a equipa não se mostrar competitiva e sem revelar ter aprendido a grande lição que esta temporada acabou por ser. E só poderá começar a ser discutido nessa data porque a equipa, apesar de conhecer os problemas que lhe afligiram este ano, não teve a possibilidade de colocar em prática as soluções que produziu devido às restrições que os tokens impõem. Por ignorância ou por muito má-vontade isto parece ser constantemente ocultado da opinião pública.

chicanegrigDaniel Leites: Acha que a falta de patrocinadores é algo momentâneo, já que a equipa tem em sua posse dois pilotos muito importantes e carismáticos na F1, que são capazes de atrair, potencias e grandes patrocinadores para a McLaren, principalmente o Fernando Alonso?

mclarengridCarlos Ferreira: Se a equipa chegar a Barcelona em Fevereiro com os problemas que identificou solucionados, não tenho a menor dúvida que rapidamente veremos um carro da McLaren com mais autocolantes espalhados. Por isso, sim, creio que a falta de patrocinadores seja momentânea e também resultado dos valores elevados em que a McLaren pôe a fasquia para começar a negociar.

Em relação aos pilotos, devo dizer que, apesar de partilhar a opinião de que dois pilotos do calibre e popularidade de Alonso e Button tenham um grande potencial do ponto de vista do marketing, a dura realidade é que isto não tem sido corroborado esta temporada. Era expectável que a presença de Alonso fosse capaz de persuadir alguma grande companhia espanhola a aliar-se com a escuderia britânica (como, de resto, aconteceu em 2005/2006 com a Renault) mas tal nunca se confirmou, pelo menos até à data.

chicanegrigDaniel Leites: Jean Todt recebeu diversas criticas esta semana por uma declaração que fez quando foi confrontado com uma pergunta sobre os atentados de Paris: “Tem ideia que o número de pessoas que morrem todos os dias em acidentes é bem maior do que o número de pessoas que morreu em Paris?”, foi infeliz?

mercedesgridAndré Moreira: Obviamente que sim. É sabido que uma das suas bandeiras desde que assumiu a FIA, foi sempre uma maior sensibilização para a Segurança Rodoviária, no entanto, não pode usar um acto de terrorismo como comparação. Calado era um poeta.

ferrarigridRicardo Ribeiro: Simplesmente abriu a boca e não pensou no que ia dizer. Muito mau timming por parte de Todt. Ainda para mais, vindas as declarações de um francês. Na opinião publica são declarações que nunca caem bem, comparar um acto de terrorismo com acidentes, não faz assim grande nexo, mesmo tendo em conta que a afirmação dele é valida. As vidas perdidas num acto de guerra, jamais podem ser comparadas com acidentes infortúnios que ocorrem no normal dia-a-dia da sociedade, era isso que ele deveria ter tido em conta.

Aposto que já se arrependeu , e bem daquilo que acabou por dizer…

mclarengridCarlos Ferreira: Qualificar como infelizes as declarações de Jean Todt é ser benevolente para com ele. Ainda não consigo encontrar uma razão válida para que uma pessoa que ocupa um dos maiores cargos no automobilismo mundial possa, perante uma tragédia destas, invocar as mortes em acidentes rodoviários (que obviamente todos lamentamos) como seu semelhante. A natureza destes dois tipos de tragédia é tão diferente que estabelecer comparações entre as duas me parece rebuscado e uma forma de raciocínio primitivo. Tirar uma vida a uma pessoa inocente por desejos político-religiosos nunca será o mesmo do que um acidente numa estrada.

Jean Todt tinha marcado no seu calendário que este fim-de-semana teria de homanagear as vítimas de acidentes rodoviários,acontecesse o que acontecesse. E foi o que fez, conseguindo no final nem prestar um tributo digno às vítimas do atentado em Paris nem às vítimas dos acidentes rodoviários.

Era assim tão difícil adiar para posterior data a homenagem que estava para este fim-de-semana?

chicanegrigDaniel Leites: Previsão para Abu Dhabi?

mercedesgridAndré Moreira: Tal como disse acima, espero corrida livre para os pilotos da Mercedes. Cada um com os seus trunfos, com os carros afinados, e com os primeiros lugares garantidos no final. Pessoalmente gosto bastante do circuito e todo o cenário envolvente. Se possível, com Ferrari e Williams mais próximos da Mercedes, para ser uma corrida com bastante interesse, a ver se compensa a falta do mesmo no Brasil, sendo uma excelente maneira de terminar mais uma época.

ferrarigridRicardo Ribeiro: Vou arriscar, e vou colocar Vettel como favorito na vitoria. É um circuito onde ele se dá muito bem, tem o record da pista e já ganhou 3 vezes. Acho que a Ferrari vai querer brindar os fãs com um fecho de campeonato em altas, e com uma amostra do que poderão mostrar para o ano.

mclarengridCarlos Ferreira: A minha bola de cristal não augura nada de bom nos Emirados. Basta olhar para o traçado do circuito para se perceber que, principalmente naquela recta após a curva 7, os McLaren’s serão dizimados. Não creio que o sector mais lento, e por isso, mais benéfico para a equipa, se conseguia opor ao défice que a McLaren terá no restante do traçado.

Por tudo isto, as minhas expectativas para este fim-de-semana são as mais humildes possíveis: terminar à frente dos Manor sem esquecer que para isso é necessário terminar a corrida, o que já é mais dúbio.

chicanegrigDaniel Leites: Melhor e pior da semana?

mercedesgridAndré Moreira: Para o melhor, mais uma dobradinha para as cores da Mercedes. Pela negativa, o GP em geral. Foi um GP sem interesse, e no final somente 4 carros completam as voltas estipuladas. Competitividade precisa-se, e espero que na próxima época não tenhamos corridas destas.

ferrarigridRicardo Ribeiro: O melhor da semana talvez tenha sido Rosberg, que mais uma vez com estratégias de corridas iguais não deu hipótese a Hamilton, provando que nem tudo seja um mar de rosas para Hamilton e que para o ano deverá manter o olho aberto, pois terá forte competição dentro da própria equipa.

O pior, Massa. Desqualificado por anomalias na temperatura dos pneus, um piloto que corre em casa, deveria se sentir na obrigação de brindar os seus conterrâneos com um melhor resultado, e olhando para o outro carro da Williams (Bottas), um outro resultado era possível.

mclarengridCarlos Ferreira:  Colocarei no topo da semana a excelente performance do Max Verstappen no Brasil. No meio de uma corrida marcado pelo tédio, o holandês foi claramente o único capaz de momentos excitantes em Interlagos.

Por sua vez, considero que Jean Todt não pode fugir ao reverso da medalha. Como referi em cima, são declarações infelizes e desadequadas para uma alta patente do desporto automóvel, com a terrível agravante dele próprio ser francês.

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.