#5 GRID

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A F1 fez a sua despedida desta temporada em Abu Dhabi, onde os Mercedes voltam a ser donos e senhores das duas primeiras posições e com Rosberg a afirmar a Lewis, que não é apenas mais um em pista. A Ferrari voltou a esta no pódio, desta vez Kimi Raikkonen subiu ao 3º posto.

As reacções e opiniões a corrida, o desentendimento entre Alonso e os pilotos da Ferrari, a luta “Rosberg-Hamilton”, a performance surpreendente da McLaren em Abu Dhabi, as declarações de Ron Dennis, no GRID desta semana.

Daniel Leites: Quase que poderia fazer copy paste, das últimas corridas para o GP de Abu Dhabi, voltou a acontecer o esperado, a Mercedes a fazer a dobradinha e voltou a acontecer o inesperado, para alguns, Rosberg a superiorizar novamente a Lewis Hamilton.

mercedesgridAndré Moreira: Sim, é verdade. Mais uma dobradinha, mais uma vitória para o Nico que termina a época em grande forma, batendo o Lewis em todos os aspectos.

No geral foi uma corrida pouco interessante, espelho das ultimas deste campeonato. Valeu pela dobradinha e gostei bastante da corrida do Button. Acredito que o Alonso também iria fazer uma boa corrida, fez um arranque fabuloso. Todo aquele cenário merecia uma corrida top, tal como no ano anterior.

chicanegrigDaniel Leites: Ricardo, na sua participação no GRID, sempre demonstrou ser um tiffosi super exigente com a Scuderia, mas diria que não se pode exigir o impossível, o 1º e 2º lugar, e um 3º e 4º lugar, até face a posição de partida do Vettel, acabam por satisfazer o mais exigente dos tiffosi?

ferrarigridRicardo Ribeiro: Posso dizer que aceito os resultados, sou exigente, mas também temos que conhecer bem o contexto da situação, e saber ver que a equipa deu um grande salto, de uma época para outra, e está cada vez competitiva, conseguindo tirar por algumas ocasiões os holofotes da mercedes. A paciência é uma virtude, e a família tifosi tem que ser paciente, o buraco de diferença entre mercedes e ferrari já à muito não era tão pequeno, resta esperar pelo próximo ano, pois este já nos deu motivos para sorrir.

A corrida foi bastante interessante para mim como adepto tifosi, de um lado um Vettel a sair do fundo da grelha, do outro Kimi a sair logo atras dos mercedes. O ritmo de corrida de ambos fazia-nos esboçar sorrisos, pois finalmente começamos a ver a ferrari onde deve estar, na luta pelos lugares da frente.

chicanegrigDaniel Leites: Já era de prever um fim de semana complicado para a McLaren, o que acabou por se comprovar. No entanto os dois McLaren acabaram por dar nas vistas por motivos diferentes, o que achou da performance da McLaren em Abu Dhabi?

mclarengridCarlos Ferreira: Acabei por ser surpreendido pela positiva pelo rendimento em Abu Dhabi. O traçado não é nada favorável ao McLaren deste ano mas a verdade é que, durante todo o fim-de-semana, a equipa foi capaz de ser relativamente competitiva.

No sábado, na sessão de classificação, apenas por manifesta infelicidade não foi possível colocar ambos os pilotos no Q2. Mesmo assim, a curta distância a que o Button ficou do Q3 era encorajadora.

A corrida em si, do ponto de vista da McLaren, resumiu-se a um só piloto, já que o Alonso viu o seu fim-de-semana praticamente terminado logo no incidente da primeira curva com o Maldonado. O Jenson fez um excelente trabalho, dadas as circunstâncias. Conservar posição, tendo em conta quem estava no seu encalço, seria uma tarefa especialmente difícil. Da parte do Fernando, creio que a equipa tomou a melhor decisão ao não retirá-lo e ao dar-lhe a possibilidade de tentar levar o carro ao limite nas últimas voltas.

No cômputo geral, o GP de Abu Dhabi fica marcado claramente pela positiva, tendo em conta o que era expectável à entrada da última prova do campeonato. Acaba por ser uma boa forma de dar por concluída uma temporada que não deixará saudades a ninguém.

chicanegrigDaniel Leites: A estratégia da Mercedes, voltou a ser assunto do dia, novamente com criticas devido a última paragem de Lewis Hamilton ao colocar os pneus macios. Concordou com a estratégia?

mercedesgridAndré Moreira: Tinha dito na edição anterior, que esperava carta branca da equipa para a estratégia de cada um dos pilotos. Na minha opinião, a estratégia era arriscada mas se fosse mudar para os pneus super macios teria provavelmente resultado, como se viu no caso do Grosjean que fez a paragem na mesma altura que o Lewis e ainda subiu umas posições. Nas primeiras voltas com aqueles pneus, o Lewis estava a tirar 1 segundo ao Nico.

chicanegrigDaniel Leites: Lewis, mais uma vez, voltou a questionar na team radio a estratégia de equipa, querendo até ficar em pista, não realizando a última paragem e assim ficar a frente do Rosberg. O que levou o Lewis a não fazê-lo?

mercedesgridAndré Moreira: Simples: Ordem de equipa. Os interesses da equipa vem sempre em primeiro lugar, apesar de achar que houve demasiada protecção ao Nico nestas ultimas 3 corridas de uma forma demasiado clara, precisamente por vermos um Lewis a querer alterar estratégias e a ver o seu pedido ser negado. Tendo em conta que tudo se encontrava decidido, em Construtores e Pilotos, poderia ser mais permissiva. Mas só eles saberão o porquê de não permitir. 

chicanegrigDaniel Leites: O Kimi, voltou a estar num pódio e demonstrou em certas partes da corrida ser o homem mais rápido em pista.

ferrarigridRicardo Ribeiro: Tivéssemos o mesmo Kimi  durante grande parte desta época e o campeonato de construtores não teria sido entregue tão rápido. O Kimi esteve mesmo muito bem este grande prémio, não cometeu erros, como foi comum vê-lo cometer esta época, e esteve simplesmente focado em andar rápido, o que fez com que chegasse a ser o nome do topo da lista de homens mais rápidos em pista. É um prazer vê-lo nesta forma.

chicanegrigDaniel Leites: A corrida do Sebastian Vettel não pode passar ao lado, saiu do 16º posto e acabou no 4º lugar. O Ricardo já o disse em rubricas anteriores que a Ferrari a nível estratégico, subiu uns valentes degraus faca a passado recente, mas a estratégica foi praticamente perfeita, só não foi totalmente porque o alemão não terminou no pódio.

ferrarigridRicardo Ribeiro: Era ouro sobre azul. A estratégia de corrida para os 2 pilotos da Scuderia foi totalmente diferentes, pois tanto um como o outro precisavam de ritmos de corrida diferentes, muito por causa de Vettel precisar de ser mais agressivo por causa das ultrapassagens, e gastar mais pneu, um com stints longos, outro com stints mais curto, mas que na minha opinão resultaram na perfeição, não foram 2 carros no pódio, mas foram 2 carros nos lugares possíveis.

chicanegrigDaniel Leites: O Alonso acabou por ver a sua corrida completamente arruinada, logo na 1º curva, qual é a sua opinião sobre o incidente? O Alonso teceu criticas a penalização que recebeu, dizendo que o drive-through foi injusto porque o embate com o Maldonado só se sucedeu porque recebeu uma “pancada” de outro carro.  Acrescentou ainda que as decisões tem de ser tomadas com mais senso, pois não via a mesma situação a suceder no WEC, Moto GP ou em outras categorias. As criticas são justas?

mclarengridCarlos Ferreira: Imagino o quão frustrante tenha sido para o Alonso toda esta situação. Vê a sua corrida praticamente arruinada na 1º curva, num acidente em que nada podia fazer para evitá-lo e ainda é penalizado por isso, como se não bastasse o prejuízo que já lhe havia sido causado.
As críticas são normais, é o tipo de reação que se espera de um piloto revoltado.

Concordo totalmente com ele quando diz que a F1 devia aprender alguma coisa do WEC e MotoGP, ainda que nem tanto pelo sistema de penalizações.

chicanegrigDaniel Leites: A ideia que Lewis passa e vem passando nas últimas semanas, é a Mercedes no últimos tempos tenta proteger mais o alemão, tomando decisões questionáveis na estratégia em pista. É justo esse pensamento ou não faz sentido?

mercedesgridAndré Moreira: Como respondi anteriormente, sim, é justo pensar nessa protecção. E toda esta conversa só existe, porque de facto, os 3 pedidos de alteração de estratégia do Lewis foram negados em directo. E como dizia Ayrton Senna:”If you no longer go for a gap that existis you’re no longer a racing driver”. Era o que o Lewis pretendia. Deixo para a próxima época o desenvolvimento para uma suposta teoria de conspiração.

chicanegrigDaniel Leites: O Button também teve um incidente nas boxes com o Williams do Bottas, sem culpas para o britânico, estou certo? O Jenson voltou a mostrar excelentes manobras e a conseguir defender-se de ultrapassagens “impossíveis”.

mclarengridCarlos Ferreira: Sim, creio que o Jenson pouco ou nada poderia ter feito. Parece-me que o incidente foi um infeliz lapso da Williams.

Sobre a segunda questão, para além do merecido elogio ao piloto que o Jenson é, importa referir como o carro se comportou nas curvas de Yas Marina, possibilitando conseguir manter por detrás carros muito superiores a nível de motor. Houve uma clara melhoria e evolução do chassis desde o início da temporada, ainda que não seja facilmente perceptível pelas deficiências que se mantêm nas outras áreas e pelas características de alguns traçados.

chicanegrigDaniel Leites: Algo que ficou bem vincado em Abu Dhabi é que a Ferrari conseguiu andar com tempos muito semelhantes a Mercedes, principalmente com os pneus mais duros, nas 45 voltas realizadas com os pneus duros, Kimi apenas perdeu 5,4s para o Rosberg, o que demonstra enorme evolução no monolugar da Scuderia.

ferrarigridRicardo Ribeiro: A evolução em comparação com o ano passado é enorme. Mas já é um dado adquirido que os Ferrari se dão melhor com os pneus mais duros, na minha opinião por causa da menor carga aerodinâmica gerada kit aerodinâmico da Scuderia comparativamente aos Mercedes. Pneus mais suaves, necessitam de carga aerodinâmica para serem eficazes, algo que a Scuderia ainda não conseguiu resolver.

Perder só 5.4s para um Mercedes em 45 voltas, com pneus duros é um muito bom indicador, fossemos mais eficazes com o composto mais mole e a historia era outra…

chicanegrigDaniel Leites: O Fernando Alonso disse via team radio, que ou havia um safety-car ou desistia, foi uma indirecta e uma forma subtil para a equipa fazer algo semelhante a Singapura 08? De forma mais seria, foi falta de profissionalismo?

mclarengridCarlos Ferreira: Não, não acredito que tenha sido falta de profissionalismo nem acho que se deva enfatizar esta questão. Pessoalmente, preferia que não tivesse dito nada, mas é uma situação compreensível. As hipóteses de pontuar eram realisticamente muito reduzidas e havia pouca a fazer.

chicanegrigDaniel Leites: O britânico demonstra estar claramente desconfortável com a situação e o seu colega de equipa não é poupado, quando o Lewis foi questionado face ao rendimento do Rosberg, “Penso que ser Campeão do Mundo é melhor do que vencer corridas…”. Não começa a ser uma ego muito grande de gerir? Ou este tipo de coisas fazem parte?

mercedesgridAndré Moreira: A questão que lhes foi colocada pelo jornalista não é sobre o rendimento, mas sim qual dos 2 ia para o Inverno mais feliz. Como é óbvio, um Campeonato e um Titulo é bastante melhor que ganhar 3 corridas seguidas. A questão dos egos está a ser trabalhada pela equipa, tendo o Wolff já deixado um alerta ao comportamento de ambos, ou 1 poderá sair. O Lewis disse que apesar das divergências, conseguem e tem resultados no trabalho colectivo para a equipa. Pelos vistos isso não chega para a Mercedes, e Nico acaba contrato para o ano, o Lewis em final de 2017. Vamos ver como corre a nova época, mas parece prometer. Em todo o caso, e tivesse de apostar na saída de algum, apostaria na saída do Lewis. Porque já o fez no passado, deixando uma equipa vencedora por uma incógnita(?), e porque tem a coragem para o fazer. O Nico não vejo com perfil para fazer tal coisa. Mas prefiro que fiquem os 2 obviamente. Não tivesse o mercado praticamente decidido em pilotos para a próxima época, e eventualmente poderia esperar algum movimento.

chicanegrigDaniel Leites: De qualquer maneira são 6 poles e 3 vitórias seguidas do Rosberg.

mercedesgridAndré Moreira: A questão das poles já anteriormente o Nico tinha bastantes, nomeadamente o ano passado. Faltava depois a consistência e velocidade em corrida. Desta vez, conseguiu manter o ritmo e foi mais rápido, o que é excelente para ele depois de ter perdido o campeonato. Sinceramente, não consigo perceber se houve quebra do Lewis, se houve boost do Nico. Enquanto interessava e havia algo em jogo, a história foi diferente, e é pena não termos tido a decisão na ultima corrida, tal como na época passada. Mas foi sem duvidas um final de época excelente do Nico.

chicanegrigDaniel Leites: Em Abu Dhabi, algo passou completamente despercebido, mas ambos os pilotos da Ferrari fizeram queixas do Fernando Alonso, por perderem imenso tempo com o mesmo em situação de bandeira azul. Vettel chegou até a fazer uma team radio muito curiosa: “Ele deve-me detestar imenso, não percebo o que se passa de errado com ele. Estou a perder um segundo a ultrapassa-lo.”

ferrarigridRicardo Ribeiro: Alonso deve-se sentir um pouco frustrado. Com certeza deve estar arrependido ter assinado pela Mclaren e deixado a Scuderia para trás. Se antes achava que não tinha carro para competir com os Mercedes, vejamos agora.

Claramente ver o carro que abandonou, a ultrapassa-lo deve-lhe dar dores de cabeça, com isto não quero dizer que ele seja mau piloto, muito pelo contrario, é um  piloto que me agrada, mas que desistiu cedo demais da Scuderia, e esta a ter dificuldades deixar passar o carro que poderia ser dele naquele momento. No fundo, frustação, só.

chicanegrigDaniel Leites: O espanhol, colocou os super soft nas últimas cinco voltas e a equipa deu a autorização para o Alonso andar em full power e a verdade é que o espanhol conseguiu fazer o terceiro melhor tempo em Abu Dhabi, apenas batido pelo Lewis Hamilton e o Vettel.

mclarengridCarlos Ferreira: De realçar que o tempo do Sebastian tinha sido estabelecido três ou quatro voltas antes, com o mesmo jogo de pneus. Esta é mais uma indicação de que a McLaren está longe do abismo que algumas pessoas parecem querer empurrá-la para. Fica demonstrado que, além de um chassis razoavelmente bom, com um motor com um “deployment” igual ao dos seus rivais, teria feito uma época perfeitamente normal e aceitável para um primeiro ano de uma parceria como esta.

A Honda vem dizendo à muito tempo que os problemas estão identificados e as soluções encontradas e que seria impossível poder alterar alguma coisa este ano devido às restrições impostas pelos tokens. O ICE também já é superior ao da Renault (que não foi capaz de evoluir o que quer que fosse do seu motor durante toda a temporada), acreditando nas palavras do Yasuhisa Arai.

Citando Júlio César, só me resta dizer que para a próxima temporada “os dados estão lançados”.

chicanegrigDaniel Leites: Ron Dennis fez uma declaração muito importante e muito dura para com Kevin Magnussen. “Não cumpriu os seus objectivos traçados pela equipa, dizer que não sabia que o seu contrato iria ser renovado é simplesmente ridículo. Ele teve todas as oportunidades, e uma época na F1 com objectivos claros. Não os cumpriu. A carreira estava nas suas mãos mas simplesmente não aproveitou.” Eu diria que com esta declaração o Magnussen jamais irá sentar novamente num McLaren?

mclarengridCarlos Ferreira: Partilho a mesma opinião de que o Kevin não terá novamente uma oportunidade em Woking, assim como acredito que o mesmo se aplique ao Sergio Pérez, por exemplo.

No entanto, se alguém previsse, em 2008, que o Fernando Alonso voltaria a uma McLaren ainda liderada por Ron Dennis seria chamado de maluco. Não obstante, acho que são casos diametralmente diferentes e que a mesma situação não se irá repetir.

As palavras em si são duras e “cruelmente verdadeiras”, se assim o podemos colocar. A partir do momento em que perde o lugar para o Jenson para o 2015 (o que para um rookie não é propriamente o fim do mundo, ainda para mais quando se compete contra um veterano campeão mundial) e é incapaz de atrair para si um forte patrocinador, deixa de ter realisticamente a hipótese de voltar a ser piloto da McLaren. O extraordinário rendimento do Stoffel Vandoorne na GP2 e os dados do simulador (e experiências prévias) que partilharam terão sido analisados e a equipa concluiu que o belga era uma melhor perspectiva do que o dinamarquês.

chicanegrigDaniel Leites: A época terminou, e o Vettel fez a sua época de estreia com a Ferrari. Eu não quero ser indelicado mas fazendo a comparação com a estreia do Alonso na Ferrari, os números são um pouco diferentes. Na época de estreia do alemão na Scuderia, com um carro vice-campeão de construtores, venceu 3 corridas e ficou em terceiro lugar do campeonato. O Alonso,na sua época e estreia na Ferrari, com um carro que terminou no 3º lugar no mundial de construtores, foi vice-campeão e sumou 5 vitórias. Isto quer dizer alguma coisa, ou é incomparável?
Certamente, que o espanhol deixou saudades a Scuderia?

ferrarigridRicardo Ribeiro: Não podemos ver as coisas dessa maneira, por isso acho que é incomparável. Naquela altura tínhamos v8’s, o carro era mais competitivo, e havia mais competição, os pontos eram principalmente distribuídos entre red bull, mercedes, e ferrari, havendo a predominância dos red bull de Vettel e de Webber. Nos tempos que correm, vimos de uma recém introdução de v6’s híbridos, onde nas primeira temporadas apenas uma equipa acertou nos ingredientes. Os outros, uns faltam-lhe motor, outros aerodinâmica, ainda não temos verdadeiramente 2 equipas com uma receita a 100%.

Alonso é um enorme piloto, que na minha opinião não soube esperar, Vettel por seu lado, soube agarrar a oportunidade, ingressou na maior casa da F1.

Se Alonso deixou saudades? Talvez, mas as mesmas foram sendo apagadas pelas boas performances de Vettel. Até acho que Vettel se entrosou melhor na Família Tifosi, Alonso olhava em demasia para o seu umbigo, Vettel é mais humilde, mais ainda assim continuo a achar Alonso um piloto de topo da F1.

chicanegrigDaniel Leites: A Honda poderá fornecer a Suaber em 2017. A suceder é positivo?

mclarengridCarlos Ferreira: Segundo o que li, a parceria com a Sauber, a acontecer, estender-se-ia não só à Honda, enquanto fornecedor de motores, mas também à própria McLaren. A meu ver, a relação entre duas equipas não seria muito diferente do que acontece hoje com a Mercedes ou Ferrari e as equipas a quem fornecem motores.

Na minha opinião, uma futura aliança com a Sauber apenas peca por tardia. 2016 seria um ano em que a parceria seria muito mais proveitosa para a McLaren-Honda do que em 2017. Isto porque o grande objetivo de uma futura parceria seria sempre o desenvolvimento das “power units” japonesas e, creio que, em 2017, o défice de potência (e fiabilidade) entre diferentes fabricantes de motores já estará claramente numa curva descendente e a aerodinâmica voltará a ser o principal elemento diferenciador no grid.

No entanto, ter a Sauber como segunda equipa Honda, além dos óbvios proveitos a nível de dados sobre a “power unit”, ajudará a afastar o interesse da Red Bull em associar-se com os japoneses. A Honda veria também os seus gastos ligeiramente aliviados, ainda que se suponha que a Sauber usufruísse de motores a preço bastante mais baixo do que é normalmente praticado.

Por fim, a Sauber poderia funcionar como rampa de lançamento para os pilotos do programa da McLaren. Caso a dupla Alonso-Button se mantenha para 2017 (o que não sendo muito provável, não é de todo impensável), um lugar na equipa suíça seria uma solução razoável para encaixar o talento do Stoffel Vandoorne onde ele já merecia estar. Este problema de conseguir colocar pilotos do programa de jovens pilotos tem sido, de resto, recorrente nos últimos tempos, como o Kevin poderá testemunhar.
chicanegrigDaniel Leites: E para terminar, numa época tão difícil de digerir para um adepto da McLaren, Vandoorme fez o melhor tempo em dia de testes em Abu Dhabi, certamente que já tinha saudades do lugar mais alto?

mclarengridCarlos Ferreira: Sabe sempre bem, de facto, mas é uma situação de caráter simbólico. O teste apenas se destinava ao desenvolvimento dos pneus da Pirelli e, por isso, nada deve ser extrapolado daqui. As equipas não conheciam as características dos compostos que estavam a utilizar e não conhecemos que cargas de combustível cada carro levava consigo ou como estava a pista quando o melhor tempo foi estabelecido, por exemplo.

De qualquer forma, este ano, estranho seria não ver Vandoorne no 1º lugar de uma tabela.

chicanegrigDaniel Leites: Melhor e pior da semana?

mercedesgridAndré Moreira: A dobradinha mais uma vez como o melhor. Já chega de bater sempre no mesmo restantes “scuderias”. No pior, a penalização ao Alonso, que sofreu um toque e foi tocar no Maldonado. 

mclarengridCarlos Ferreira: Como destaque positivo da semana, além da óbvia felicidade com o encerramento desta temporada horrível para a McLaren, acho importante assinalar o fim das negociações e o anúncio oficial da Renault e Red Bull, respectivamente. A Fórmula 1 precisa de estabilidade e é bom que as negociações tenham chegado a bom porto. O aumento do grid para o próximo ano fica também ele assegurado.

Por outro lado, destacaria negativamente todo o burburinho gerado acerca de um possível ano sabático do Fernando Alonso. Ron Dennis foi claramente mal interpretado e desencadeou-se uma gigante reprodução de notícias, que tinham tanto de incorreto como de inútil. Alguns setores da imprensa especializada parecem desejosos de noticiar possíveis desentendimentos entre Alonso-Dennis mas, para já, creio que isso estará muito longe de acontecer.

ferrarigridRicardo Ribeiro: O melhor da semana para mim é Kimi. Soube deixar as coisas más para trás  e concentrar-se no essencial. Andou rápido, e acabou no pódio bem perto de Hamilton.

O pior para mim foi Maldonado ou “Crashonado” como lhe quisermos chamar. Não sei se é coincidência ou não , mas Pastor Maldonado anda sempre metido em acidentes, parece que tem faro para eles, e aquele acidente depois do arranque do GP de Abu Dhabi foi mais um exemplo disso

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