F1 – Breves

 

Compra da Lotus finalizada dia 16

 

Foto: Facebool Lotus
Foto: Facebool Lotus

Depois do anúncio da decisão da compra da Lotus por parte da Renault, seguem agora as inevitáveis burocracias que deverão ter o seu término no dia 16, data em que se espera que a aquisição das acções da Lotus por parte da Renault fique concluída.

Depois deste processo virá a parte complicada…o pagamento das dividas da Lotus. Os franceses terão de arcar com o pagamento das dívidas que no caso dos impostos devidos à coroa britânica são de 2.7 milhões de libras, sem falar das possíveis dividas a fornecedores. A Renault espera que todas as dividas estejam liquidadas até 31 de Dezembro.

É uma nova vida para a antiga Lotus, agora Renault. Tudo está ainda em aberto e poderá haver surpresas. Carlos Goshn afirmou que só espera que o projecto comece a dar frutos daqui por 3 anos o que mostra que o projecto é para avançar com passos seguros. O chefe da marca apontou para Janeiro próximo o anuncio de parcerias, objectivos e pilotos. Ou seja Joylon Palmer e Pastor Maldonado não estão garantidos para 2016 e não deverá espantar ninguém se um deles ficar sem assento. O dinheiro de Maldonado poderá mais uma vez falar mais alto e com tantas dividas para saldar, os patrocinadores do venezuelano poderão dar jeito nesta fase. Mas a dupla não apresenta garantias e não seria surpreendente que Palmer cedesse o lugar a um piloto com mais créditos.  Esperamos por Janeiro para saber.

 

 

A pareceria Infinity –Red Bull acabou

 

Foto: Facebook Red Bull
Foto: Facebook Red Bull

2016 começa a tomar forma e na Red Bull o processo está encaminhado. Depois do anuncio dos “novos” motores Tag- Heuer, a equipa acaba com a parceira com a marca de carros de luxo da Nissan, que pertence ao grupo Renault. Depois do enorme “bate boca” durante a época de 2015 entre a Red Bull e os franceses, Carlos Goshn aceitou fornecer os motores mas não aceita que a equipa Red Bull tenha qualquer associação com a Renault.

Assim a Red Bull receberá as unidades motrizes da Renault mas com o apoio da Ilmor e de Marco Illien deverão desenvolver os motores de forma diferente da Renault. Desde o início deste ano que a Red Bull pressionou o ingresso de Illien na estrutura da Renautl para melhorar os motores mas a marca francesa sempre colocou entraves as mudanças propostas. Nestes novos moldes suspeita-se que a Red Bull e a Ilmor poderão tentar o desenvolvimento do motor como quiserem e daí a mudança de nome para Tag-Heuer.

O término da relação Red Bull / Infinity é mais uma prova de que a relação com a Renault embora de volta nos eixos não será tão próxima como foi nestes últimos anos, até porque a Renault quer triunfar com a sua equipa.

 

 

Haas aponta para o meio da tabela.

f1-a-visit-with-gene-haas-haas-f1-team-2014-gene-haas-at-the-haas-f1-team-headquarters-inUma postura ambiciosa e até inteligente é o que temos assistido por parte de Gene Haas e da sua recém formada equipa de F1. A vontade da equipa não é de tentar fazer diferente dos outros. O objectivo é aprender o máximo possível a aplicar a fórmula na sua equipa, evitando contratar demasiado staff mantendo as coisas o mais simples possível e não tentar “inventar a roda”.

A parceria com a Ferrari mostra isso mesmo, que a equipa pretende aprender com os melhores e não inventar um método revolucionário.  Para já a Haas quer gastar pouco e fazer as coisas de forma simples e eficaz, uma formula que trouxe sucesso no NASCAR.

Em relação à parceira com a Ferrari, os novos regulamentos vão impedir a livre circulação de dados entre equipas adversárias, o que poderá dificultar a vida da Haas, mas nada que preocupe o director técnico da equipa Gunther Steiner.

lusomotores.com
lusomotores.com

É uma postura interessante e diferente do que se tem visto. A aposta de Gutierrez mostra que a equipa procura alguém que ajude financeiramente e que a parceira Ferrari também foi tida em conta. A aposta em Grosjean foi inteligente. Um piloto bom, com talento mas que dentro de todos os que têm as suas características, era a solução aparentemente mais barata. Hulkenberg e Pérez são pilotos com vínculo à Force India e iriam pedir mais dinheiro e a opção Magnussen não era a mais segura até pela falta de experiência.

A equipa aponta para o meio da tabela neste inicio de percurso que tem um plano a 10 anos. Se será capaz de o fazer é outra história, mas para já a ideia de “gastar pouco e fazer como os melhores fazem” parece uma boa solução para a entrada no mundo ultra-competitivo da F1.

 

 

F1 poderá ser vendida até Março

 

foto: XPB images - chicane motores
foto: XPB images

A CVC, principal accionista da F1 deverá vender a F1 em breve. Pelo menos é esta a ideia da Bernie Eclestone. O todo poderoso da f1 afirmou que espera uma decisão até ao inicio da nova época que tem luz verde em Março de 2016. Assim a F1 poderá mudar de mão novamente. O Preço não está ao alcance de todos (fala-se em 8 mil Milhões de dólares) mas há interessados no investimento. Contudo não se sabe ainda se Bernie irá manter a sua parte das acções ou também irá vender a sua parte.

 

“A F1 será destruída se não avançarmos para os motores independentes”

Bernie Ecclestone faced a fourth day of questioning at the high court.É esta a convicção de Bernie. De há dois meses a esta parte que o supremo da F1 tem batalhado pela regulamentação de motores independentes, mais potentes e baratos que as actuais unidades motrizes. “Algumas pessoas apenas ligam para ver a largada e depois desligam a tv. A F1 tornou-se aborrecida por causa do domínio da Mercedes. Com os novos motores queremos tornar a F1 mais competitiva.”

As discussões sobre os novos motores para 2018 continuam mas é certo que Bernie quer motores mais potentes e mais baratos, defendendo que o público não quer saber como funciona o motor e que está mais interessado em ter batalhas em pista.

“Não podemos deixar que a F1 seja destruída, mas se continuar assim é o que vai acontecer. E eu não vou permitir isso.”

CSrCtTBUcAAsL8QSão palavras fortes do homem que lidera o destino da F1. Criticamos muito Bernie por alguma decisões que tomou mas neste momento temos de estar de acordo com ele. A F1 perdeu ainda mais encanto com a nova era dos V6. 2014 foi um bom campeonato mas 2015 desiludiu. É preciso rever as regras. É preciso pensar de forma diferente. E Bernie está a fazer isso. Esta a querer tirar o poder das grandes marcas. E isso pode ser bom pois pode permitir que equipas como Williams, Force India e agora a Renault comecem a aparecer mais vezes no pódio. O custo da F1 tornou-se insustentável e é preciso cortar nas despesas. Seria bom também que os dinheiros fossem distribuídos de forma mais equitativa mas isso já é outra história.

“A tecnologia não deve ser muito dominante nesse esporte como dependente em grande parte o nosso público. Acho que a maioria de nosso público não está interessado no que os motores corremos . Eles não se preocupam com a nossa tecnologia altamente complexa quer.”

12187651_963481140365042_9056346968599080769_nEste ponto é delicado. A F1 sempre foi velocidade e luta entre pilotos mas também sempre teve uma forte componente tecnológica. Para mim faz todo o sentido que as lutas em pista melhorem e é isso que todos queremos, mas não gosto de pensar que a F1 vai dar um passo atrás na evolução só para garantir isso. É possível fazê-lo sem perder o interesse da parte tecnológica.

As marcas têm agora de fazer uma contra proposta. E se esta não agradar a Bernie e a FIA o que irá provavelmente acontecer é que Bernie e Todt irão tomar decisões unilaterais e por certo passará pelo motor independente, que não agradará às equipas como a Mercedes e Ferrari. As ameaças de saída da F1 serão o prato do dia nessa altura. Tudo depende das propostas das equipas.

 

 

 

Force India prestes a mudar de nome para Aston Martin Racing

 

Foto: Facebook Force India
Foto: Facebook Force India

Já não é novidade mas a mudança ainda não aconteceu. A Aston Martin poderá dar nome a actual Force India. Espera-se que o processo esteja concluído nos próximos 10 dias.

Para a equipa é uma oportunidade única. Se com o nome Force India é difícil de atrair novos parceiros, com o nome Aston Martin a tarefa poderá ser mais fácil. Pelos menos é essa a intenção da equipa. Crescer arranjando parceiro novos. Espera-se que a mudança para o azul e dourado traga mais dinheiro e uma ambição redobrada para uma equipa que mais uma vez esteve muito bem este ano e conseguiu provar que consegue fazer muito com pouco.

 

Fábio Mendes

Um pensamento sobre “F1 – Breves

  1. Pingback: Chicane Motores

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.