CNV – Rafael Lobato faz um balanço positivo de 2015

12241492_10153738220704100_5203593643569304956_nRafael Lobato é cada vez mais um nome a ter em conta no panorama nacional da velocidade. O jovem de Vila Real fez dupla com Pedro Salvador, da equipa Speedy Motorsport, com quem se sagrou vice-campeão, depois de uma última prova recheada de azares. No entanto a dupla liderou o campeonato desde inicio e Rafael Lobato mostrou um andamento muito igual ao de Salvador, reconhecidamente um dos melhores pilotos nacionais. Com mais esta prova de qualidade e talento, Lobato provou àqueles que ainda duvidavam das suas capacidades que já largou o rótulo de esperança, sendo cada vez mais uma certeza.

 

Pedimos ao Rafael para nos fazer um breve balanço de 2015 e para nos dar a conhecer os seus planos para 2016. Ficam aqui as respostas:

 

Que balanço fazes de 2015?

11988354_10153615945234100_208725104577540935_nO balanço que faço é excelente. Terminar o principal Campeonato Nacional de Velocidade no 2º lugar foi muito bom e só o grande azar na última prova impediu que o vencêssemos. Foi uma época muito competitiva e apesar de serem poucos os carros em pista, lutei contra muitos dos melhores pilotos portugueses. Se no ano passado ainda poderia haver quem duvidasse das minhas capacidades, penso que este ano ficaram convencidos.

 

Como foi ter Pedro Salvador como colega de equipa?

10941865_10153698804029100_1357104731300743472_nTer o Pedro Salvador como companheiro de equipa foi uma honra e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade. Fiquei muito contente quando soube do seu interesse em ter-me na estreia da sua equipa e sabia que podia aprender muito com ele e progredir mais rapidamente. No início senti algum receio por entrar num mundo novo e ter que mostrar serviço ao lado de um dos melhores pilotos nacionais mas todos na equipa me puseram à vontade e ficou tudo mais fácil. Também senti que rapidamente a equipa viu que podia confiar no meu trabalho e que eu estava no nível necessário para não os deixar mal. Foi muito fácil trabalhar com eles e acho que funcionámos muito bem como equipa.

 

Como correu a adaptação ao Norma em relação ao Radical?

A adaptação ao Norma foi bastante fácil. Basicamente foi habituar-me ao maior poder de travagem e à maior velocidade de passagem em curva em relação ao Radical. Isso ficou demonstrado logo na primeira prova quando consegui obter a Pole position na minha Qualificação e só me tinha sentado no Norma pela primeira vez, umas horas antes

 

O último fim de semana do campeonato foi muito ingrato para ti. Depois de liderar todo o ano, perder o título na última corrida foi difícil de digerir?

11986503_10153617222294100_2673561881011313330_nÉ óbvio que não foi nada fácil perder na última prova o Campeonato, que liderámos durante grande parte do ano e mais ainda por causa de um problema de caixa de velocidades, que conforme apareceu também se solucionou sozinho algum tempo depois. Infelizmente, já tínhamos perdido muito tempo e não conseguimos recuperar a liderança da prova. Chegámos ao Estoril na liderança, liderávamos a prova nacional e éramos segundos entre 31 carros do VdeV quando a caixa encravou, mas as corridas são assim mesmo e faltou-nos a sorte para acabar em beleza. Gostava muito de ter sido Campeão Nacional novamente e logo no ano de estreia da equipa.

 

Com certeza que foi um ano cheio de aprendizagens, onde evoluíste muito. Sentes que estás mais forte? O que achas que melhoraste este ano?

Correr no meio de pilotos tão fortes como os que este ano alinharam no Campeonato foi muito bom para mim. Sinto que estou mais forte na capacidade de luta, na estratégia de corrida, na gestão de pneus, etc. Fisicamente também tive que me preparar melhor e psicologicamente evoluí muito porque aguentei sempre muito bem todas as pressões e mostrei a mim próprio que tenho qualidades para vencer entre os melhores.

 

Qual foi o melhor e o pior momento de 2015?

11899791_10153550635314100_1185776862285489080_nComo ponto alto tenho que destacar a prova de Vila Real devido ao ambiente que me rodeou, o desafio de um circuito citadino, as vitórias em casa, sentir o carinho das pessoas, ter obtido o recorde da pista e a ultrapassagem que fiz no final da descida de Mateus. Mas poderia referir muitos mais, como o ambiente vivido na Speedy ou o facto de ter alcançado a Pole position em todas as minhas Qualificações, excepto na última prova. O ponto baixo tem que ser a prova do Estoril, em que uma avaria momentânea da caixa de velocidades nos retirou a vitória na prova e no Campeonato.

 

Já testaste os TCR há umas semanas atrás. O que achaste dos carros? Achas que são a opção certa para o CNV?

O teste dos TCR foi curto e numa pista que não deu para perceber tudo o que os carros valem, pois era muito sinuosa. Gostei bastante de conduzir o TCR, apesar das grandes diferenças em relação aos CN. Pareceram-me carros muito equilibrados a curvar e com motores redondos. Tudo se passa mais devagar do que aquilo a que estava habituado, mas é igual para todos. Penso que são uma boa aposta para campeonatos nacionais e para um piloto iniciar uma carreira internacional, pois podem ser usados em muitas competições noutros países. Isso torna-os mais rentáveis para as equipas e com uma boa promoção e estabilidade dos regulamentos, poderão tornar-se atractivos para as marcas, facilitando a manutenção dos custos justos e a entrada de novos pilotos.

 

Quais são os teus planos para 2016? O que gostarias de fazer? Já tens algo definido?

12107278_10153697360899100_4513075325241229060_nOs planos para 2016 são a disputa do Campeonato Nacional de Velocidade num TCR e também começar a fazer algumas provas no estrangeiro, para preparar a internacionalização da minha carreira. A equipa que me acompanha já iniciou este trabalho há algumas semanas e vamos entrar na fase de estudo das propostas e discussão com os patrocinadores sobre as várias hipóteses.

 

Para quando o salto internacional? Já pensas nisso?

Como já disse, conto em 2016 disputar algumas provas internacionais para em 2017 apostar numa carreira no estrangeiro. Vamos ver como corre a próxima época mas hoje em dia, para que isso aconteça, é quase obrigatório o apoio de uma marca pois em Portugal é quase impossível conseguir os patrocínios necessários para dar esse salto. O meu objectivo final é tornar-me piloto profissional e disputar as 24 Horas de Le Mans ao volante de um GT ou Protótipo.

 

Foste muito elogiado pelo teu colega de equipa e pelos teus adversários. A tua postura e o teu talento não deixam ninguém indiferente e já largaste o rótulo de promessa há algum tempo e neste momento o nome Rafael Lobato é uma certeza da velocidade nacional. Achas que conseguiste os objectivos a que te propuseste pessoalmente no inicio deste ano?

11755775_10153505055219100_4793121627348115717_nO reconhecimento do meu trabalho por parte de muitos que andam neste meio é muito importante e deixa-me muito satisfeito e orgulhoso. O meu objectivo principal para 2015 era confirmar e ultrapassar esse estatuto de “promessa” e isso foi totalmente conseguido. Depois da primeira prova, com a rápida adaptação de todos a um carro sem testes e terminado algumas horas antes, comecei a achar que poderíamos ir mais longe. O espírito de toda a Speedy era vencer desde o primeiro dia e não se cansaram de me dizer isso. Depois à medida que fui fazendo voltas no carro e via que o andamento estava lá para poder lutar pelas vitórias com os outros pilotos, fui pensando em vencer. Depois da primeira vitória, o objectivo passou a ser o Campeonato. Foram objectivos traçados por etapas, conforme a minha evolução.

 

 

11755070_10153503012689100_4767479885431038121_nCada vez mais somos fãs de Rafael Lobato. Desde a primeira entrevista que vimos uma postura extremamente correcta e profissional, algo que foi confirmado meses mais tarde em conversa com Pedro Salvador que enalteceu isso mesmo, admitindo ter ficado agradavelmente surpreendido. Este ano Lobato mostrou que tem talento para ir longe. Um jovem de 18 anos com esta qualidade e maturidade não é fácil de encontrar. Tem tudo para brilhar ao mais alto nível, assim os senhores que têm o dinheiro esqueçam um pouco o futebol e apostem neste jovem que tem talento para levar a nossa bandeira longe.

 

Resta-nos desejar muita sorte ao Rafael e que consiga os apoios necessários para conseguir materializar o seu projecto. Esperemos que 2016 seja ainda melhor.

 

 

 

Fábio Mendes

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