O que muda em 2016 no MotoGP?

A FIM (Federação Internacional de Motociclismo) já divulgou os novos regulamentos para a nova época que se avizinha na classe rainha de duas rodas, o MotoGP.

Muitas alterações foram já divulgadas no final da temporada passada (ao público), que culminou com a vitória do mundial de Jorge Lorenzo, outras só foram ainda discutidas e analisadas pelas equipas, pilotos e organização. Certo é, que todas as alterações vão passar à fase prática no mês de Fevereiro, no circuito de Sepang na Malásia.

Mas vamos por partes e explicar as mudanças que serão implementadas:

2210aUnidade de Controlo Electrónico: Todas as equipas vão contar com o EUC e o software desenvolvido pela Magneti Marelli, tudo isto para se controlar a grid no que a potência do motor diz respeito. Esta EUC foi desenvolvida em conjuntos comas as principais equipas, Honda, Yamaha, Ducati. Mas existe um pequeno senão, ou seja, se uma das equipas referidas quiser efectuar alguma alteração, tem sempre que pedir autorização a Magneti Marelli, como, pelo contrário, se a Marelli efectuar alterações as equipas podem usar o direito de veto que lhe assiste.

Classe Open: A classe “open” deixa de existir, assim como todas as facilidades que eram atribuídas a esta categoria. Todas as equipas vão ter acesso aos mesmos pneus e 22 litros de combustível. Excepção só às equipas da Suzuki, Aprilia e KTM (que só entrará em 2017), que obterão alguns benefícios, entre os quais,  poder realizar testes sem limitação de tempo equiparado aos ditos “pilotos oficiais” e contar com nove motores por piloto durante o ano.
Honda, Ducati e Yamaha, só podem ter sete motores ao longo do ano e o mais importante, os pilotos têm somente cinco dias de testes.

Pneus: Uma das partes mais importantes para esta temporada de 2016 do MotoGP. Desde já a mudança de pneus, que passou de Bridgestone para Michelin. O tamanho dos aros, passaram de 16.5 polegadas para as 17. Além dos pneus slick e chuva, a Michelin irá ter também um outro tipo de pneu que transformará a condução dos pilotos em pistas molhadas que estejam prestes a secar (um novo pneu intermédio). A quantidade de pneus disponíveis para cada piloto aumenta também, sendo agora 10 pneus para a frente e 12 para trás entre compostos para piso seco e 7 pares de pneus de chuva para a frente e três pares de pneus .

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fonte: Moto Channel Brazil

“Regra Rossi”: Muita tinta correu no final da temporada passada, com o castigo a Valentino Rossi. Devido a controvérsia que deu a FMI decidiu alterar as regras relativamente as penalizações.
Vamos dar um exemplo: Valentino Rossi foi penalizado em três pontos mais um ponto que já trazia do grande prémio de Misano, como consequência, o italiano largou do fundo do grid. Duas penalizações idênticas ou penalizações que ultrapassassem os três pontos, acontecia o sucedido, largada do último lugar do pelotão. Para inverter isto e resolver esta questão, a FIM decretou que os pilotos não podem atingir  duas penalizações iguais até atingirem 10 pontos de penalização, altura que a contagem regressará novamente a zero.

Parecem alterações bastante positivas principalmente para o espectáculo a que o MOTOGP nos têm vindo habituar. Esperemos um ano novo de luta intensa mas cordial. Está quase aí à porta caros “aficionados”.

Ricardo Fontelas

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