F1 – Grande Circo? Agora percebemos porquê!

Se tiverem ideias de convencer algum amigo a começar a seguir a F1 esperem mais uns dias. É que se começar agora das duas uma, ou desiste sem ver a próxima corrida, ou vai confundir isto com uma série de humor. Para nós, que já seguimos isto há mais algum tempo é triste. Muito triste.

 

10348275_1036491713063984_4568010576493221304_nDepois de termos visto como funciona o novo sistema de qualificação em pista, pudemos chegar a uma conclusão unânime… Assim não! Se a Q1 e a Q2 foram aceitáveis (do ponto de vista de quem quer misturar um pouco as coisas) a Q3 foi um triste espectáculo para quem seguiu e em nada dignificou a história da F1.

O Mea Culpa foi feito minutos depois, com os chefes de equipas a pedirem desculpa aos fãs pelo que tinham acabado de ver. As palavra de Horner resumem bem o que se passou. No dia seguinte veio a noticia que o formato de 2015 seria retomado já no Bahrein, depois de uma reunião com Charlie Whiting e as equipas. E as coisas pareciam bem encaminhadas.

No entanto Jean Todt e Bernie Ecclestone fizeram marcha atrás e impediram que a qualificação fosse descartada. E então ai as coisas complicaram-se e foi preciso partir para um entendimento para que a nova qualificação fosse revista e aprovada por unanimidade. A ideia passava por usar a Q1 e a Q2 com o sistema que foi usado em Melbourne e usar o “método antigo” para a Q3. Esta era a proposta que mais consenso reunia… mas a unanimidade necessária para a alteração não foi atingida e como tal, teremos de ver novamente a qualificação nos moldes que vimos no último fim de semana.

Um espectáculo vergonhoso é o que assistimos nos últimos dias na F1. No dia seguinte aos pilotos terem pedido que se mudem a forma como se decide e que se pense acima de tudo nos interesses da F1 em vez dos interesses pessoais, deparámo-nos com mais esta inacreditável situação. Teremos um formato de qualificação que não premeia os mais rápidos, que ninguém gosta, mas que mesmo assim será usado mais uma vez.

A ideia da qualificação é encontrar o mais rápido. Com esta qualificação isso nem sempre é possível. E se usamos o nº de poles para definir a rapidez de um piloto, como poderemos nós usar essa “medida”no futuro se esta qualificação se mantiver? Será que vamos chegar ao ponto de dizer “Ah o Verstappen até que era mais rápido mas foi o Wehrlein que fez mais poles porque a equipa pensava melhor a estratégia”? É isto que queremos?

rosberg australiaAlém disso, como é possível andar constantemente a mudar regulamentos e procedimentos? No desporto que mais génios consegue juntar, é irónico que se tomem decisões que até o mais distraído dos fãs discorda. Os avanços e recuso nas restrições das comunicações rádios são outra anedota de gosto duvidoso. Mas esta da qualificação é de levar as mãos à cabeça. Decide-se um mês antes do inicio da época, já com pneus “encomendados” a pensar no método de qualificação antigo, sem certezas de que vá resultar. Se queria implementar isso faziam os estudos necessários, ouviam as equipas e se fossem preciso testavam em pista como fizeram com o Safety Car Virtual. E depois de tudo testado implementava-se em 2017. Agora em cima do joelho como se de uma competição amadora se tratasse não!

A F1 está numa fase má por culpa apenas e só de quem manda. Todt, Bernie e as equipas… todos têm culpa e merecem ser apontados como culpados pelo actual estado do desporto.

 

Fábio Mendes

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