WEC – As equipas, pilotos e carros dos LMP1 (não-híbridos)

Terminada a sessão de testes em conjunto do FIA World Endurance Championship e depois de termos revisto os pilotos e os carros da subclasse híbrida dos LMP1, é tempo de analisar as equipas privadas que compõem os P1.

Para além de analisarmos os line up’s da Rebellion Racing e da ByKolles Racing, temos de rever uma reunião importante que aconteceu durante os testes do fim de semana passada, entre o ACO, as duas equipas privadas e elementos da Onroak Automotive, Oreca, SMP Racing, Strakka Racing, AER, Gibson e Judd.

O problema analisado nesse encontro, e que dura desde a corrida do Bahrain do ano passado, é que para o ACO as equipas privadas nos LMP1 são importantes, mas os custos para essas equipas são enormes, para além de dificultar a entrada de novas equipas nessa subclasse. Os relatos da reunião, dão-nos conta de que foram analisadas 8 áreas importantes para o desenvolvimento dos não híbridos e que o ACO ficou responsável por responder a essas questões o mais rápido possível, tendo como prazo limite o final desta semana.

Uma das grandes questões dos privados está relacionada com os motores. Em 2017 os LMP2 utilizarão motores Gibson V8 de 600CV, mais 100cv que actualmente, receando-se que se nada mudar, os LMP2 de 2017 possam ser mais rápidos que os LMP1 não híbridos. A solução apresentada pelo site dailysportscar.com, passa pela utilização dos motores V6 da Cosworth que equipavam o agora extinto programa LMP1 da Nissan. No final da semana teremos notícias, não só da unidade motriz como também, com outras mudanças que podem ocorrer, como a introdução de um DRS nos P1 privados.

2016

Rebellion Racing: Line Up electrico!

Rebellion R-One AER #12 Nicolas Prost, Nick Heidfeld, Nelson Piquet Jr (Rds 1-3), Mathias Beche (Rds 4-9)
Rebellion R-One AER #13 Matheo Tuscher, Dominik Kraihamer, Alexandre Imperatori

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foto: Rebellion Racing

A tripulação do Rebellion #12 até pode ter experiência com carros eléctricos, mas vão contentar-se a estar ao volante de um protótipo com um V-6 GDI da AER. Os pilotos Nicholas Prost, Nick Heidfeld e Nelson Piquet Jr., costumam ser adversários nas corridas de Fórmula E, no entanto nas 3 primeiras rondas do WEC terão de lutar juntos pela melhor posição possível.  Se a Rebellion é a equipa campeão dos P1 nos privados, deve bastante ao excelente line up que apresenta. Heidfeld, Prost e Beche têm muita experiência no endurance e trazem regularidade a uma excelente equipa. Sem querer tirar mérito a nenhum dos outros pilotos, mas Nick Heidfeld, na minha singela opinião, é um dos melhores pilotos no activo, que por onde passa deixa uma boa imagem. Já o acompanho desde a F1, onde ninguém parece o conhecer, com muita pena minha, no entanto, o campeonato do Mundo de resistência fica a ganhar com a presença pilotos como o alemão.

Para além de Nelson Piquet Jr., a escuderia suíça não trouxe mais nenhum piloto, contando nos seus quadros com duas tripulações muito experientes. São pilotos suficientes para rentabilizar o investimento da Rebellion.

Para além dos bons pilotos que vão assegurar a condução dos dois R-One AER da equipa suíça, a estrutura da equipa é muito bem conseguida, que remonta ao ano de 2004 quando iniciaram as competições. O facto de não terem quase concorrência na subclasse dos P1 não híbridos, não faz com que as conquistas dos suíços sejam menorizadas, pelo contrário, a Rebellion pode ser o exemplo de como as equipas independentes podem pisar os calcanhares das poderosas equipas de fábrica no WEC, se as condições para novas entradas forem melhoradas, como já vimos na introdução acima.

ByKolles Racing: Cimentar a fiabilidade

CLM P1/01 AER #4 Simon Trummer, Pierre Kaffer, Oliver Webb

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foto: Rebellion Racing

A ByKolles deveria ser conhecida por todos os portugueses… Tiago Monteiro pilotou o carro da equipa na edição passada das 24h de Le Mans. Para este ano falou-se que a equipa tinha construído dois chassis, um deles para “alugar”, mas se houve interessados nãos se soube, porque apenas um carro está inscrito no campeonato do Mundo.

O desenho aerodinâmico do CLM P1/01 AER é básico, mas um novo pacote aerodinâmico pode trazer boas corridas à equipa, no entanto em relação à Rebellion, a ByKolles teve um problema que a equipa suíça não teve: falta de fiabilidade. Vamos ver como corre 2016, com algumas mudanças que a equipa operou no chassis.

A equipa tratou também de se reforçar e nada mais nada menos, que com o campeão do ELMS de 2014, Oliver Webb. O britânico junta-se a Simon Trummer (que não esteve presente no teste de Paul Ricard devido a uma lesão que o obrigou a uma cirurgia) e a Pierre Kaffer, piloto ligado à Audi.

Para já, e tendo como base os tempos do teste da semana passada, a ByKolles ainda está um passo atrás em relação à Rebellion, mas se se confirmar a mudança das regras para os privados no WEC, a equipa poderá ter uma nova oportunidade.

Pedro Mendes

 

 

 

 

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