Verizon IndyCar Series – Desert Diamond West Valley Phoenix Grand Prix

O campeonato IndyCar Series fez a segunda corrida da temporada, e a primeira em 2016 numa oval, que foi a oval de Phoenix, que não recebia a IndyCar desde 2005 (na altura recebeu a Indy Racing League).

Hélio Castroneves (#3) fez a pole position e Tony Kanaan (#10) fez o segundo tempo, fazendo uma primeira linha da grelha brasileira. Na segunda linha ficaram Juan Pablo Montoya (#2), o vencedor em St. Petersburg, e Charlie Kimball (#83), a fazer uma boa qualificação.
Esta prova também marcou o início do campeonato para Will Power (#12), agora recuperado dos problemas de saúde que o obrigaram a falhar a prova de St. Petersburg. Power qualificou-se no 9º lugar e sabe que, para chegar ao título este ano, vai ter que fazer um esforço extra para recuperar pontos perdidos.

Na partida, Castroneves teve imensa pressão, sobretudo por parte de Kanaan mas conseguiu aguentar-se na liderança.
Ryan Hunter-Reay (#28) estava em brasa e ganhou cinco posições na primeira volta, passando de 12º para 7º.

Nas primeiras voltas, Castroneves era muito pressionado por Kanaan, mas Montoya estava também com ideias de chegar à liderança. Montoya aumentou o ritmo e passou Kanaan na volta 24.

Castroneves liderou até à volta 40, quando sofreu um furo no pneu dianteiro-direito. O brasileiro perdeu duas voltas e caiu para o 22º e último lugar. Montoya era o novo líder.

Na volta 50, Luca Filippi (#19) foi passado por Castroneves, que se tentava desdobrar e o italiano foi obrigado a subir para a parte suja da pista e fez um pião na curva 1, originando a primeira situação de bandeiras amarelas.
Todos pararam e foi Montoya a sair primeiro, seguido por Scott Dixon (#9), que subiu de 4º para 2º, Kanaan e Will Power, que subiu cinco posições.
Josef Newgarden (#21) teve uma paragem para esquecer. Parou demasiado afastado do muro e o mecânico não conseguia conectar a mangueira de reabastecimento, perdendo algum tempo.

Recomeço na volta 65. Montoya arrancou bem e não deu hipótese a Dixon.

A situação de corrida manteve-se estável até à volta 97. Aí, Juan Pablo Montoya sofreu uma falha igual à de Hélio Castroneves, no pneu dianteiro-direito. O colombiano manteve o controlo do carro e parou nas boxes, perdendo duas voltas e caindo para o 20º lugar.
Com os azares dos homens da Penske, Scott Dixon passou a ser o novo líder nesta corrida, e era seguido de perto por Tony Kanaan, o seu companheiro de equipa na Chip Ganassi.

As paragens em bandeira verde iniciaram-se na volta 117. Três voltas depois, e ainda com vários pilotos sem terem parado, Carlos Muñoz (#26) ficou parado em pista depois de ter dado um toque no muro que danificou a sua suspensão.
Dixon foi o primeiro a sair das boxes, mas Kanaan perdeu uma posição para Power após uma paragem mais lenta.
Um dos perdedores nesta bandeira amarela foi Ryan Hunter-Reay, que caiu de 3º para 11º, por ter parado antes da bandeira amarela.

Bandeira verde na volta 133, com Dixon no comando, mas uma volta depois, na curva 1, Josef Newgarden tenta passar Charlie Kimball, fica sem espaço e toca em Kimball, que faz um pião. Bandeira amarela. Ambos pararam para efetuarem reparações rápidas.

Mais um recomeço na volta 143, com Dixon sempre na frente de Power, e mais atrás, Graham Rahal (#15, que já tinha recuperado de 19º para 6º, tentava passar Ed Carpenter (#20) mas foi surpreendido por Max Chilton (#8) que, apesar de estar a fazer a sua estreia em ovais na IndyCar, aproveitou para subir ao 5º lugar.
Duas voltas depois, Sébastien Bourdais (#11) estava num duelo com Juan Pablo Montoya mas subiu demasiado nas curvas 3 e 4 e foi dar um ligeiro toque no muro. Apesar de Bourdais ter mantido andamento, a bandeira amarela foi novamente mostrada.

Nova bandeira verde na volta 153, e houve muitas mexidas no meio do pelotão, com Hunter-Reay a fazer mais um belo arranque, a passar de 8º para 5º, mas na frente tudo se mantinha na mesma.

O momento chave na corrida iniciou-se na volta 193, com mais uma ronda de paragens em bandeira verde. Ryan Hunter-Reay e Tony Kanaan já estavam nas boxes quando saiu a bandeira amarela. Ed Carpenter (#20) desviou-se de Montoya na curva 4, subiu demasiado na pista e bateu forte no muro.
Os líderes pararam e, mais uma vez, Dixon saiu na frente e, do nada, Simon Pagenaud (#22) subiu ao 2º lugar, com Power a cair para 3º. Na sua paragem, Power chegou a dar um toque num dos seus pneus.
Com muito prejuízo por terem parado antes da bandeira amarela, Kanaan caiu para 10º e Hunter-Reay, novamente com azar, a cair para 15º.

 

O recomeço da corrida foi dado na volta 210 e, mais uma vez, Dixon não deu hipóteses, deixando Pagenaud sem resposta, apesar de se ter mantido perto da traseira do neozelandês.

Os dois perdedores na bandeira amarela vinham na ofensiva. Em 20 voltas, Tony Kanaan subia até ao 4º lugar e Ryan Hunter-Reay em 8º, mas um erro na curva 4, na volta 243, que incluiu um ligeiro toque no muro, fê-lo cair para 10º.
O pedaço da asa de Hunter-Reay fez sair a bandeira amarela na votla 249, a apenas uma do final, e a corrida terminou logo a seguir.

Scott Dixon assinou a sua primeira vitória da temporada, e a 39ª da carreira na IndyCar. O neozelandês aproveitou bem os problemas da Penske com os pneus e dominou a corrida para uma vitória bem merecida.

Simon Pagenaud andou discreto e apareceu na dianteira já na segunda metade da corrida para terminar em 2º, com Will Power a abrir a sua conta de 2015 com o 3º lugar, e aguentou bem a pressão de Tony Kanaan, que certamente sentiu que poderia ter sido melhor do que o 4º lugar.

Graham Rahal fez uma bela recuperação. O vice-campeão de 2015 arrancou de 19º e finalizou a corrida no 6º lugar, na frente de Josef Newgarden, que teve uma corrida com vários contratempos.
Max Chilton andou muito bem nesta oval e terminou num excelente 8º lugar, com Juan Pablo Montoya em 9º, a recuperar as voltas de atraso mas já numa fase muito tardia da corrida, e Ryan Hunter-Reay em 10º, com Hélio Castroneves a não ir além do 11º lugar, também ele a recuperar as voltas perdidas demasiado tarde.

indy

 

A próxima corrida será nas ruas de Long Beach, na Califórnia.

Jorge Covas

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