CAVR: “2015 foi um ano platina”

O nosso intuito ao abordar o Clube Automóvel de Vila Real era de ficar a conhecer os melhores registos no Circuito Internacional de Vila Real. Saímos 2h mais tarde, com uma bela conversa no “papo”, onde pudemos fazer uma pequena avaliação de como foi o último ano para o Clube, um dos poucos a nível internacional a ter 2 mundiais na “carteira” (o WRX em Montalegre e o WTCC no Circuito de Vila Real). Este é um pequeno resumo da bela conversa com Jorge Fonseca, o Presidente do CAVR, Eduardo Ferreira, responsável pela segurança de todas as provas do Clube e António Pureza, Vice-Presidente do CAVR,  e que são dois dos maiores responsáveis desportivos pelo World Rallycross Championship em Portugal.

Para Jorge Fonseca, o presidente, o “ano de 2015 não foi de ouro. Podemos dizer que 2015 foi um ano de platina, porque para um Clube com a envergadura como o CAVR, numa cidade que adora o desporto motorizado, fazer duas provas mundiais, transcendeu aquilo que o Clube estava habituado.” As oportunidades foram aparecendo é certo, mas como no caso do WRX, o Clube estava pronto para o que ia enfrentar.

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foto: Duarte Pinto

Um dos maiores problemas que Clube enfrenta actualmente é a falta de pessoas, mesmo com um aumento de membros nos últimos tempos. “Se para organizar Montalegre, conseguimos com os membros do Clube organizar com alguma facilidade, para o WTCC só conseguimos preencher todos os postos do circuito com a ajuda dos clubes amigos, que nos vêm ajudar. Todos os clubes que se dedicam à velocidade, vieram ajudar-nos”. É agora preciso, para Jorge Fonseca, entrarem urgentemente mais pessoas para ajudar o Clube, se calhar até mesmo alterar os estatutos para possibilitar o aumento dos membros da Direcção, que actualmente são apenas 5 pessoas.

No Circuito são mais de 30 postos espalhados por quase 5 Km de pista, quando trabalham no Clube apenas cerca de 40 pessoas. “Para dar uma ideia, na equipa médica são cerca de 17 médicos, mais o resto da equipa. Em cada um dos postos temos 1 bombeiro e 3 ou 4 comissários, em cada sector temos equipas de intervenção onde temos meios pesados. É uma estrutura muito grande e a trabalhar todos os dias para essa organização, dentro do clube, são 7 ou 8 pessoas.”

Durante as provas no Circuito de Vila Real tudo tem de ser gerido ao pormenor, como é o caso dos horários das corridas. “Num circuito citadino a probabilidade de um acidente é maior e retirar os carros de pista também demora mais.” Outra agravante é o horário do WTCC  que tem de ser cumprido, devido às transmissões internacionais. “Pode-se dar o caso de ter de interromper uma prova do nacional para entrarem em pista os WTCC. Todos os pilotos nacionais sabem que estão reféns dos horários do WTCC.”

Mas o encanto por competir em Vila Real é grande, tão grande que “já existem listas de espera para competir aqui. E a inscrição para competir cá é mais cara que nos outros circuitos.”

A conversa ainda continuou durante muito mais tempo, mas para falarmos sobre a ronda inaugural do WRX em Montalegre, uma das provas que mais orgulho traz ao Clube. Essa conversa, reproduziremos noutro dia.

Resta-nos agradecer ao CAVR pela abertura que tem sempre para connosco e dar os parabéns aos homens e mulheres que ajudam ao desenvolvimento do desporto motorizado em Portugal…sem eles só víamos futebol!

Pedro Mendes
Fábio Mendes
Ricardo Fontelas

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