F1 – GP da China: Qualificação

Depois de uma FP3 bastante encharcada (onde Vettel foi o mais rápido) chegou a hora da qualificação. Houve muitos motivos para discussão depois de na FP1 terem acontecido 2 rebentamentos de pneus, na Williams e na Renault (sem culpa para a Pirelli), o que trouxe à baila a pressão dos pneus, que segundo Grosjean era demasiado alta, diminuindo a aderência dos carros e atirando os tempos para longe do que se fez em 2015, mesmo com carros mais rápidos.

Outra novidade era o regresso de Alonso, que mesmo com algumas dores iria participar no fim de semana que prometia pontos para a McLaren.

Por fim a antiga qualificação regressou. A decisão que todos queriam chegou depois das equipas baterem o pé à FIA e a FOM. A decisão acertada até chegar outra ideia peregrina que vai querer mudar tudo e estragar o que está bem. Hey é F1, já sabemos como funciona.

 

A Q1 começou com um Manor a ir contra as protecções. Não foi Haryanto, mas sim Wehrlein que sofreu por seu corajoso. A pista apresentava-se maioritariamente seca mas havia partes molhadas e na recta da meta havia uma zona molhada que coincidia com uma lomba. Como o alemão tinha o DRS ligado, o carro perdeu a carga aerodinâmica atirando Pascal contra os muros e levando a mostragem de bandeiras vermelhas que demoraram muito a desaparecer. Os comissários tiveram dificuldade em retirar o carro (já não é a primeira vez na China) e porque quando há um acidente os chefes ficam extra cuidadosos, tentaram secar as partes da pista que estavam molhadas.

Mas foi em boa hora que este incidente aconteceu para Hamilton que estava com problemas no motor na sua primeira volta lançada. Ele que terá uma penalização de 5 lugares para amanhã devido à um problema na caixa de velocidades. Não que estivesse irremediavelmente estragada, mas a Mercedes detectou que a caixa não iria durar as 5 corridas que tem de durar e escolheram a pista chinesa para servir a inevitável penalização. O que terá sido um problema no sistema híbrido, atirou Lewis para o último lugar do grid. Vai ser um domingo complicado para o britânico.

 

Os Ferraris foram os mais rápidos nesta sessão que viu “cair” Magnussen, Gutierrez, Palmer e Haryanto, naquela que foi uma péssima sessão para a Renault, para além de Wehrlein e Hamilton pelos motivos acima referidos.

 


Na Q2  Rosberg estava à vontade para fazer um tempo suficiente para passar à Q3 com os macios e assim fez, enquanto os Ferraris usaram os super-macios e a Red Bull apresentava-se no top5 com Ricciardo. A pouco menos de 2 minutos do final da Q2, Hulkenberg viu a roda dianteira esquerda soltar-se do carro obrigando a mostragem de bandeiras vermelhas, acabando prematuramente com a Q2 atirando para fora da Q3 Massa, Alonso, Button, Nasr e Ericsson. Mais uma vez a McLaren fora da Q3 quando poderiam tê-lo feito. O azar também não ajuda a McLaren que tinha hipóteses de passar à Q3.

 

Na Q3 Rosberg começou a mandar na sessão fazendo o melhor tempo, mas Raikkonen colocou a pressão no alemão fazendo o melhor tempo a meio da sessão. Vettel ficava na box e ia tentar uma volta “à Senna”… uma única tentativa para conseguir a pole. Na última volta lançada Rosberg tratou de dar uma palmada na concorrência fazendo uma volta 0.5 seg mais rápida que a de Kimi. Vettel com um par de erros teve de se contentar com o 4º lugar, Kimi  não conseguiu melhorar o seu registo e surpresa das surpresas… Ricciardo conseguiu o 2º lugar. Uma volta espectacular do australiano coloca a Red Bull num inesperado 2º lugar.

 

 

A Ferrari poderia ter conseguido ganhar vantagem, pois sem Hamilton a pressionar na frente, a Scuderia poderia ter conseguido uma pole. Além disso, usaram os super-macios na Q2 e terão de começar a corrida com esses pneus o que os vai obrigar a vir à boxe mais cedo, enquanto Rosberg vai poder fazer um stint mais longo com os macios. Se o alemão largar na frente será muito dificil tirá-lo da liderança.

A Mercedes com uma pole e um problema de ERS teve uma sessão mista. Hamilton terá muito trabalho para chegar ao pódio e Rosberg, com a 4ª pole na China e a primeira de 2016 continua a acumular confiança.

A Red Bull ainda deve estar a tentar perceber o que aconteceu... Mas é simples, é tudo culpa de Ricciardo e do excelente chassis de Newey e companhia. O australiano voltou ao nível de 2014 e está a mostrar que o porquê de ser considerado um dos melhores do grid.

Destaques para a Force India que voltou ao top10, mesmo com o problema de Hulkenberg; a Toro Rosso que está firme no top 10 e que poderá ganhar muitos pontos amanhã e a Sauber que mesmo com tantos problemas fez uma qualificação muito positiva. A grande desilusão foi a McLaren que não teve hipótese de lutar pela Q3, a Renault de quem se esperava pelo menos chegarem à Q2 e a Haas que não se deu bem com os ares da China e tem sentido muitas dificuldades na afinação do carro.

O “velho” formato da qualificação foi emocionante e mais simples de seguir. A melhor decisão na F1 há já algum tempo foi este regresso a um formato que funciona e traz emoção e onde podemos apreciar uma volta completa dos pilotos sem estarmos sempre a olhar para o relógio.

 

Resultado da qualificação:

 

 

Fábio Mendes

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