F1 – 2016 Formula 1 Pirelli Chinese Grand Prix

A Fórmula 1 viajou até Xangai, na China para realizar o terceiro Grande Prémio da temporada de 2016.

Para este fim de semana as novidades eram o regresso de Fernando Alonso (#14) aos comandos do seu McLaren Honda, depois de ter estado de fora no Bahrain por precaução, apesar de ainda sentir dores e, depois de muita resistência por parte de pilotos e equipas, a FIA cedeu e o sistema de qualificação usado no ano anterior, e que vigorava desde 2006 foi reintroduzido.

Os treinos livres ficaram marcados por vários furos, com Felipe Massa (#19) a sofrer dois no seu Williams Mercedes e Kevin Magnussen (#20) a sofrer um no seu Renault, deixando os resposáveis da Pirelli com os cabelos em pé.

O fim de semana para Lewis Hamilton (#44) foi muito atribulado. Uma troca na caixa de velocidades deu-lhe uma penalização de cinco lugares mas problemas mecânicos na qualificação deixaram o campeão do mundo sem tempo e a partir do 22º e último lugar da grelha, e com um novo motor no seu Mercedes-Benz.


Nico Rosberg (#6) fez uma grande volta na qualificação e assinou a pole position, deixando assim um Mercedes-Benz na frente, e outro na traseira. O alemão bateu Daniel Ricciardo (#3), que qualificou-se muito bem com o seu Red Bull Tag Heuer, no 2º posto, batendo os Ferrari de Kimi Räikkönen (#7) e Sebastian Vettel (#5).

Na partida, Rosberg foi batido por Ricciardo, que fez um arranque perfeito e saltou para a liderança da corrida. À entrada da curva 1, Räikkönen bloqueou rodas para evitar Rosberg e foi para o exterior da curva, Daniil Kvyat (#26) colocou o segundo Red Bull pelo interior da curva e tocou em Vettel, que por sua vez foi tocar em Räikkönen. Resultado: Vettel com danos ligeiros na asa dianteira caiu para 8º, Räikkönen partiu a asa e foi para as boxes, ficando em 19º. Kvyat escapou incólume.

O drama não acabou aqui porque Lewis Hamilton tocou no Sauber Ferrari de Felipe Nasr (#12) e partiu a sua asa dianteira, caindo para 21º, apenas à frente de Romain Grosjean (#8), que também partiu a sua asa num toque com o outro Sauber de Marcus Ericsson (#9).

Na volta 3, Rosberg usou com bom efeito o DRS e passou Ricciardo na reta oposta. Ao mesmo tempo o australiano sofreu um furo no pneu traseiro esquerdo que o atirou para o 17º lugar.

Com muitos detritos em pista o Safety Car foi chamado a intervir nesta prova. Isto iniciou uma corrida às boxes. Exceto Rosberg e Felipe Massa (#19), todos pararam e, exceto Vettel, que colocou de novo super macios, o pelotão optou por pneus macios, mas para muitos pilotos a entrada e saída das boxes deixou a desejar, com alguns bloqueios e saídas inseguras. Vettel foi mais inteligente e passou dois carros à entrada das boxes, e aí aproveitou para trocar a sua asa. Assim caiu para 15º.

A corrida recomeçou no final da volta 8. Rosberg liderava Massa, Fernando Alonso e o surpreendente Pascal Wehrlein (#94) em 4º, por breves instantes.

Rosberg começou a construir uma boa vantagem para Massa, e mais atrás a corrida estava interessante com Vettel, Ricciardo, Räikkönen e Hamilton a recuperarem posições. Deste quarteto, o alemão estava a recuperar mais depressa, chegando ao 5º lugar na volta 13. Por esta altura, Ricciardo era 11º, um lugar à frente de Hamilton, enquanto que Räikkönen tinha mais dificuldades, em 15º.
Entretanto, Kvyat já se tinha livrado de Massa e o russo colocou o seu Red Bull no 2º lugar.

Vettel parou na volta 18, colocando pneus macios. Duas voltas depois, Kvyat e Massa pararam. O Red Bull saiu mesmo à frente do Ferrari, que por sua vez saiu na frente do Williams Mercedes e ganhou uma posição.
Rosberg, esse, estava impeturbável, parando na volta 21 e mantendo pneus macios, o mesmo tipo com o qual começou a corrida, e fez o suficiente para se manter na liderança, com 12 segundos de vantagem para Kvyat, 2º, e Vettel, 3º.

Kvyat estava a fazer uma bela corrida e conseguia manter Vettel a pouco mais de um segundo de distância, impedindo o uso do DRS. A situação manteve-se estável até à volta 36, quando ambos pararam, colocando pneus macios. Na volta de saída Vettel atacou ao máximo e ficou suficientemente perto para poder usar o DRS na reta oposta, e não perdeu a oportunidade para subir ao 2º lugar.

Rosberg também fez a sua última paragem na volta 37, agora colocando pneus médios, e o alemão continuava extremamente rápido no seu Mercedes-Benz.

Mais atrás, Hamilton, que tinha parado na volta 31 para colocar pneus médios, recuperou de 14º para 6º, e conseguiu superar Ricciardo e Räikkönen quando estes fizeram uma paragem na volta 38, com Ricciardo a apostar em pneus médios e Räikkönen em macios.
O britânico deixou Bottas para trás na volta 40, subindo ao 5º lugar, e Ricciardo passou o finlandês para o 6º posto.

Passar Felipe Massa revelou ser mais difícil para Hamilton, e isto abriu uma janela de oportunidade para Ricciardo, que sabia que tinha que fazer bom uso dos pneus mais novos. Ricciardo deixou Hamilton para trás na curva 4 e passou Massa na reta oposta, tudo na volta 43, subindo ao 4º lugar.
Massa continuava a ser um osso duro de roer. Após uma tentativa falhada, Hamilton foi passado por outro carro. Desta vez foi Räikkönen, que se aproximou perigosamente a partir da curva 10 e usou o DRS na reta oposta. Uma volta depois, Räikkönen deu o mesmo tratamento a Massa e subiu ao 5º lugar.

Até ao final uma nota para Valtteri Bottas, que não conseguiu segurar os dois Toro Rosso Ferrari na sua traseira, e o finlandês caiu para 10º.

Nico Rosberg, na corrida em que bateu o recorde de arranques consecutivos na Fórmula 1, com 188, continuou a sua senda perfeita de resultados. Esta foi a sua terceira vitória em três corridas, e leva já 75 pontos na tabela classificativa. Neste momento, o seu rival mais direto é Lewis Hamilton, com 39 pontos, já a 36 de distância.

Sebastian Vettel fez uma excelente recuperação depois do seu acidente e levou o seu Ferrari ao 2º lugar, a uns distantes 37 segundos de Rosberg, com Daniil Kvyat a terminar em 3º, no seu primeiro pódio desde o Grande Prémio da Hungria de 2015.

Daniel Ricciardo sentiu que poderia ter ido mais além do 4º lugar, Kimi Räikkönen fez os possíveis para chegar até ao 5º lugar, quase do final do pelotão, Felipe Massa foi 6º e bateu Lewis Hamilton, que teve um último turno frustrante e não foi além do 7º posto, perdendo muitos pontos para Rosberg.

A fechar os 10 primeiros ficaram Max Verstappen (#33), Carlos Sainz, Jr. (#55) e Valtteri Bottas.

A próxima corrida está marcada para Sochi, na Rússia, no fim de semana de 29 de abril-1 de maio.

Top 10 da geral dos pilotos:

 

 

Jorge Covas

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