Force Índia, com destino traçado?

A Force Índia foi entusiasmando de ano para ano, com evolução atrás de evolução e até na escolha de pilotos a equipa demonstrou que o seu projecto tinha de ser levado a sério. A dulpa, Hulkenberg e Sérgio Perez metia, pelo menos, no papel, algum respeito.

Já se fala do fim da Force India, desde 2012, ano em que a Kingfisher Airlines fechou, mas desta vez o aviso é sério.

Contextualizando, o tribunal indiano emitiu na segunda-feira, 18 de Abril, um mandato para a prisão Vijay Mallya, o chefe da Force Índia. O multimilionário de 60 anos, deve cerca de 1 bilião de dólares, uma das razões para a Force India, ter problemas financeiros, que tem vindo a piorar de época para época.

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No entanto, Vijay Mallya, prevendo a decisão do tribunal indiano, saiu do país no dia 2 de Março, refugiando-se na Grã-Bretanha. Tendo saído da Índia, já com o seu passaporte suspenso pelas autoridades indianas.

A principal causa do enorme endividamento deve-se sobretudo a sua empresa de aviação, actualmente extinta, Kingfisher Airlines, que contraiu empréstimo a um banco nacional da índia, IDBI, em que no final acabou por não pagar esse mesmo empréstimo, levando o banco a ter grandes perdas.

O processo em si, é de difícil análise e difícil compreensão, já que mesmo sabendo das enormes dividas que o magnata indiano tinha e da sua incapacidade para as pagar, a IDBI, mesmo assim emprestou uma quantidade considerável de dinheiro. Dinheiro esse que supostamente Vijay Mallya desviou para comprar bens no estrangeiro, em vez de capitalizar a sua empresa de aviação.

O mais engraçado, é que o dono da Force Índia, faz parte do parlamento indiano e veremos se não terá qualquer tipo de facilitismo por isso mesmo. Não existe nenhuma razão para que o caso acabe em “águas de bacalhau”, devido aos motivos referidos anteriormente mas acima de tudo pelo facto de Vijay Mallya, estar na Grã-Bretanha, o que de nada lhe vale, já que a Índia e a Grã-Bretanha tem um tratado e extradição desde 1993.

Foto: Force India
Foto: Force India

O empresário indiano referiu que a sua saída do país não foi uma fuga a justiça e que este mandato e tudo o que envolvente é uma “caça as bruxas” e um ataque pessoal.

Depois disto, a Force Índia, deverá sofrer consequências na sua competitividade esta época, mas acima de tudo a sua permanência na F1 pode estar de novo em causa. Veremos mais a frente de que forma a Force Índia está envolvida, se sim que tipo de dívida contraiu e se existe alguém capaz de as pagar, caso a equipa entre em insolvência.

Daniel Leites

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