F1 – Novas regras quase acertadas

Tem sido um dos grandes motivos de discórdia e de falatório nos últimos tempos. Os novos regulamentos para 2017 são considerados cruciais para o futuro da modalidade e a F1 precisa que estes regulamentos permitam melhorias nas corridas. A data de entrega dos regulamentos tem sido constantemente adiada e este mês é o limite para que aconteça um consenso e se possam colocar preto no branco.

 

Segundo a BBC, já há convergência em vários pontos e já há matéria suficiente para fazer os regulamentos. As duas áreas essenciais são os motores e os chassis. E haverá novidades em ambas as áreas.

 

Regulamentos dos motores:

 

Bernie não gosta do híbrido. Por ele ainda usávamos motores dos anos 80 porque é isso que faz barulho e traz emoção. Nós aqui andamos um pouco confusos com esta história mas já decidimos… gostamos muito destes motores que são maravilhas tecnológicas e basta pensar que agora um motor 1.6 V6 debita tanto quanto os enormes V10 da década passada para ficar maravilhado. Em pouco mais de 3 anos a F1 pulverizou a barreira dos 28% de eficiência dos motores e que agora está no 48% (mais quando o sistema de recuperação de energia funciona) e isso é motivo de orgulho. Pois bem para 2017 é garantido que os motores se mantêm. As marcas querem que os híbridos se mantenham e isso irá acontecer  pois a Ferrari tem poder de veto e todas as decisões que pretendam acabar com os híbridos serão vetadas pela Scuderia.

 

zuppork_0

Que novidades haverá então? Segue a lista:

  • Diminuição do custo dos motores. Para 2017 todos os motores terão de ser pelo menos 1 Milhão de euros mais baratos, passando a custar 12 milhões em 2018 (preço fixo). Há ainda a proposta de reduzir o nº de motores que cada piloto pode usar por época de 5 para 3.  O fornecimento dos motores custa actualmente entre 18 e 23 milhões de euros (por época).
  • A convergência de potência dos motores terá de ser atingida e a ideia seria que a diferença não pudesse ser de mais de 2% (como acontece actualmente com a Ferrari e a Mercedes), mas com o aumento de potência deste ano e com  o sistema de calculo em percentagem, a disparidade ia aumentar ainda mais. Assim a diferença no rendimento dos motores será calculada através do tempo de uma volta a um circuito de referência. Segundo o que entendemos, as equipas que estejam a mais de 0.3 segundos do tempo referência deverão ter benesses ao nível do desenvolvimento do motor ao longo da época (mas é apenas o que nos parece pois aí não temos certezas).
  • O som dos motores também será melhorado. Como já dissemos, a Mercedes está a tratar do assunto e pelos vistos há melhorias significativas em vista.
  • A obrigatoriedade de fornecimento de motores, ou seja nenhuma equipa poderá ficar sem motor. Isto vem de encontro ao caso Red Bull que quis afastar-se da Renault mas recebeu as negas da Ferrari e da Mercedes. E isso continuará a acontecer, mas como a Renault está contratualmente obrigada a fornecer motores a mais uma equipa se solicitada a Red Bull terá sempre os motores Renault. Mas há um compromisso por parte das construtoras de motores em arranjar soluções para que ninguém fique sem motor.

 

Em relação à aerodinâmica:

 

  • Os carros serão mais largos voltando a largura de 2 metros (usada pela ultima vez em 1997)
  • A asa dianteira será mais larga
  • A asa traseira será mais baixa
  • Os pneus serão mais largos (com a degradação inversamente proporcional à performance – pneus mais duráveis tem menos aderência – e as borrachas não se deverão desgastar em demasia quando em perseguição de outro carro – o ar quente e turbulento que sai de um carro não deve afectar demasiado a performance dos pneus do carro perseguidor).

F1-Concept-2017-Piola-Animation-fotoshowImage-d39750e8-884335-597x398

 

Isto significa que os carros irão de facto ser mais rápidos. Os ganhos em aerodinâmica serão claros e os tempos por volta vão baixar. Os carros vão voltar a ser assustadores. Mas não era bem isto que se pretendia. A ideia passavam por diminuir a aerodinâmica e aumentar a aderência mecânica (pneus, efeito solo, etc) para que houvesse mais perseguições e os carros não tivessem de manter uma “distância de segurança” para não aquecerem em demasia ou para não danificarem os pneus. A parte dos pneus parece estar incluída no pacote, mas a quantidade de “ar sujo” que sai de um carro e que compromete  a aerodinâmica do carro perseguidor poderá aumentar, o que significaria ficarmos na mesma.  Os reguladores dizem que isso está a ser tido em conta e que a ideia não é dificultar as perseguições mas pelo contrario fomentar mais isso.

Mas isso só em 2017 é que se saberá. Mas uma coisa é certa. Teremos carros mais largos, mais baixos, mais ruidosos e mais largos, com motores híbridos. Será que esta formula irá funcionar? Depende muito da maneira como os pilotos conseguirem seguir os adversários de perto. Se não conseguirem é um objectivo importante que fica por concretizar. Estar a mudar um conjunto de regulamentos que este ano começam a dar resultados práticos, com recordes de pista a serem batidos, por outros regulamentos que obriguem a repensar tudo e não tragam corridas mais emocionantes será um passo para o lado, quando se pretendia um passo em frente.  Para bem da F1. é bom que isto resulte mesmo.

Nota: algumas destas directrizes poderão ser ainda alteradas, umas vez que não passam de um esboço.

Fábio Mendes

Um pensamento sobre “F1 – Novas regras quase acertadas

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.