F1 – GP do Rússia: Antevisão

Os principais candidatos

Nico Rosberg procura na Rússia a quarta vitória consecutiva, enquanto Lewis Hamilton e os pilotos da Ferrari, querem dar um passo à frente e esquecerem aquilo que até agora aconteceu.

Em Sochi apenas Hamilton subiu ao lugar mais alto do pódio, com vitórias nas duas últimas edições do G.P da Rússia, no entanto Rosberg garantiu a pole em 2015, com uma vantagem de 3 décimos de segundo em relação ao companheiro de equipa e liderou grande parte da corrida. Este ano quem tem tido mais azares é Hamilton, enquanto o alemão nem quer ouvir falar de sorte, mas que a teve, teve.

 

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Teremos mais Red Bull?

Já assistimos a corridas em que o RB12 se portou muito bem e Daniel Ricciardo já mostrou o ritmo de 2014 e pelo qual todos ansiavamos, enquanto Daniil Kvyat, que corre em casa, subiu ao pódio no último GP e foi como gelo, mesmo quando Vettel o acusava por uma manobra menos limpa na primeira curva da corrida. Nesta equipa é que apostamos as nossas fichas para este fim de semana. Não é um all-in, mas quer-nos parecer que com o belo chassis que os Bull’s apresentam, num traçado que não é exigente para as unidades motrizes e com curvas lentas que podem favorecer o RB12.

Embora a Ferrari tenha ficado à frente dos dois carros da Red Bull nos testes, Sebastian Vettel vai largar 5 posições mais atrás daquela em que se qualificar. A caixa de velocidades do Ferrari de Vettel teve de ser substituída e como tal, o piloto alemão foi penalizado.

O circuito

O GP de Sochi integrou o calendário pela primeira vez em 2014 e tornou-se uma pista que dividiu os pilotos. O circuito estende-se por mais de 5km, usando algumas ruas do parque olímpico e conferindo-lhe um ambiente de circuito citadino. Constituído por 19 curvas de média e baixa velocidade, a sua junção com os troços mais rápidos não foi feita da melhor forma, levando alguns pilotos como Daniel Ricciardo a salientar que “quando vamos dentro do carro temos curva a 90º, recta, curva a 90º, recta, curva a 90º, recta… Torna-se aborrecido”. O circuito é constituído por dois sectores rápidos (1º e 3º) onde são esperadas velocidades superiores a 320km/h e um bastante técnico (2º), rodeado de muros e pista mais curta, que dificultará bastante as ultrapassagens.

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São esperadas cargas aerodinâmicas a “meio-termo”, de modo a não sobrecarregar as zonas rápidas e garantir aderências nas curvas mais lentas. Devido aos ângulos apertados, um pequeno erro em curva penaliza uma volta inteira e deixará o piloto vulnerável até ao próximo troço rápido para recuperar o tempo perdido. A abordagem da Pirelli baixou um degrau em relação ao ano passado, apostando agora em macios e super-macios. Em 2014, a estratégia da maioria das equipas passou por uma só paragem, com os compostos médios a aguentar bem o impacto da corrida. Este facto levou os estrategas da F1 e da Pirelli a decidirem em 2015 pelos compostos mais macios, por forma a forçar um maior número de paragens na box e lançar emoção na corrida. Sabendo que este asfalto é bastante abrasivo (como o são todos que tenham sectores citadinos), a chave de uma performance competente está na gestão dos pneus, estabilidade dos travões ecapacidade de tração que cada equipa consiga extrair.

 

 

Pedro Mendes

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