F1 – Formula 1 Gran Premio de España Pirelli 2016: Resumo da corrida

O Circuito de Barcelona-Catalunha recebeu a quinta prova da temporada de 2016 na Fórmula 1.

Após um Grande Prémio da Rússia que acabou mal, com uma colisão com Sebastian Vettel (#5), Daniil Kvyat (#26) foi imediatamente substituído por Max Verstappen (#33), com o jovem holandês a ser promovido à Red Bull Racing, e o russo a voltar à Scuderia Toro Rosso. Quem diria que esta troca iria ser o início de um fim de semana histórico em Barcelona.

Nico Rosberg (#6) procurava a sua quarta vitória consecutiva esta temporada mas foi Lewis Hamilton (#44) que fez uma brilhante volta de qualificação e que assinou a pole position, batendo Rosberg, que ficou no 2º lugar na grelha de partida. Na segunda linha ficaram os dois Red Bull Tag Heuer, com Daniel Ricciardo (#3) a bater Max Verstappen, com o holandês a fazer uma belíssima qualificação, batendo os Ferrari de Kimi Räikkönen (#7) e de Sebastian Vettel, que ficaram na terceira linha.

No arranque, Hamilton não arrancou bem e foi imediatamente atacado por Rosberg, que conseguiu ficar lado a lado à entrada da curva 1. Apesar de estar por fora, e no lado mais sujo, Rosberg conseguiu uma ultrapassagem sensacional.

A caminho da curva 4, a Mercedes-Benz iria ter um pesadelo. Hamilton teve uma grande saída da curva 3 e ficou encostado à traseira de Rosberg. O alemão veio para o interior, tentando obrigar Hamilton a mudar para o lado exterior da pista mas o britânico viu um pequeno espaço e tentou meter-se por dentro de Rosberg. Ao fazê-lo, e como Rosberg ainda estava a mover-se para dentro, Hamilton foi para a relva e fez um pião, indo de encontro ao carro de Rosberg. Ambos ficaram presos na gravilha, com os carros algo danificados, em especial o de Hamilton. Foi um desastre para a marca alemã, que ficou com dois carros fora de prova pela primeira vez desde o Grande Prémio da Austrália de 2011. A tensão na equipa vai aumentar nas próximas semanas, e esta colisão não será esquecida facilmente.

O Safety Car foi imediatamente chamado à pista e, depois de três voltas, a corrida recomeçou na volta 4. De repente, eram dois Red Bull que lideravam a corrida, com Daniel Ricciardo na frente e Max Verstappen em 2º. Carlos Sainz, Jr. (#55) fez um belíssimo arranque do 8º para o 3º lugar no seu Toro Rosso Ferrari.

Ricciardo foi alargando a diferença para Verstappen a partir da volta 10, que iria exceder os quatro segundos. Duas voltas antes, Vettel, no 4º lugar, conseguia finalmente passar por Sainz, Jr., com Räikkönen a levar mais duas voltas a subir ao 4º lugar.

A partir daqui, Vettel foi encurtando a diferença para os Red Bull, sobretudo depois da primeira paragem nas boxes. Ricciardo, Verstappen e Vettel tinham já colocado pneus médios, com Vettel a parar na volta 16, quatro voltas depois de Ricciardo e três depois de Verstappen.

Com pneus ligeiramente mais novos, Vettel encurtou a diferença de quatro para um segundo para Verstappen, que por sua vez também se aproximava de Ricciardo.

A situação manteve-se estável até à volta 29, quando Ricciardo fez a segunda paragem, colocando pneus macios. Uma volta depois foi Vettel a entrar, também com macios na saída das boxes.

Max Verstappen fez uma estratégia diferente, parando apenas na volta 35, e manteve os pneus médios. Com isto, Verstappen tinha perdido tempo para os adversários, caindo para o 3º lugar, a 11 segundos de Ricciardo, e Kimi Räikkönen, que optou por uma estratégia igual, estava cada vez mais perto do holandês, no 4º lugar.

De repente, a Ferrari e a Red Bull optaram por uma alteração de estratégia. Vettel parou na volta 38 e manteve os pneus médios, e com isto caiu para o 4º lugar.
Ricciardo ficou mais algum tempo em pista, mas parou na volta 44, também mantendo os pneus médios, caindo para o 4º lugar, sendo passado por Vettel.

Isto dava um cenário totalmente novo. Verstappen era agora o líder de uma corrida de Fórmula 1 mais novo de sempre, tendo uma vantagem de um segundo para Räikkönen. Vettel era 3º, e tinha que recuperar um atraso de sete segundos. Ricciardo era 4º, com pneus mais novos, mas tinha agora que atacar para recuperar 15 segundos de atraso para Verstappen.

Räikkönen usava o DRS mas o holandês conseguia fazer sempre uma saída exemplar da última chicane, impedindo o Ferrari de estar suficientemente próximo para ultrapassar.

Entretanto, Vettel ganhava tempo mas tinha que se preocupar com um rapidíssimo Ricciardo atrás de si, que chegava à traseira do Ferrari na volta 56.
O australiano executou um enorme ataque na volta 59, tentando passar Vettel na curva 1. O alemão evitou por um triz um toque a meio da curva. Ricciardo travou demasiado tarde e Vettel manteve-se por fora na curva 2, conseguindo manter o 3º posto.

Ricciardo pressionava Vettel mas isto acabou por impedir ambos os pilotos de reduzirem um atraso de quatro segundos para o duo da frente, e para Ricciardo, as esperançças de um bom resultado acabaram a duas voltas do fim, quando furou o pneu traseiro-esquerdo. Depois de cumprir meia volta em ritmo lento, viria a cair para o 5º lugar, mas ainda passou Valtteri Bottas (#77) no final.

Räikkönen usou toda a sua experiência mas a verdade é que Verstappen pilotou com um veterano, e nunca cedeu à pressão.

De uma forma incrível, Max Verstappen estreou-se na Red Bull da melhor maneira possível: com uma vitória absolutamente fantástica. Foi um dia de sonho para o jovem holandês, que se tornou no primeiro do seu país a vencer um Grande Prémio. Para além disso, bateu uma série de recordes: foi o piloto mais jovem de sempre a liderar uma corrida, a terminar no pódio, e a vencer uma corrida, e neste último caso, esmagou o recorde que era de Sebastian Vettel, que tinha vencido o Grande Prémio de Itália de 2008 com 21 anos e 73 dias. Assim, Max Verstappen venceu o Grande Prémio de Espanha de 2016 aos 18 anos e 228 dias. Que belo dia para Verstappen, e que grande dia para o desporto.
Para a Red Bull, foi a primeira vitória desde o Grande Prémio da Bélgica de 2014, com Daniel Ricciardo, e a última vez que um carro tinha um motor com o nome da TAG Heuer foi em 1987, no Grande Prémio de Portugal, com Alain Prost a levar o seu McLaren Porsche (TAG) à vitória.

Kimi Räikkönen igualou o seu melhor resultado da temporada, com um bom 2º lugar, com Sebastian Vettel um pouco desiludido com o 3º lugar, colocando ambos os Ferrari no pódio.

Daniel Ricciardo conseguiu levar o seu Red Bull até ao 4º lugar, com Valtteri Bottas a ser um distante 5º classificado no seu Williams Mercedes.

Carlos Sainz, Jr., a correr em casa, ficou muito satisfeito com o 6º posto, na frente de Sergio Pérez (#11) no Force India Mercedes, Felipe Massa (#19) no segundo Williams, em 8º, a recuperar bem depois de ter arrancado apenas do 18º lugar, Jenson Button (#22) foi o único McLaren Honda a terminar a corrida, em 9º (Fernando Alonso (#14) ficou pelo caminho em casa), e Daniil Kvyat fechou os lugares pontuáveis, e certamente vai ficar a pensar que poderia ter sido o seu dia de glória, se não tivesse sido substituido na Red Bull.

Depois de um espectacular Grande Prémio de Espanha, o campeonato segue para a jóia da coroa, no Mónaco, daqui a duas semanas. Ficaremos à espera para saber como é que a Mercedes-Benz irá aguentar a tensão, e se Max Verstappen conseguirá surpreender de novo.

Resultado final:

 

Jorge Covas

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