CNVT: Algumas conclusões do fim de semana de Braga

Fomos espreitar “in loco” as corridas do Racing Weekend de Braga que viu a estreia do renovado CNVT. E como tal pudemos chegar a algumas conclusões em relação ao campeonato que agora se iniciou. As nossas conclusões vale o que valem (pouco, e aos olhos de alguns nada) mas achamos por bem partilhar o que vimos;

 

Boa moldura humana em Braga. O público mostrou interesse na prova e as bancadas apresentaram um numero apreciável de fãs do desporto motorizado. Não dava para encher um estádio de futebol é certo, mas apostamos que havia mais gente a ver as corridas do em qualquer estádio onde não jogue um grande. Continua a ser pena a fraca divulgação da Full eventos. Éramos capazes de apostar que com um pouco mais de divulgação e mais presença nas redes sociais o evento poderia ter chegado a mais pessoas.

 

Foi bom termos um resumo das corridas na página do Racing Weekend. A organização colocou as fotos necessárias e a informação pertinente para que quem não foi a Braga pudesse ficar a par de todas as incidências. Mas gostávmos de ver mais por parte do promotor. Videos na página do Facebook, pedir aos pilotos algumas palavras, passatempos… A velocidade portuguesa começa agora um novo capitulo e tem qualidade para começar a atrair os fãs. Mas para isso há que ser mais agressivo nas redes sociais. E pensarem em renovar o site também poderá ser boa ideia.

 

Paddock aberto às pessoas. A especificidade do circuito obrigava a isso mesmo mas é assim mesmo que devem ser as corridas. Para atrair público é preciso que se permita que os fãs vejam de perto as máquinas e os pilotos. É assim que o campeonato ganha valor. Em Portugal deveria ser sempre assim.

 

– A Veloso Motorsport dominou por completo as operações e os dois carros que apresentaram em pista mostraram bom andamento. Francisco Mora na corrida 3 fez uma recuperação notável e foi pena ter perdido a vitória com a penalização; na corrida 4 apenas o sobre-aquecimento do carro o impediu de subir outra vez ao pódio. Mas a dupla Francisco Carvalho e Nuno Baptista foi a grande protagonista com 4 vitórias. Uma dupla com muita qualidade e talento que promete lutar pelo titulo até ao final.

O único Honda (da Gen Motorsport) que se apresentou em pista pareceu bastante competitivo. José Rodrigues mostrou que arranca muito bem, (vimos ao vivo as corridas 3 e 4 e das duas vezes o piloto arrancou de forma notável) e o carro pareceu ter andamento para os Leon, máquinas bem mais rodadas. No entanto pareceu que o carro abusava um pouco dos pneus pois o ritmo de corrida foi descendo gradualmente.

A Speedy tem uma das duplas mais interessantes deste ano. César Machado e Rafael Lobato deram boa conta de si, embora tivessem de lidar com um problema de caixa que os prejudicava. Mas Machado mostrou rapidez no Sábado e no Domingo foi Lobato a mostrar o porquê de ser vice-campeão do CNV, com uma excelente recuperação e uma luta muito interessante com Francisco Carvalho. Foi pena a corrida ter só 20 minutos. Mas gostamos de ver a actuação “dos miúdos” do CNVT.

 

–  O Golf da Novadriver pareceu também uma máquina competitiva. A dupla de pilotos dá garantias e a dúvida estava se a máquina conseguiria bater-se com os Seat e pelos resultados obtidos parece que sim. Os Leon mostraram um pouco mais que o Golf, mas há potencial para chegar à frente.

7 carros em pista no CNVT é pouco mas vivemos no país do futebol e enquanto não puserem balizas nos circuitos, o dinheiro terá dificuldades em chegar às equipas. Mas temos um grid que privilegia a qualidade à quantidade. E se cada piloto que participa no CNVT pudesse ter um carro só para si, teríamos quase o dobro dos carros com a qualidade inquestionável que pudemos ver em Braga. Há juventude, experiência e há os ingredientes necessários para fazer um bom campeonato.

Ainda não foi desta que vimos o Astra em acção. O carro não estava finalizado e a equipa Ventilações Moura teve de usar um Leon. Há quem diga que o modelo germânico ainda não está ao gosto da marca mas esperemos que a máquina venha a Vila Real. Não é o circuito ideal para fazer a estreia, dada a exigência, mas será bom ver mais uma marca em pista.

 

Venha a próxima ronda… Vila Real!

Fábio Mendes

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