FIA World Rally Championship – 50º Vodafone Rally de Portugal: Resumo

Pelo segundo ano, o Rali de Portugal realizou-se no Norte do país, com o “quartel-general” em Matosinhos.

Depois de uma super-especial em Lousada, o primeiro dia a sério do rali foi muito complicado para alguns pilotos.
A abrir a estrada, mais uma vez, Sébastien Ogier (#1) até não começou mal, com o 2º tempo, apenas batido por Kris Meeke (#7). O britânico (e a Citroën, que estão num programa parcial, para terem mais tempo de desenvolvimento do novo carro para 2017) aproveitou uma ordem de partida mais recuada para ter uma estrada limpa, colocando-se imediatamente na frente do rali.
Jari-Matti Latvala (#2), vencedor em Portugal no ano passado, perdeu alguns segundos, e Hayden Paddon (#3), vencedor na Argentina, começou com problemas no diferencial do seu Hyundai, mas o pior estava para vir para o neozelandês.

Na quinta classificativa, na segunda passagem por Ponte de Lima, Paddon atingiu um buraco numa curva à esquerda, perdeu o controlo do carro, bateu contra um banco e capotou por uma ravina. O seu Hyundai ficou em chamas e ficou completamente queimado. O fogo chegou a queimar algumas árvores.
Para piorar as coisas, Ott Tänak (#12) fez exatamente o mesmo erro e caiu pela ravina, mas sem capotar. Tänak conseguiu salvar o seu carro das chamas com a ajuda de alguns espetadores.
Mads Østberg (#5) quase tinha um acidente quando viu o fumo, e Jari-Matti Latvala, que tinha recuperado andamento e tentava apanhar os líderes, bateu no buraco e ficou sem direção assistida, perdendo três minutos até ao final do dia, chegando ao fim da especial fisicamente esgotado. Quanto a Paddon, Tänak e respetivos navegadores, ninguém se magoou. A classificativa foi interrompida.

13240544_619764438197409_6117028173468253060_n

Meeke continuava a andar num ritmo muito forte e consistente e chegou ao final do primeiro dia com uma vantagem de 31.9 segundos sobre Ogier. Dani Sordo (#4) era 3º, a 37.3 de Meeke, com Andreas Mikkelsen (#9) em 4º, a quase um minuto de distância, e con alguma sorte em ter continuado no rali depois de bater numa pedra numa especial.

No terceiro dia, Ogier continuava a perder tempo para Meeke, mas sem se preocupar com o britânico, que não representava perigo no campeonato. Mikkelsen, por sua ver, aproximava-se de Sordo.
Para Thierry Neuville (#20), que teve um furo no dia anterior, o seu rali terminou com uma falha na bomba de combustível. O segundo Citroën, de Stéphane Lefebvre (#8), que rodava num excelente 6º lugar, teve um problema no braço da direção e o jovem francês ficou de fora.

Mikkelsen conseguia passar por Sordo e agora estava concentrado em apanhar Ogier no 2º lugar, que arriscou mais na parte da tarde, colocando pneus macios, mas a verdade é que Mikkelsen conseguia igualar o seu ritmo.
Meeke já estava a levantar um pouco o pé e à entrada para o último dia tinha uma vantagem de 45.3 sobre Ogier e 48.4 para Mikkelsen, com Sordo já mais distante, a um minuto e 20 segundos.

13267855_10153695345007057_6184329514378616010_n (1)

No último dia, Mikkelsen começou ao ataque em Vieira do Minho 1, batendo Ogier por 8.8 segundos, subindo ao 2º lugar. Ogier ficou mais lento graças a um furo no pneu dianteiro direito e as suas hipóteses de bater Mikkelsen ficaram comprometidas.
Mikkelsen alargou a vantagem para Ogier, para 8.1 segundos, mas o francês ainda não tinha desistido e acabou por vencer a Power Stage em Fafe, mas isto não foi suficiente para bater Mikkelsen.

Kris Meeke, esse, foi muito conservador e neste regresso ao campeonato assinou a sua segunda vitória na sua carreira. Uma bela prestação do britânico, que sem alguma pressão por não estar a lutar pelo campeonato, fez uma prestação sólida e mostrou maturidade, não cometendo erros.

Andreas Mikkelsen ficou a 29.7 segundos de Meeke, no 2º lugar, e bateu Sébastien Ogier por apenas 4.8 segundos. O francês não foi além do 3º lugar mas a sua liderança no campeonato ficou ainda maior, tendo agora 47 pontos sobre Mikkelsen, em 2º.

Dani Sordo terminou no 4º lugar, Éric Camilli (#6) fez o seu melhor resultado, no 5º lugar, depois de ter realizado um bom rali, batendo Jari-Matti Latvala, que não foi além do 6º lugar.
Depois de um rali onde teve vários problemas, Mads Østberg foi 7º, Martin Prokop (#21) foi 8º, Pontus Tidemand (#34) (Škoda) foi 9º, e vencedor no WRC-2, e Nicolás Fuchs (#42) (Škoda) foi 10º.

O vencedor no WRC-3 e no Junior WRC foi Simone Tempestini (#76) (Citroën), no 23º lugar na geral.

Quanto ao melhor português, Miguel Campos (#43) (Škoda) terminou no 14º lugar na geral, e ficou em 5º entre os WRC-2.

O Mundial de Ralis vai para o Rali da Sardenha, em Itália.

Jorge Covas

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.