Entrevista CIVR com o chefe da Polestar Motorsport

A Volvo, através da sua divisão de competição Polestar, regressou ao mundial de turismo com o novíssimo S60 TC1. Depois de um início muito promissor, com tempos por volta muito semelhantes aos dos Citroën, a equipa tem encontrado dificuldades típicas de quem está a começar um novo projecto e está, passo a passo, a cimentar as bases para o futuro. Falamos com Alexander Murdzevski Schedvin, chefe da divisão de Motorsport da Polestar para tentar saber um pouco mais sobre a equipa.

 

Como surgiu a decisão de entrar no WTCC? Quais foram as principais motivações para a Volvo?

O objectivo de entrar no WTCC, para além conquistar o campeonato do mundo, é mostrar os nossos produtos, tecnologia e filosofia ao mundo, competindo ao  mais alto nível. Como fizemos no passado, usamos as aprendizagens que retiramos da competição para melhorar a performance dos produtos que oferecemos aos nossos clientes.

 

A Polestar é uma equipa com muita experiência, competindo no STCC e nos V8 Supercars. A divisão do WTCC foi criada de raíz ou baseada numa já existente?

A divisão do WTCC surgiu com base na que usamos para competir no STCC (campeonato sueco de turismos).

 

Quais foram os principais motivos para a escolha do modelo S60 para o WTCC?

O modelo S60 foi escolhido pela Volvo e pela Polestar por ser aquele que melhor preenche as necessidades ao nível das especificações, tamanhos, e uma série de critérios essenciais para termos um carro competitivo.

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Qual foi o maior desafio na construção deste carro?

Toda a construção foi um desafio. Desde as partes mecânicas até a aerodinâmica, todas as partes constituíram um desafio para a equipa, até atingirmos o carro que temos e que ainda será melhorado.

 

Quais são os objectivos para 2016?

Dividimos o nosso projecto inicial em 3 partes: O primeiro ano de aprendizagem, o 2º ano onde pretendemos vencer corridas e o 3º ano, onde queremos conquistar o campeonato do mundo de turismos. São estes os nossos objectivos para os próximos anos.

 

Há a hipótese de vermos mais S60 em pista?

Para o ano está planeada a entrada de um terceiro carro. Quanto a utilização do carro por parte de privados, foi algo que ainda não foi pensado pela estrutura por enquanto.

 

Pensa que o custo de entrada de novas equipas (quer privadas, quer oficiais) no WTCC é razoável ou pensa que a competição é muito cara?

É sempre difícil julgar o que é caro nas competições automóveis. Mas achamos que o custo é suportável e, juntamente com as outras equipas e a organização, temos pensando em forma de diminuir os custos no futuro.

volvo WTCC Vallelunga

Qual é a pista do calendário que pensa que vai trazer o maior desafio para o carro?

Nürburgring Nordschleife é a pista que apresentou o maior desafio. Ainda não podemos dizer qual a pista que melhor se adequa às características do nosso carro, pois ainda não competimos em todas, mas o maior desafio esse sim pareceu-nos que foi Nürburgring Nordschleife.

 

O carro mostrou grande potencial no início mas agora parece ter alguns problemas. Quais são os problemas em especifico e podem esses problemas serem resolvidos?

Não há nenhum problema em especifico. Trata-se apenas de um processo de aprendizagem gradual que a equipa tem de fazer ao longo deste ano. Há pistas que nos favorecem e outras nem por isso e haverá corridas em que estaremos mais perto do top e outras menos. O objectivo deste ano é aprender o máximo possível, como tal, é normal que estas flutuações aconteçam.

 

Gostariam de ver mais marcas envolvidas no campeonato? O que acha que pode ser feito para que isso aconteça?

Claro que gostaríamos de ter mais marcas a competir no campeonato. Penso que a organização está a fazer um bom trabalho no que diz respeito a atrair novas marcas e esperamos que a nossa entrada possa fazer que outras marcas ganhem interesse e avancem.

 

 

Queríamos agradecer ao Sr. Alexander Murdzevski Schedvin pelo seu tempo, assim como a Johan Meissner e Pedro Bronze por terem tornado a entrevista possivel. Desejamos muita sorte para a Volvo e esperamos pela sua vinda nos dias 24, 25 e 26 de Junho, em Vila Real

 

 

Fábio Mendes

Chicane Motores para o CIVR

2 pensamentos sobre “Entrevista CIVR com o chefe da Polestar Motorsport

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