F1 – GP do Canadá: Resumo Completo

A Fórmula 1 fez uma travessia pelo Atlântico e deslocou-se até ao Circuito Gilles Villeneuve em Montreal, para o Grande Prémio do Canadá, uma corrida sempre popular.

Depois de vencer no Mónaco, Lewis Hamilton manteve o ritmo elevedo no Canadá. O britânico ainda apanhou um susto ao passar sobre um limitador na curva 14 mas conseguiu assinar a pole position, a quarta esta temporada, batendo Nico Rosberg (#44) por apenas 62 milésimas de segundo. Na segunda fila estavam Sebastian Vettel (#5), que ficou muito próximo dos Mercedes-Benz, e Daniel Ricciardo (#3).

Ainda havia a ameaça de chuva para o arranque mas o piso manteve-se seco, apesar das temperaturas estarem um pouco baixas, e quase todos colocaram para o arranque os pneus ultra macios.

Na partida, Vettel foi monstruoso e passou os Mercedes-Benz ainda antes de chegar à curva 1. Um arranque fantástico que deixou o alemão na liderança. Rosberg atacou Hamilton por fora. Hamilton manteve a linha de trajetória ideal entre as curvas 1 e 2 e os colegas de equipa tocaram-se. Foi Rosberg que teve que cortar a curva 2, perdendo tempo e caindo para o 10º lugar.
Ricciardo teve que tomar ação evasiva com o Mercedes-Benz de Rosberg e perdeu uma posição para Max Verstappen (#33), que veio de 5º para 3º.
Houve mais contacto na curva 3 com Kevin Magnussen (#20), que começou no último lugar, ele que sofreu um acidente violento nos treinos livres com o seu Renault, a tocar no Sauber Ferrari de Felipe Nasr (#12), com o brasileiro a fazer um pião.

Vettel tentou aproveitar esta escaramuça para fugir de Hamilton mas no final da primeira volta travou demasiado tarde para a última chicane e istou permitiu a Hamilton ficar próximo do Ferrari.

Rosberg tinha aqui uma missão espinhosa pela frente, de recuperar posições depressa, deixando Fernando Alonso (#14) para trás na volta 3.

Vettel e Hamilton estavam numa classe à parte e ganharam mais de sete segundos de distância para Verstappen, que era atacado por Ricciardo.

Jenson Button (#22) teve uma falha no motor Honda no seu McLaren e ficou parado na reta mais longa do circuito, forçando uma ativação do Virtual Safety Car na volta 11, e que esteve em vigor uma volta.
Ainda antes do Safety Car Virtual terminar, Sebastian Vettel fez a sua paragem nas boxes e colocou pneus super macios. O alemão perdeu menos tempo do que o normal e regressou em 4º, atrás dos dois Red Bull-Tag Heuer de Max Verstappen e Daniel Ricciardo. Kimi Räikkönen (#7) também parou na fase de VSC e poupou tempo. No recomeço de corrida a diferença entre Hamilton, em 1º e Vettel, em 4º era de 11 segundos.

Vettel apanhou a dupla da Red Bull na volta 16. Na volta seguinte passou Ricciardo no gancho na curva 10, por dentro. Uma volta depois levou a melhor sobre Verstappen com a ajuda do DRS.

Nas voltas seguintes, com pneus mais novos, Vettel reduziu progressivamente a distância para Hamilton para seis segundos.
Verstappen parou na volta 20 e Ricciardo parou na volta 21, também colocando macios, e voltaram em 5º e 7º, respetivamente, com o Ferrari de Kimi Räikkönen a meter-se no meio, em 6º, e com Rosberg também a colocar macios e a voltar atrás deste grupo. Quando os Williams Mercedes de Valtteri Bottas (#77) e Felipe Massa (#19) pararam, Verstappen voltou ao 3º lugar, Räikkönen era 4º, Ricciardo 5º e Rosberg ainda estava no 8º lugar, atrás de Bottas e de Sergio Pérez (#11), num turno mais longo com os pneus macios. Rosberg não demorou a deixar o mexicano para trás, na volta 25.

Hamilton forçava o andamento, chegando a ter uma breve saída de pista na curva 10 na volta 22 e fez a sua única paragem na corrida na volta 24, colocando pneus macios para ir até ao fim sem parar. Hamilton voltou em 2º porque os Red Bull já tinham parado um pouco antes e tinha um atraso de 13 segundos para Vettel.

Agora Vettel tinha que aumentar o ritmo para ganhar vantagem suficiente para fazer uma segunda paragem nas boxes e voltar na frente do campeão do mundo, mas com os seus pneus super macios a ficarem mais desgastados acabou por ser Hamilton a reduzir a diferença.
Tal como Vettel, Räikkönen também tinha alguma dificuldades com os seus super macios e perdeu o contacto com Verstappen, que já tinha uma margem de cinco segundos. Para além disso tinha na sua traseira Ricciardo e Bottas, e ambos estavam ansiosos para ultrapassar. Na volta 32 foi a vez de Rosberg de se juntar a este grupo.

Na volta 34 a Ferrari mandou Räikkönen fazer uma segunda paragem, com o finlandês a cair para 8º e a colocar pneus macios.


A seguir era a vez de Vettel, que depois de uma série de voltas muito rápidas entrou nas boxes na volta 37. A Ferrari colocou pneus macios e Hamilton voltou à liderança, tendo agora seis segundos de vantagem. A corrida estava lançada e Vettel entrava em modo de perseguição. Era uma corrida contra o tempo para o alemão, que tinha a vantagem de ter pneus muito mais frescos.

Daniel Ricciardo cometeu um erro na volta 37, cortando a última chicane e Valtteri Bottas estava suficientemente perto para capitalizar e passar para o 4º lugar. Com Ricciardo a danificar os seus pneus, o australiano teve que parar de novo nas boxes, promovendo Rosberg ao 5º lugar e Räikkönen ao 6º lugar.

Max Verstappen ficou no 3º posto até à volta 47, altura em que também decidiu fazer uma segunda paragem, colocando pneus ultra macios. O holandês caiu para 5º e deixava Bottas no 3º lugar, com Rosberg em 4º e a menos de um segundo. Se Verstappen queria recuperar um lugar no pódio tinha pouco mais de 20 voltas para recuperar 13 segundos.

A recuperação de Rosberg, que estava determinado em terminar no pódio ficou estragada na volta 52, graças a um furo lento na roda traseira do lado direito. A paragem não programada deixou o líder do campeonato no 7º lugar. Apesar de faltarem poucas voltas não arriscou nos pneus e colocou macios.
Rosberg estava rápido e furioso e apanhou a dupla Räikkönen-Ricciardo, passando o Red Bull na volta 54 e, na volta 58 deixou o Ferrari para trás, subindo ao 5º lugar.

Na frente da corrida Vettel tentava tudo e reduzia a diferença para Hamilton para quatro segundos, mas voltou a falhar a última chicane e teve que levantar o pé para não ser penalizado. Isto custou-lhe um segundo e o alemão não conseguiu ganhar mais tempo ao Mercedes-Benz à sua frente.

A batalha pelo 4º lugar aquecia com Rosberg a tentar usar o DRS para passar Verstappen. Rosberg mostrou-se uma vez na volta 63 e duas vezes nas volta 64, apostando mais nos ataques na primeira e na última curva.
Rosberg estava já numa fase em que bloqueava muito as rodas e perdeu momentaneamente o contacto mas reaproximou-se a duas voltas do fim para uma última oportunidade de chegar ao 4º posto. Usou o DRS na longa reta, ficou por fora e travou à frente de Verstappen mas passou sobre a linha delimitadora da pista e perdeu a traseira do carro, fazendo um pião, felizmente sem causar danos. A batalha estava resolvida.

Lewis Hamilton conseguiu a segunda vitória consecutiva, vencendo pela quarta vez no Canadá. Uma vitória conquistada graças a uma boa estratégia e uma boa gestão de pneus e da corrida. Foi uma vitória importante para Hamilton ganhar muitos pontos a Rosberg.

Sebastian Vettel não foi além do 2º lugar, possivelmente com a estratégia errada no campo da Ferrari, e Valtteri Bottas levou o seu Williams Mercedes ao 3º lugar, também ele a ter feito apenas uma paragem na corrida. Foi o primeiro pódio de Bottas desde o Grande Prémio do México de 2015.

Max Verstappen fez um bom resultado, acabando no 4º lugar, Nico Rosberg acabou em 5º e cedeu 15 pontos no campeonato, tendo agora nove de vantagem para Hamilton.

Kimi Räikkönen foi 6º e aguentou a pressão de Daniel Ricciardo, que não foi além do 7º lugar.
Nico Hülkenberg (#27) voltou a terminar nos pontos, acabando em 8º com o seu Force India Mercedes, e a fechar os lugares pontuáveis ficaram ainda Carlos Sainz, Jr. (#55), que recuperou do 20º para o 9º lugar no seu Toro Rosso Ferrari, e Sergio Pérez (#11) colocou dois Force India nos pontos, em 10º.

Na próxima semana a Fórmula 1 visita pela primeira vez o Azerbaijão para correr no circuito citadino em Baku. A corrida não terá o título de Grande Prémio do Azerbaijão mas sim de Grande Prémio da Europa. O título de Grande Prémio da Europa regressa pela primeira vez desde 2012, na altura tinha sido em Valência, em Espanha.

 

Jorge Covas

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