Desempenho de Fábio Mota no ETCC

Fábio Mota é o representante das cores nacionais no ETCC durante todo o ano de 2016. Como estreante na grande maioria dos circuitos da taça, as ambições do português são reservadas à aprendizagem. Um ciclo normal, para quem quer evoluir no desporto automóvel.
Ainda assim, faz sentido analisarmos a prestação do piloto de Vila Nova de Gaia na sua primeira temporada do europeu de turismos.

Se em Paul Ricard, a primeira prova do europeu, o importante para qualquer um dos pilotos foi a ambientação ao carro, nas rondas seguintes a competição já era muito a sério. Para Mota, que conseguiu o 10º melhor tempo na qualificação da ronda francesa, ter terminado a corrida 1 à frente do seu colega de equipa (que tinha alcançado o 9º lugar da grelha) foi uma boa primeira impressão. Temos que ter em atenção o facto que o SEAT de Fábio Mota ser um carro com as especificações de 2014, a precisar de muitas actualizações, para além da equipa do português, a Lema Racing, não ser a prioritária para a SEAT Sport, o fabricante. Possivelmente estamos a falar de uma equipa de 2ª ou 3ª linha dentro do ETCC, logo, Mota não compete de igual para igual com, por exemplo, Petr Fulin o líder da geral, que compete também com um SEAT Léon Cup Racer.

foto: Florent Gooden / DPP

Depois da ronda inaugural, Fábio Mota esteve em destaque na Eslováquia, que foi sem dúvida a sua melhor jornada, onde conseguiu ser muito rápido e eficaz. Foi 3º na qualificação e na corrida 1 e terminou a corrida 2 na 5ª posição. É certo que os pilotos da Krenek Motorsport, Petr Fulin e Christjohannes Schreiber, foram excluídos da primeira corrida, mas não podemos retirar o mérito a Fábio Mota por ter sido o melhor piloto SEAT, logo a seguir aos homens dos Honda, Peter Rikli e Kris Richard. Na corrida 2, o português não subiu ao pódio, mas terminou uma posição acima daquela que saiu na grelha de partida, terminando em 5º.

Na última ronda antes de Vila Real, no Green Hell, Nürburgring-Nordschleife, Mota concentrou bastantes energias no conhecimento e aprendizagem do circuito, até por ser um traçado muito exigente, muito complicado e ser a primeira vez que o piloto competia lá. Terminou o fim-de-semana de maneira agridoce: conseguiu ser rápido, provando que o trabalho de aprendizagem do traçado foi muito útil, conseguindo ser 8º na corrida 1, mas na corrida 2, onde até tinha terminado em 4º, foi excluído por, na pesagem no final da corrida, o carro apresentar um peso abaixo do mínimo obrigatório.

foto: Jean Michel Le Meur / DPPI

Com esta decisão, Fábio Mota perdeu 5 pontos, que o colocariam mais à vontade no seu 7º posto da classificação geral, lugar que ocupa actualmente. Agora em Vila Real, defendemos que o piloto é um dos principais candidatos à vitória numa ou nas 2 corridas, no entanto dependerá muito da qualificação realizada e do conhecimento e adaptação dos restantes pilotos ao traçado citadino de Vila Real. Em Abril estivemos com Fábio Mota e nessa altura o piloto disse-nos que outros pilotos já lhe tinham pedido alguns detalhes acerca da pista transmontana, provando que são mais as dúvidas do que as certezas dos adversários.

Pedro Mendes

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