WRC – Rally da Polónia: Análises Finais

É tempo de analisar os desempenhos dos principais intervenientes do Rally da Polónia:

 

Mikkelsen: Os ralis são assim! Se já em outras provas o azar bateu-lhe à porta e perdeu a vitória na Suécia em 2015 na última especial, desta vez esteve do outro lado da “barricada”. Mikkelsen já não contava ter este desfecho, pois Tanak estava inatingível. Mas como o azar de uns é a sorte de outros, aproveitou o furo do seu adversário para subir ao lugar mais alto do pódio e ao segundo lugar no campeonato. Sai de moral em alta e é agora uma certeza no panorama do WRC. Ogier que se ponha “fino”.

 

Tanak: Inglório! Se existe injustiça no desporto motorizado ela aconteceu neste rally na Polónia. Ott Tanak dominou de forma espectacular, sendo o piloto mais rápido ao longo de grande parte da prova, evidenciando que o seu andamento neste tipo de troços, muito rápidos, é quase inatingível a toda a concorrência. O estónio, da equipa privada DMack voou e deslumbrou com sua rapidez, provando que este Fiesta RS WRC ainda pode ser competitivo, se for bem conduzido. Mas na penúltima especial do rally, um furo deitou tudo a perder, caindo para segundo na geral, deixando Mikkelsen com o caminho aberto até a vitória final. Até ao lavar dos cestos é vindima e mais uma vez ficou provado isso mesmo. Uma prova fantástica, mas um inglório 2º lugar, fê-lo sair em ombros no final da prova pelo campeão do mundo S. Ogier. Não venceu o rally mas ganhou o respeito de todos.

Paddon: De volta aos bons resultados! O piloto da Hyundai regressou aos bons andamentos e aos bons desfechos. Foi 3º na geral final do rally da Polónia, sendo um dos grandes animadores da prova, pautada pelo equilíbrio e pelos ritmos muito próximos entres os pilotos mais rápidos. Certamente este resultado vem na altura certa, depois de dois ralis onde basicamente tratou outros tantos carros muito mal. Em Portugal foi deitou umas arvores abaixo, com um incêndio a consumir o seu I20 WRC por completo e em Itália, uma saída de estrada forte danificou muito outro chassi, mas desta vez levou a água ao seu moinho. Bom rally, excelente andamento e mais um pódio para o seu curriculum que cada vez mais lhe exige mais responsabilidade dentro do seio da equipa e do campeonato.

 

Neuville: Terminar em 4º uma prova já por si tem um sabor amargo, pelo facto de estar perto do pódio e não o conseguir alcançar, mas ser 4º a 0,8´s do pódio…pior! Foi isso que aconteceu a Neuville, depois de uma batalha interessantíssima com o seu colega de equipa Paddon, que foi favorável ao neozelandês, por menos de um segundo, o que demonstra bem o equilíbrio em todo o rally, com o belga a deixar boas indicações e um excelente ritmo de prova. Fica o bom registo para o campeonato de construtores, com um 3º e um 4º lugar e pontos importantes conquistados para Neuville.

Latvala: Desta não deslumbrou! Longe do que se esperava dele nesta prova, até pelo facto de estar a correr perto de casa, em troços bem ao seu jeito, mas desta vez Latvala não foi capaz de rodar entre os mais rápidos, de forma a lutar pela vitória. Melhorou o andamento de meio do rally para a frente, mas já não foi a tempo de corrigir a sua classificação. Fecha em 5º lugar um prova, onde se esperava mais e melhor de Latvala.

 

Ogier: Continua a saga do “varredor” de troços. Abrir a estrada continua a ser a tarefa de Ogier e desta vez acabou por ser ainda mais prejudicado, principalmente nos troços de sábado que estavam muito “sujos”. Mesmo assim, as segundas passagens parecem indiciar que existe um aproximar de forças entre a concorrência e o campeão francês. Venceu a Power Satage e acaba num estranho e nada habitual 6º lugar final, vendo o seu colega Mikkelsen  aproximar-se mais um “pozinhos” nas contas do campeonato.

 

Breen: A nova cara da Citroen foi aposta da marca para esta prova, para ganhar mais experiência no mundial de ralis  numa prova ainda desconhecida para o piloto. Até nem se saiu muito mal, terminando em 7º na geral, longe do top5 (a 2 minutos do vencedor), mas o objectivo foi cumprido. Ganhou experiência, terminou a prova e deixou boas indicações para o que pode vir a ser a próxima temporada.

 

Ostberg: mais uma prova sem “alma”os homens da M-Sport que desiludem e ficam pelos últimos lugares dos carros do WRC. Fraco demais para uma equipa oficial. Enquanto um privado, num carro idêntico só não ganhou porque o azar bateu à porta na M-Sport o ritmo esteve longe do desejado. Algo não está bem por estes lados!

 

Lefevbre: A Citroen trouxe para a Polónia os seus jovens pilotos para desta forma dar ritmo a ambos. Até nem foi mau o resultado final, onde o essencial era mesmo terminar, levando boas informações para a equipa e um melhor conhecimento deste rally para a temporada de 2017. O francês teve bons momentos, com alguns registos dentro dos mais rápidos. Falta ainda ganhar a consistência necessária para terminar em lugares mais lá em cima da tabela. Isso vem com o tempo pois a juventude ainda é handicap.

Camilli: Terminar foi um mal menor pois a falta de andamento foi gritante para toda a gente.

 

 

 

Carlos Mota

 

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