F1 – GP da Grã Bretanha: Antevisão

Sem tempo para descanso, a F1 volta de novo às pistas para a 10ª prova do mundial de F1. O palco será a mítica pista de Silverstone.

Quando se fala em F1 é obrigatório falar de algumas pistas. O Glamour de Mónaco, a velocidade de Spa e obviamente Silverstone. A casa mãe da F1, onde tudo começou. Foi o palco da 1ª corrida de F1 em 1950 e desde então tem acolhido de forma quase incessante corridas da categoria rainha.

Muitas histórias haveria para contar sobre esta mítica pista, que viu todos os heróis da F1 brilharem sobre o seu asfalto, mas deixamos apenas a referência ao local de início ao desporto que se viria a tornar paixão para muitos.

A pista era inicialmente uma pista de aterragem da Royal Air Force, que foi aproveitada para fazer corridas de velocidade. Em 1948 foi inaugurada a pista, que seria fortemente modificada no ano seguinte para então em 1950 receber a F1.

Ao longo do tempo o traçado foi-se modificando e adaptando as novas exigências da F1 e a última renovação tornou Silverstone na pista mais moderna do calendário da F1, sendo agora a casa do automobilismo da Grã-Bretanha.

Pontos de interesse da corrida:

O maior ponto de interesse será sem dúvida a guerra Hamilton vs Rosberg. Depois de mais um episódio que levou as chefias da equipa a perder um pouco a compostura, adoptando um discurso que não nos pareceu o ideal, a equipa anunciou hoje que não usará ordens de equipa e que deixará que os pilotos lutem entre si… desde que sigam algumas regras. A regra principal deverá ser “Não se bater no carro do colega de equipa” mas falta saber como as ditas regras serão aplicadas na pista. O uso de ordens de equipa seria a pior decisão possível para a Mercedes, que sempre defendeu que os pilotos deviam ter liberdade de lutar entre si além de vir adulterar um campeonato que neste momento está em aberto. Além das regras, a Mercedes ameaçou penalizar os pilotos e usar ordens de equipa se cenas como as da  Áustria se repetirem . A jogar em casa e com a moral em cima com a aproximação ao colega de equipa, Hamilton terá uma excelente hipótese de tentar de novo a vitória, embora Rosberg não esteja com vontade de abdicar do 1º lugar da classificação. Promete muito esta luta!

A Ferrari anunciou hoje uma parceria com a RayBan mas não significa que precisa de usar óculos para ver as hipóteses de vitória no traçado britânico. A equipa tem mostrado que pode ameaçar os Mercedes mas o azar tem sido um fiel companheiro de Vettel que ficou fora da corrida na Áustria quando estava numa posição privilegiada para tentar um bom resultado. Os motivos avançados pela Pirelli não esclarecem o que aconteceu, mas a marca italiana descartou por completo ter sido uma falha dos pneus, apontando a possibilidade de ter sido algum detrito na pista. Vettel mantêm o 3º lugar no campeonato mas tem agora a companhia de Raikkonen com os mesmos pontos. Prever o desempenho da Ferrari é sempre complicado uma vez que o carro tem um feitio difícil, que varia muito com as condições da pista. Mas esperemos que estejam lá em cima para complicar a vida dos prateados.

No meio da tabela há que ter cada vez mais em atenção a Red Bull e tendo em conta as características do traçado, com elevada exigência ao nível da aerodinâmica, um pódio por parte dos Bull´s não está fora de hipótese. Bem pelo contrário tanto Ricciardo como Verstappen podem brilhar.

Williams terá de contar com a concorrência da Force India que continua a mostrar como se faz uma boa equipa com poucos  recursos. Pérez e Hulkenberg não tiveram a tarde que desejariam no último domingo mas o carro já mostrou que tem andamento para o top5. A Williams continua na mesma toada o que pode indicar que os recursos estão virados para 2017. Quem não poupa é a McLaren que poderá voltar a testar (e quem sabe usar na corrida) a nova asa traseira e que terá um upgrade no motor, com a Honda a gastar dois tokens. Alonso mostra-se cada vez mais optimista em relação ao futuro e voltou a afirmar que o caminho trilhado é o certo. Não esquecer a Toro Rosso, que mesmo com um motor desactualizado poderá ter uma boa prestação uma vez que o chassis tem muita qualidade.

No fundo da tabela haverá curiosidade em ver como reagirá Wehrlein na ressaca dos primeiros pontos na F1. O alemão tem confirmado o que dizíamos dele no inicio do ano e está cada vez mais a cimentar a sua posição na F1 e quem sabe na Mercedes. Renault e a Haas continuam numa situação em que não são “nem carne nem peixe”. Há melhorias é certo mas estas demoram em materializar-se em bons resultados e não nos parece que seja em Silverstone que isso vá acontecer. Quanto à Sauber…diz-se que a situação financeira terá tido uma evolução positiva mas em pista isso não foi visível para já (e dificilmente o será)

 

 

Horários:

 

Dados da pista:

Volta de pista : 5.891 Km
Nº de voltas: 52
Distancia de corrida: 306.332Km
Volta mais rápida em corrida: Fernando Alonso, 2010, 1:30:874
Volta mais rápida: Lewis Hamilton, 2013, 1:29:607
Nível de Downforce: Alto
Uso de combustível por volta: 2.8kg
Pneus para 2016: Duros, médios e macios.

 

Traçado da pista:

sil

Onboard da pista:

 

No ano passado foi assim:

 

 

Fábio Mendes

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