F1 – Formula 1 Magyar Nagydíj 2016

 

Este domingo foi a vez do Hungaroring receber uma vez mais o Grande Prémio da Hungria.

A chuva dificultou a qualificação com várias bandeiras vermelhas a interromperem várias vezes a sessão e com vários pilotos a falharem a regra dos 107%, mas os comissários deixaram todos os pilotos participar na corrida.
A pista melhorou bastante para a Q2 e Q3 e Nico Rosberg (#6) fez a pole position, batendo Lewis Hamilton (#44), com Daniel Ricciardo (#3) e Max Verstappen (#33) na segunda linha. A pole de Rosberg teve alguma controvérsia porque Fernando Alonso (#14) fez um pião na curva 9 e originou uma bandeira amarela local. Hamilton teve a sua volta estragada e Rosberg, apesar das bandeiras amarelas, conseguiu fazer a pole. Uma análise da telemetria revelou que Rosberg levantou o pé na zona de bandeiras amarelas, e como tal, a sua volta não foi anulada.

No dia da corrida a pista estava seca e não havia previsão de chuva. No arranque, Hamilton deu muita luta a Rosberg, com os Red Bull a atacarem por dentro e por fora. Hamilton travou tarde e passou Rosberg na chegada à curva 1 por dentro, com Ricciardo a atacar Rosberg por fora e a passar o alemão, mas a ultrapassagem foi prontamente devolvida na curva 2, com Rosberg a usar a mesma receita, recuperando o 2º posto.

A diferença entre os Mercedes-Benz não passava dos três segundos, e os Red Bull mantiveram alguma pressão até à primeira ronda de paragens.

As paragens começaram a volta 15 com Sebastian Vettel (#5), que arrancou de 5º, a passar de pneus super macios para pneus macios. Ricciardo parou uma volta depois e regressou na frente de Vettel, apesar de ter perdido tempo atrás de Valtteri Bottas (#77), ficando com Vettel colado à sua traseira, mas sem grandes oportunidades para ultrapassar.

Hamilton parou com dois segundos de vantagem para Rosberg na volta 17, e o líder do campeonato à entrada da corrida húngara parou uma volta depois, ambos na mesma estratégia de pneus, passando para os macios, e a diferença manteve-se praticamente igual.
Verstappen também fez a paragem na volta 17 mas o facto de ter ficado mais uma volta em pista não foi bom, tendo perdido posição para Vettel e Kimi Räikkönen (#7), que arrancou apenas do 13º lugar e estava numa estratégia diferente, com um primeiro turno mais longo.

O jogo de xadrez entre os dois primeiros estava interessante com voltas rápidas a alternarem entre Hamilton e Rosberg. Em algumas voltas a diferença era inferior a um segundo para depois escalar para dois e três segundos. As paragens nas boxes seriam muito importantes para o desfecho final da corrida.

Hamilton parou pela segunda vez na volta 42, mantendo o mesmo jogo de pneus. Uma volta depois foi a vez de Rosberg entrar, mas a sua paragem não foi particularmente rápida e quando voltou à pista, a diferença era superior a três segundos. Ricciardo também tinha o seu 3º lugar mais seguro depois de ser um dos primeiros pilotos a fazer a segunda paragem, ganhando vantagem sobre Vettel.

Rosberg fez uma série de voltas muito rápidas e as coisas animaram na volta 52, quando Esteban Gutiérrez (#21) estava a ser dobrado. Hamilton demorou algum tempo e Rosberg ficou com a oportunidade de usar o DRS, mas Hamilton subiu o ritmo e a vantagem voltava a ser de dois segundos. Gutiérrez seria penalizado por não respeitar as bandeiras azuis.

Rosberg arrefeceu um pouco os pneus e voltou a atacar. Hamilton sentia a pressão e foi brevemente fora de pista na curva 12 na volta 62. Rosberg ficou colado à traseira mas não foi capaz de atacar na reta da meta.

Mais atrás, a luta entre Max Verstappen e Kimi Räikkönen aquecia. Verstappen tentava desesperadamente manter o 5º lugar, com algumas manobras arriscadas em pontos de travagem à mistura, uma delas a danificar a asa dianteira de Räikkönen. Apesar da vantagem de ter pneus super macios, Räikkönen não encontrou um antídoto para superar o jovem holandês.
Da mesma forma, Vettel começou a reduzir bastante a diferença para Ricciardo mas acabou por ficar sem tempo útil para tentar chegar ao pódio.

Na frente, Hamilton manteve a concentração até ao fim e venceu o Grande Prémio da Hungria. Esta foi a sua 5ª vitória no Hungaroring e passou a ser o piloto com mais vitórias neste traçado, superando o anterior recorde de Michael Schumacher, com quatro vitórias. Esta vitória também assegurou a subida à liderança do campeonato para o campeão em título.

Rosberg ficou a menos de dois segundos de Hamilton mas o seu arranque menos bom bastou para que uma possível vitória lhe escapasse entre os dedos, tal como a sua liderança do campeonato. Rosberg tem agora seis pontos de atraso que, certamente, irá querer recuperar na próxima corrida na Alemanha.

Daniel Ricciardo terminou uma boa corrida no 3º lugar, batendo Sebastian Vettel, que foi 4º. Com Max Verstappen em 5º, na frente de Kimi Räikkönen em 6º, Ricciardo sobe ao 3º lugar no campeonato.

Fernando Alonso (#14) fez uma das melhores corridas da temporada e acabou em 7º, apesar de ser o primeiro piloto com uma volta de atraso, batendo o seu compatriota Carlos Sainz, Jr. (#55). Valtteri Bottas (#77) foi 9º, numa corrida onde os Williams Mercedes não apareceram em destaque, e Nico Hülkenberg (#27) fechou o Top 10.

A caravana da Fórmula 1 vai fazer uma viagem curta da Hungria para a Alemanha, em Hockenheim, no regresso do Grande Prémio da Alemanha.

Classificação final

 

Jorge Covas

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