F1 – GP da Alemanha: Antevisão

Depois de um interregno de um ano devido a desacordo de verbas entre a FOM e Nurburgring, a F1 regressa à Alemanha, para a 12ª ronda do campeonato do mundo de F1. O circuito de Hockenheim é o palco para a última prova antes da pausa de verão, que durará um mês e que servirá para que equipas e pilotos recuperem as forças para o que ainda falta do campeonato… o mais longo de sempre.

A pista de Hockenheim foi construída em 1932 usando estradas situadas na floresta perto da cidade de Hockenheim. Foi usada para provas de motociclismo sendo expandida para ser a pista de testes da Mercedes e da Auto Union em 36. A maior característica da pista era o seu comprimento de quase 8 km, em que duas grandes rectas de mais de 1.3 Km testavam (e arrasavam) os motores e transmissões dos carros.

A situação piorou nos anos 80, em que a limitação de combustível levou a que muitos carros ficassem apeados sem combustível para terminar a corrida. Além disso a maior parte dos momentos espectaculares ocorriam na zona da floresta onde não haviam fãs para ver ao vivo o que levou a F1 a exigir um traçado mais curto. A pista antiga divida opiniões… muitos odiavam outros tantos adoravam. Tecnicamente era um desafio aliciante pois a mistura da secção lenta da Motodrom com as secções rápidas das rectas dificultavam sobremaneira a afinação dos carros, sendo necessário escolher entre mais apoio aerodinâmico e ser mais eficiente na parte sinuosa ou menos apoio ganhando nas rectas.

Em 2002 foram concluídas as remodelações da pista, com Tilke no comando das operações e o novo Hockenheim abria as portas. A secção da floresta foi esquecida e a pista passou para os 4.5Km com onde se destaca a enorme parabólica…a única parte do traçado que relembra vagamente as rectas antigas.

A pista recebe a F1 desde 1970 mas desde 2007 que apenas recebe de forma alternada com Nurburgring, na altura em que Bernie decidiu que apenas haveria um GP em solo germânico. Mas os anos consecutivos com prejuízos e a falta de público (num pais com muita tradição no automobilismo) colocam ambos os traçados com um futuro algo incerto

 

Pontos de interesse:

A Hungria poderá ter sido um dos momentos definidores da época 2016. Lewis Hamilton é agora o líder do campeonato e ultrapassou Rosberg, que não se mostrou preocupado com o facto. Mas será em solo alemão que terá de provar que de facto não ficou abalado com a despromoção ao segundo lugar e que tem o que é preciso para  enfrentar um Hamilton, cada vez mais forte psicologicamente. O britânico está desde 2014 na melhor forma da carreira. Tem tido altos e baixos mas a forma como encara cada corrida mostra que os tempos da instabilidade já lá vão. Hamilton já mostrou que consegue aguentar festa rija e chegar à pista e render o que se quer dele. Quem irá a sorrir para as férias?

Ferrari está outra vez numa situação delicada. Está confirmada a saída de James Allison da estrutura e a Ferrari fica assim sem um dos grandes responsáveis pelo ressurgimento da equipa em 2015. Para além de a equipa ficar órfã do grande mentor do desenho do carro a meio da época, fica fragilizada para o futuro. Todos os grandes nomes estão a trabalhar nas equipas de topo (o nome de Brawn é constantemente falado mas ele não parece ter muita vontade em voltar a tempo inteiro para a F1) e mesmo que aceitem ir para a Ferrari terão sempre de esperar 6 meses até ingressar na Scuderia, o que coloca em causa o futuro do projecto de 2017 e que pode afectar Vettel. O alemão entrou para a equipa com um cenário completamente diferente do que tem agora e se calhar começa a ter saudades da Red Bull. Aquele que parecia ser a maior ameaça ao poderio da Mercedes é agora apenas 5º atrás de Kimi e… Ricciardo. Será a Ferrari capaz de dar um pontapé na crise antes das férias?

Pelo contrário a Red Bull está numa fase muito positiva. Depois do pódio de Ricciardo na semana passada, ficou apenas a um ponto da Ferrari no campeonato de construtores, o que dá um ânimo tremendo a uma equipa que sabe que não tem ainda o motor ideal. Horner disse que o motor do Red Bull tem menos 45 CV que o “moinho” alemão, o que em F1 é muito. Mas se com menos potência conseguem ser tão competitivos quanto a Ferrari imaginem quando tiverem a mesma potência. A Red Bull cresceu muito e está no bom caminho. O traçado germânico não deverá ser o melhor para o RB12, com a parabólica a ser  um problema para os pilotos da equipa mas espera-se mais uma boa colheita de pontos para a equipa.

O meio da tabela começa a ganhar cada vez mais interesse. A Force India está cada vez mais próxima da Williams que começa a responder com evoluções no carro,  a McLaren começa a desafiar a Toro Rosso que está a ficar sem argumentos para o poderio financeiro da equipa britânica. Estes dois duos irão animar as corridas nas próximas provas e poderão dar origem a batalhas interessantes, principalmente a Force India com a Williams. Para Hockenheim  a Williams irá fazer melhor que na Hungria e a Force India terá de responder à altura.

No fundo da tabela espera-se que fique tudo na mesma. Nasr tem subido de rendimento e poderá levar a Sauber até perto dos pontos e a Haas tem tido em Gutierrez o melhor piloto nas últimas corridas mas tanto Ericsson como Grosjean querem provar que ainda tem uma palavra a dizer. Na Renault não se esperam grandes surpresas, embora Magnussen tenha de fazer muito melhor do que fez na corrida passada e Palmer tenha de manter o nível que apresentou na Hungria. Na Manor teremos Wehrlein a mostrar o que se pode fazer com a máquina à disposição e Haryanto a gozar os últimos dias no grande circo.

 

Dados da pista:

Comprimento: 4.574 km

Distância de corrida: 306.456 Km

Nº de voltas: 67

Melhor volta em corrida: 1:13:780, Kimi Raikkonen (2004)

Melhor volta: 1:13:306, Michael Schumacher (2004)

Nível de apoio aerodiâmico: Médio

Pneus escolhidos para 2016: Médios, macios e super-Macios

Horários:

 

 

Traçado da pista:

hockenheim

Onboard da Pista:

Recordações do passado:

 

Fábio Mendes

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