O Motor do futuro (Parte I)

Quem passou 5 minutos nas redes sociais ontem e quem viu as notícias, deverá ter lido algures que o planeta tinha esgotado a cota de recursos renováveis anual. Ou seja a partir de hoje tudo o que gastarmos estará a estragar ainda mais um planeta que tem sido bem mal tratado. E escrever este texto com o país em chamas e com temperaturas que me fazem temer encontrar um camelo ou até uma duna ao virar de uma esquina, faz-me pensar de forma pouco positiva em relação ao futuro.

Uma das questões mais importantes para todos são obviamente os meios de transporte que usamos actualmente, que continuam a fazer a sua parte na emissão de gases que ajuda nisto de andarmos a suar em bica, sem falar na poluição que as carcaças que já não são usadas provocam.

Focando a nossa atenção apenas nas emissões, este problema já foi identificado há muito tempo, mas a sua resolução tem avançado a um ritmo rápido… para um koala ou um caracol até. Fala-se muito, mas faz-se pouco e a prova é que vivemos os últimos anos a pensar que os novos carros disponíveis no mercado eram mais eficientes e ecológicos, no entanto o escândalo da VW mostrou-nos que afinal os novos carros poluem tanto quanto uma concentração de Seat Ibizas “do aço” que quando passam, nos fazem reviver os tempos das locomotivas a vapor.

 

É óbvio que os construtores meteram a cabeça debaixo da areia durante este tempo todo e ignoraram o problema das emissões porque simplesmente não dá dinheiro. Enquanto os “cientistas” atiram estudos à cara uns dos outros, uns dizendo que o aquecimento global é uma farsa e outros mostrando que o Apocalipse é logo aqui ao lado, os consumidores perdem a confiança nos senhores das batas e compram o que lhes parece ser o melhor negócio, sem olhar muito a emissões, pois mesmo com o imposto que eleva ainda mais a factura, não há um verdadeiro sentimento ecologista. Como poderá haver se nem os que defendem a causa o sabem fazer de forma correcta?

Depois há as novas alternativas mais ecológicas. Temos os carros híbridos, os eléctricos e as células de hidrogénio. Mas todos eles apresentam problemas graves: Os híbridos, para quem ambiciona andar a mais de 40km/h na estrada, deixam de ser uma opção ecológica, os eléctricos tem uma autonomia de 100 metros e um tempo de carga de uma semana  e os carros com células de hidrogénio não tem postos de abastecimentos que permitam fazer uma viagem digna desse nome… e embora digam que é seguro não queria baptizar o meu carro de Hindenburg (eles também dizia que os Polos poluíam pouco certo?). A juntar a esta grande lista de contras há o design… A maioria dos carros com novas formas de propulsão são tão feios que apenas a mãe teria coragem de dizer o contrário e aqueles que realmente são bonitos tem um preço de um iate… ou de uma ilha de médio porte. Nada feito, portanto é melhor manter os motores actuais certo?

 

Mas é tempo de encarar a verdade e assumir sem receios que são estes carros  o futuro dos transportes. Embora apresentem problemas graves para o consumidor para já,  são sem dúvida os meios que nos levarão de A a B. Porquê? Simples, o petróleo está a acabar (embora digam isso há 20 anos é certo) mas mais importante que isso pela eficiência. Um motor eléctrico é incomensuravelmente mais eficiente que um motor de combustão. Um motor eléctrico tem uma eficiência de quase 100%, enquanto apenas os melhores motores de F1 se conseguem aproximar dos 50% de eficiência, o que há 5 anos atrás era considerado impossível. E num planeta  com 7 mil milhões de pessoas, há a necessidade cada vez mais urgente de assumir que não devemos desperdiçar energia pois sem ela o mundo ficaria literalmente paralisado.

 

Mas qual a melhor alternativa? Eléctricos ou células de hidrogénio? Primeiro interessa entender o funcionamento de ambas as tecnologias para tentar chegar a uma conclusão.

 

 

Continua

 

 

Fábio Mendes

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