WRC – Rally da Alemanha: Análises finais

 

Ogier: O regresso do Campeão! Seis meses e 7 ralis depois, Sebastien Ogier voltou a vencer uma prova do mundial de ralis. Aproveitando bem o facto da entrada em cena dos ralis de asfalto, onde se sente claramente mais à vontade e também saindo menos penalizado por ter de abrir a estrada neste tipo de terreno, o piloto francês da Volkswagen venceu sem surpresa mas com muita classe. Depois de no primeiro dia ter sido mais calculista, até pelo estado da meteorológia algo inconstante, no segundo dia de prova arrasou por completo a concorrência, dilatando a vantagem que viria a controlar até final, sem nunca colocar em causa a sua vitória. Fez um a rally simplesmente perfeito, atacou quando devia ter atacado e segurou a concorrência atrás de si com a classe de sempre. Foi sem dúvida uma boa maneira de regressar ao lugar mais alto do pódio, logo em casa da sua equipa, na Alemanha. Desta vez não teremos a história das limpezas como tema de conversa!

Sordo: De loucos! Foi até ao último metro, ou se preferirmos, até ao último décimo que se discutiu o segundo lugar do Rally da Alemanha, entre Sordo e Neuville. Os dois pilotos da Hyundai andaram numa espectacular luta, com Mikkelsen também ao barulho pelo 2º posto final, que acabaria por sorrir ao espanhol por…0,1´s! Depois de 306km cronometrados a diferença entre 2º e 3º foi um décimo de segundo. Foi grande o espectáculo que se assistiu nas estradas alemãs e de facto é disto que os fãs gostam e é isto que nos prende ao ecrã. Sordo, que foi premiado com a renovação de contrato com a Hyundai até 2018, respondeu desta forma a esse voto de confiança. Grande rally e grande coração. Excelente trabalho Dani!

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Neuville: foi protagonista de uma das mais intensas lutas que vimos esta temporada e se Sordo “venceu” alguém teve de perder. O piloto belga fez um grande rally, sempre competitivo, num terreno que muito lhe é favorável, sendo ele um especialista em asfalto. Mas desta vez foi pela margem mínima que não garantiu o segundo lugar final na prova. Este 0,1´s devem ter ficado “entalados” na garganta de Neuville, mas que em nada mancham o seu desempenho no rally, provando que o piloto ainda está “para as curvas”, isto quando muito se fala sobre o seu futuro ainda incerto, pois o seu contrato termina no final desta temporada, havendo em cima da mesa vários cenários para a temporada de 2017. Venceu a power stage, num último esforço inglório em busca do 2º lugar!

Mikkelsen: Não teve andamento para alcançar os dois pilotos da Hyundai no derradeiro dia em busca de um lugar no pódio. Liderou o rally no primeiro dia de prova, mas quando o ritmo foi subindo o piloto da Volkswagen não foi capaz de subir o seu nível, ficando sempre atrás dos três pilotos que acabaram à sua frente. As diferenças entre carros é cada vez menor, por isso é no braço que as coisas se decidem cada vez mais. Sordo e Neuville foram mais fortes, Mikkelsen tudo fez mas desta vez não dava mesmo para mais. Começa a ser um hábito ver este piloto sempre na luta pelos lugares da frente… quem é bom, é bom!

Paddon: Do 5º lugar para trás é de outro nível. Claramente Paddon ainda tem muito para evoluir em asfalto até poder ser um verdadeiro candidato a vencer o campeonato. Perder mais de três minutos para Ogier demonstra bem as diferenças de andamentos a que pudemos assistir. Paddon tem um longo caminho ainda a percorrer para ser competitivo neste tipo de terreno. Aproveitou os azares alheios para garantir um 5º lugar final que minimiza o seu andamento claramente mais lento.

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Ostberg: Outro! Mas este já nem é novidade. O piloto da M-Sport já há muito nos habituou a estes desempenhos em asfalto e desta vez nada mudou. Ainda tentou rodar próximo de Paddon, mas ao longo do segundo dia foi deixando o piloto da Hyundai fugir de forma irremediável, até ser inatingível. Foi 6º classificado e o último entre os WRC´s que não sofreram penalizações por abandono.

Lefevbre: Acaba por ser um dos protagonistas do rally. O piloto francês apoiado pela PH Sport teve uma violenta saída de estrada, destruindo por completo o seu Ds3 WRC, deixando imagens fortes para recordar, como o motor do Citroen caído no chão em frente ao carro, sem a sua parte da frente. Piloto e navegador, foram levados para o hospital, onde forma diagnosticadas fracturas múltiplas, sendo que Gabin Moreau foi quem mais sofreu, fracturando a mão esquerda, uma tíbia, uma lesão a nível pulmonar e um ombro deslocado, sem que com isso tenha corrido risco de vida. A dupla francesa infelizmente vai ser forçada a umas “férias prolongadas”, mas do mal o menos.

Latvala: foi curto o rally do piloto finlandês, que ao quilómetro 13 ficou parado na estrada com a caixa de velocidades do seu Polo R WRC partida. Quando não vai à vala, é a mecânica que cede. Tudo parece estar contra Jari, até a sorte. Oh sorte madrasta!

 

Carlos Mota

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