CNR – Rally de Mortágua – Pedro Meireles domina e relança o campeonato!

 

Imbatível! É a melhor palavra para descrever o rally que o piloto de Guimarães, Pedro Meireles, navegado por Mário Castro, realizou em Mortágua, a sexta prova da temporada do Campeonato Nacional de Ralis.

A prova que ficou marcada pelo muito pó devido aos troços estarem muito secos, pois chuva é coisa que não caído por estas bandas nos últimos tempos e por isso muitos pilotos se queixaram desse fator que complicou ainda mais um rally já por si bem duro para pilotos e mecânicas dos carros.

Apesar da forte oposição do actual líder do campeonato, José Pedro Fontes, Pedro Meireles soube gerir bem as emoções e o andamento tanto dos adversários como o seu, realizando uma prova limpa de erros, sempre com grande consistência e rapidez, numa aliança que acabou por ser decisiva nesta conquista que vem de certo modo relançar a luta pelo campeonato. Mesmo depois de Meireles ter furado na última especial da parte da manhã de sábado, o piloto do Skoda Fabia R5 manteve a liderança e foi gerindo a mesma até chegar à derradeira especial com uma vantagem de 13,5´s o que se revelou mais do que suficiente para garantir o triunfo, ampliando na última especial em mais 18´s a sua liderança.

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Fontes fechou a prova em 2º na geral, cedendo alguns pontos no campeonato. Tem agora 25 de vantagem sobre Pedro Meireles, não correndo riscos em demasia para não sair ainda mais penalizado de Mortágua no que que diz respeito ás contas para o campeonato. Na última especial levantou o pé, preferindo salvaguardar o seu segundo posto, do que arriscar e sujeitar-se a algum azar e somar…zero! Meireles foi mais forte é um facto, mas Fontes foi inteligente, salvaguardando ainda uma boa margem para o que resta do campeonato e faltam duas provas.

Na 3ª posição ficou o surpreendente (ou não) Miguel Barbosa. Um dos pilotos mais versáteis a correr em Portugal, sendo 6 vezes campeão Nacional de Todo o Terreno, também já coroado campeão Nacional de Velocidade em 2014, veio esta temporada aventurar-se nos ralis, conquistando o seu primeiro pódio em Mortágua. M. Barbosa fez uma prova muito interessante, venceu inclusive uma especial, mostrando-se cada vez mais adaptado a esta nova realidade e ao seu Skoda Fabia R5.

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Em 4º na geral final Carlos Martins, outro piloto com um desempenho interessante, colocou também o seu nome na lista  dos vencedores de etapas no rali, faltando ainda consistência e maior regularidade ao volante do seu Citroen Ds3 R5 para se afirmar como candidato a vencer provas. Mas deixa claramente no ar um imagem que poderemos contar com ele no futuro a animar o Campeonato Nacional de Ralis, sendo claramente uma mais-valia.

A fechar o top5 ficou João Barros, que regressou assim ao CNR, mas sem grande sorte. Claramente sem o ritmo dos seus adversários, fruto de esta temporada apenas estar a correr alguns ralis esporádicos, reapareceu em Mortágua, mas sem grande protagonismo. Um furo na PEC4 fê-lo perder muito tempo e arredou da luta por um lugar no pódio. Acabou por ser uma participação discreta de Barros em Mortágua, um piloto que admiramos e que certamente vale bem mais do que este 5º posto final.

Miguel Nunes a fazer a sua estreia ao volante de um Ford Fiesta R5 em pisos de terra teve uma participação digna, fechando em 6º na geral. O piloto Madeirense veio ao continente realizar uma prova que até não lhe é nada estranha, pois em 2015 também marcou presença neste mesmo local, mas aí ao volante de um Mitsubishi Evo X. Desta vez reuniu apoios e “saiu da zona de conforto” do asfalto Madeirense até aos troços de terra de Portugal continental. Os resultados até acabaram por ser positivos, evoluindo ao longo de todo o rali sempre a melhorar o seu andamento bem como os cronos e consequentemente a sua posição na geral, acabando inclusive à frente de um dos notáveis deste campeonato e antigo Campeão Nacional de Ralis Fernando Peres, que foi apenas 7º.

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Manuel Castro foi 8º com o seu cada vez menos competitivo Skoda Fabia S2000, face a uma concorrência bem melhor apetrechada em termos de “máquinas”.

Nas duas rodas motrizes a vitória foi para Gil Antunes, depois de uma batalha épica com Paulo Neto e António Costa ao longo de todo o rally, sempre ao décimo de segundo. Na penúltima especial da prova Neto venceu 7,2´s a Gil Antunes, enquanto Costa cedia mais alguns segundos, e foi praticamente esse o tempo que os separava na entrada da última especial do rali. Mas um problema mecânico com o Ds3 R3T de Paulo Neto viria a dar a vitória a Gil Antunes em Renault Clio R3T, isto depois de António Costa ter saído de estrada também na derradeira espcial. Quem acabou por ficar com o lugar mais baixo do pódio nas duas rodas motrizes foi mesmo Diogo Gago, que teve um início de prova muito difícil, depois de logo na primeira especial do rali ter partido os pernos da roda dianteira do lado esquerdo do seu 208 R2, voltou apenas no sábado a tempo de dominar os tempos nas classificativas, mas o seu atraso já era irremediável, sendo estes azares da concorrência a única forma de subir na classificação, acabando em 2º nas 2WD.

O rali ficou ainda marcado pela neutralização na PEC5 (Figueiras 1) devido ao acidente de Joaquim Alves que deixou o seu Fiesta R5 a bloquear a estrada e ditou o cancelamento desta especial.

Antes disso já Carlos Vieira que vinha a abandonar na passagem pela Tojeira 2, depois de ter vencido a especial anterior, o turbo do seu Ds3 R5 decidia “morrer” e terminava assim a prova do piloto de Fafe.

Na última especial e para além da debandada que foi nas 2WD também Diogo Salvi e Elias Barros também abandonaram.

Calssificação do Rally de Mortágua:

1. 10 Meireles Pedro – Castro Mário
Škoda Fabia R5
RC2 1:33:00.9 82.6
2. 1 Fontes José Pedro – Ponte I.
Citroën DS3 R5
RC2 1:33:32.4 +31.5
+31.5
82.2
0.25
3. 28 Barbosa Miguel – Ramalho Miguel
Škoda Fabia R5
RC2 1:34:17.3 +1:16.4
+44.9
81.5
0.60
4. 5 Martins Carlos – Amaral Daniel
Citroën DS3 R5
RC2 1:35:43.0 +2:42.1
+1:25.7
80.3
1.27
5. 3 Barros João – Henriques Jorge
Ford Fiesta R5
RC2 1:36:11.7 +3:10.8
+28.7
79.9
1.49
6. 40 Nunes Miguel – Paulo João
Ford Fiesta R5
RC2 1:37:19.9 +4:19.0
+1:08.2
79.0
2.02
7.
+1
50 Peres Fernando – Silva José Pedro
Ford Fiesta R5
RC2 1:38:47.0 +5:46.1
+1:27.1
77.8
2.70
8.
+1
33 Castro Manuel – Costa Luís
Škoda Fabia S2000
RC2 1:39:16.0 +6:15.1
+29.0
77.4
2.93
9.
+2
17 Ribeiro Vitor – Raimundo Rui
Mitsubishi Lancer Evo IX
RC2N 1:42:16.0 +9:15.1
+3:00.0
75.1
4.33
10.
+4
12 Antunes Gil – Correia Diogo
Renault Clio RS R3T
RC3 1:42:29.7 +9:28.8
+13.7
75.0
4.44

 

Contas feitas, José Pedro Fontes mantem a liderança do campeonato embora mais pressionado por Pedro Meireles, o que faz com que o piloto do Citroen Ds3 R5 não possa cometer qualquer tipo de erro na duas provas que ainda faltam correr, deixando no ar uma luta intensa pelo título até ao derradeiro “metro” de campeonato.

Classificação do campeonato:

  1. P.Fontes- 141 pontos
  2. Meireles: 115 pontos
  3. Campos: 71 pontos
  4. Barbosa: 69,75 pontos
  5. Barros: 53,75 pontos

O CNR está de volta nos dias 14 e 15 de Outubro com o Rally Casino de Espinho, prova que pode já ditar o campeão de 2016 ou adiar para o ultimo rali a decisão do título a dois, entre José Pedro Fontes e Pedro Meireles.

Carlos Mota

 

Fotos retiradas das paginas de Facebook dos pilotos

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