WRC- Rally de Espanha: Análises finais

Ogier: Mais um! Desde a sua entrada no WRC com a Volkswagen, o francês só sabe vencer e carimbou na Catalunha o seu quarto titulo consecutivo, sempre pela marca alemã. Ogier é de facto um piloto de excelência, que faz dele já um dos melhores de todos os tempos, sendo também verdade que o “tempo” que se vive na actualidade é diferente do passado, mas a verdade é que o o seu curriculum está lá e não deixa mentir sobre a sua superioridade sobre a concorrência que enfrenta. O piloto da Volkswagen até chegou ao final da primeira etapa a perder para Dani Sordo, o seu grande rival nesta prova e único a pôr em causa a sua vitória, que acabou por ser mais valorizada graças ao piloto da casa. Mas já na tarde de sábado o francês acabou por assumir a liderança do rally, deixando Sordo na segunda posição, fechando o dia na liderança, tendo 5,8´s de vantagem para gerir no derradeiro dia. O último dia de prova não trouxe nada de novo, apenas um Ogier sempre mais rápido que Sordo, ampliando ainda mais a sua vantagem até final, vencendo deforma categórica um rally que não foi fácil.

Sordo foi sempre um rival difícil, mas a forma como Ogier controlou as distâncias e foi recuperando o tempo perdido sem nunca arriscar em demasia, (pois as condições meteorológicas estavam muito incertas e os pisos muito escorregadios) chegou para carimbar uma vitória “sem espinhas” e que lhe valeu mais um título, o seu quarto consecutivo. Piloto com uma classe incrível, que corre com um “instinto” felino impressionante, deixando as “presas” andar à vontade, mas não “à vontadinha”, sempre a tempo de recuperar as perdas e atacar nos momentos certos. Estamos rendidos a Ogier!

Sordo: Não havia ninguém mais motivado que Sordo para correr esta prova. A correr em casa perante uma “afición” sempre muito entusiasmante e fanática, que apoiaram o espanhol durante toda a corrida de forma espectacular, o piloto da Hyundai ainda fez sonhar milhares de espanhóis, dominando o primeiro dia de rally e chegando ao final da primeira etapa na liderança, que iria ser dizimada ao longo do dia de sábado, quando Ogier acertou o passo e iniciou uma recuperação sensacional, à qual Sordo não resistiu. Fica um desfecho positivo para o espanhol, que foi o único a pressionar Ogier, ficando a clara sensação que não tem andamento para acompanhar o piloto da Volkswagen. Mas também nunca o deixou sossegado, pois o mínimo erro de Ogier poderia ditar a vitória do piloto da casa.

Fecha com um excelente segundo lugar final, numa prova muito boa para a marca coreana, completando os outros lugares do pódio.

 

Neuville: O piloto belga fecha a prova em 3º lugar, aproveitando o abandono de Mikkelsen a meio da etapa de sábado, pois antes disso quase nunca conseguiu acompanhar o andamento do piloto norueguês na luta pelo terceiro lugar. Depois do abandono de Mikkelsen, fez um rally seguro, sem arriscar muito pois atrás de si vinha o seu colega de equipa, Paddon que nunca o pressionou verdadeiramente não pondo em causa o resultado de nenhum dos pilotos da Hyundai, que assim carimbaram um excelente resultado individual e colectivo.

Neuville fechou o rally da Catalunha com mais um pódio para o seu curriculum, numa prova segura, mas longe de ter andamento para outros voos. Aproveitou ainda a falha de Mikkelsen para ascender ao segundo posto do campeonato em igual pontualidade com o piloto da Volkswagen.

Paddon: Foi uma boa surpresa! Este jovem piloto é uma das grandes esperanças do WRC para os próximos anos, sendo já muito competitivo em ralis de terra, sentindo no entanto grandes dificuldades em ralis de asfalto. Mas a evolução de Paddon neste capitulo está a ser notória, realizando uma prova muito concisa e sem grandes sobressaltos. Faltou saber se poderia ter ainda andamento para tentar alcançar o 3º posto, mas sendo que esse estava entregue a um colega de equipa, não haveria razões para correr riscos desnecessários.

É continuar com esta evolução e certamente teremos um Paddon cada vez mais forte, versátil e a discutir vitórias no futuro.

 

Ostberg: Foi o melhor piloto dos Ford, mas como sempre sem grande andamento para tentar mais alguma coisa que não um top5 e muito graças aos azares da concorrência, que facilmente andariam à sua frente, como Mikkelsen, Meeke ou Latvala. O piloto da M-Sport continua sem grandes motivos para sorrir pois os resultados e pior, o seu andamento anda bem longe de resto da concorrência das outras marcas. De duas uma, ou Ostberg está a passar por uma fase muito complicada na sua carreira estando já numa fase descendente, ou este Fiesta RS WRC precisa urgentemente da ajuda da “marca” para revitalizar este projecto que nos parece em queda livre. Veremos o que nos trás 2017.

 

Tanak: Outro dos pilotos que tem dificuldades em pisos de asfalto, mas que acabou por conseguir um resultado menos mau devido a azares alheios. Tanak ainda brilhou vencendo a super especial de abertura mas ao longo do rally foi caindo na geral até se ficar num 6º lugar que acaba por ser um mal menor.

Abbring: Depois da estreia do novo R5 da Hyundai na ronda anterior, o piloto holandês voltou ao WRC, fechando um rally nada fácil em 7º na geral final. Foram quatro os Hyundai presente à partida e foram quatro à chegada. Sem experiência e conhecimento da prova para ambicionar melhor resultado, Abbring fez o que lhe competia, chegou ao final e pontuou.

 

Kopecky: Já mercia mais! Este é daqueles pilotos que não entendemos como não lhe é dada uma oportunidade de poder rodar no WRC. Tem experiência, conhece a maioria dos ralis, é rápido e cheio de qualidade. Certamente um dos pilotos com mais vitórias em provas onde competem os antigos S2000 ou os novos R5 e em Espanha juntou mais uma. Foi uma vitória categórica e de excelência, numa prova que mais parecia o “Survivor” tantos foram os abandonos no WRC2. Andamos nós com os” Bertellis e os Camillis” e a ver este “pilotaço” nos WRC2…injusto!

Latvala: Durou pouco a sua “participação” neste rally. Logo na passagem pela SS5 um problema na suspensão do seu Volkswagen fê-lo ficar parado na estrada e regressar apenas em Rally2 para os dias seguintes de competição, mas já sem hipóteses de grandes resultados. Apenas a tempo de conquistar três pontos na Power Stage onde foi o mais rápido. Um rally à Latvala.

 

Mikkelsen: Foi mais um dos Volkswagen azarados. Um saída forte de estrada na SS12 deitou por terra a sua luta por um lugar no pódio e colocou-o fora de estrada. Somente a Ogier nada aconteceu. Não chamem azar a isto.

 

Meeke: Ao piloto da Citroen aconteceu quase tudo. Capotou o seu Ds3 mas o carro ficou direito e seguiu marcha, fez um pião, mais tarde furou e ainda assim estava em 5º na geral a pouco mais de um minuto da liderança. Mais tarde acabaria por abandonar na SS16, a primeira especial de Domingo, fruto de uma saída de estrada que o colocaria fora do rally e dos lugares pontuáveis pelo segundo rally consecutivo.

 

 

Próxima paragem, País de Gales entre os dias 27 e 30.

 

 

Carlos Mota

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